domingo, 18 de janeiro de 2015

Salvação

A soberania de Deus relativamente à salvação do homem significa que é Deus quem toma a iniciativa da realização da obra. A iniciativa está com Deus e não com o homem. Se Deus não tomasse a iniciativa ninguém seria salvo.
A soberania de Deus, com respeito à salvação do homem é simplesmente a sua iniciativa, tomada em virtude da sua natureza, com o fim de salvar a humanidade.
A soberania divina não é apenas uma manifestação da sua vontade. É uma manifestação de todo o ser [de Deus] e não apenas da vontade divina.
A iniciativa de Deus na salvação não priva ninguém de salvar-se, porque ele visa à salvação de todos (João 3.16). Verdade é que Deus predestina que aquele que crê será salvo, assim como o que não crê já está condenado. É verdade também que predestinou o meio da salvação, um único meio, com exclusão de qualquer outro; mas Deus não predestinou os que haviam ou os que  não haviam de crer. Decretado está que todo aquele que crer será salvo, assim como o que não crer será condenado.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Missão Transformadora

Nesta preciosa obra o autor, David Bosch, fala da tendência mundial de mudança de paradigma em várias áreas. Afirma que houve mudanças anteriores e que as tais seriam reconstruídas com detalhes na área missionária. Deixa bem claro que a mudança de paradigma confronta, mas que ao invés de ser meramente perigoso é uma oportunidade ímpar de mudar a situação. Menciona a necessidade de uma nova visão para sair do atual impasse rumo a uma espécie diferente de envolvimento missionário
Faz algumas colocações como a afirmação de que a fé cristã é intrinsecamente missionária. E que a missiologia deve olhar o mundo a partir de perspectiva do compromisso da fé cristã.
No decorrer da obra fala da necessidade de levar o evangelho todo ao mundo inteiro, ao invés de levar práticas e culturas ocidentais.
Bosch faz um alerta a igreja cristã para não confundir-se com o Reino de Deus. Afinal, a igreja não é o Reino de Deus, embora esteja relacionado a ele.
Afirma que a missão é a mãe da teologia. Além disto, mostra que a teologia simplesmente acompanha a missão da igreja. 
Sobre o Novo Testamento diz que  é essencialmente um livro sobre a missão. 
Reitera que a missão da igreja está “amarrada” a pessoa e ao ministério de Jesus Cristo.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Entrevista com o pr. Gustavo Luiz

Quem é o Pr. Gustavo Luiz?
R: Gustavo Luiz é um servo de Cristo. Esposo de Ester e pai de Caroline. E se Deus assim permitir, serei papai do Gabriel, cujo nascimento está previsto para fevereiro (2015).

O senhor é formado em qual seminário?
R: Fui aluno do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (Campus avançado de Cabo Frio). Dediquei-me aos estudos durante quatro anos e tive o privilégio de representar a turma sendo o orador por ocasião da formatura. Portanto, sou bacharel em teologia.

Fez outros cursos?
R: Sim, iniciei em 2011 uma pós-graduação em o Novo Testamento pela Faculdade Teológica Batista do Paraná. Fiz o curso visando um aperfeiçoamento nesta área.
Depois fiz os módulos do mestrado em missiologia pelo CIEM. Ainda sou um mestrando, faltando a dissertação para a obtenção do título de mestre.

O senhor já lecionou em algum seminário?
R: Dei aulas no Seminário Teológico Batista Serrano nas disciplinas de Metodologia da Pesquisa Científica, História do Cristianismo e da Teologia, também. Além de Evangelismo.

O que acha dos cursos de teologia no Brasil?
R: Graças a Deus temos excelentes instituições teológicas com professores capacitados, por outro lado muitas situações de seminários são preocupantes, sem docentes qualificados e sem uma boa estrutura, inclusive com bibliotecas precárias. No período de estudo o aluno deve se dedicar de corpo e alma no conhecimento bíblico-teológico. Acho que a grade curricular pode e deve ser revista em muitos casos.

Em alguns momentos o irmão é polêmico, quer nas aulas ou nas pregações. A que se deve essa polêmica?
R: Primeiro, digo, que tenho um determinado temperamento que não é muito compreendido. Eu sou muito enfático nas afirmações. Talvez o que mais espanta é a ênfase dada por mim. Sendo que não me considero tão polêmico assim, apenas falo segundo o meu pensamento. E penso a partir das Escrituras. Não sou um pensador livre, mas alguém que aprende cada dia com o Evangelho de Cristo.
Alguns comentários feitos em vários ambientes, inclusive denominacional, não são bem aceitos, pois choca-se com interesses meramente humanos. Uma coisa é falar mal, outra coisa é falar com base em análise.
  
O irmão serviu em qual ministério?
R: Logo após a minha consagração ao ministério pastoral fui para o campo missionário.  Durante quase seis anos servi como missionário na área de plantação de igreja da Junta de Missões Estaduais da Convenção Batista Fluminense. Foi um período de inteira dependência de Deus.

E hoje, deseja servir na área de missões ou pastoral?
R: Eu tenho um coração de servo. Na minha perspectiva não há departamento estanque para o ministério que recebi de Deus. As áreas citadas faz parte do todo (ministério). Tenho um grande apreço pela docência, amo lecionar.

Mudou alguma coisa na sua visão ministerial após ter se dedicado a missões?
R: Claro, muita coisa mudou. Eu tive um ministério relacional, não apenas de gabinete pastoral. A minha vida ministerial era exclusivamente com pessoas. As organizações, etc e tal só eram importantes por causa delas.
Aprendi literalmente a compartilhar, o próprio Jesus disse que é melhor dar do que receber. Vivi isto no campo missionário.
Passei a ter um amor social, amei o bairro, o município, amei o povo. Amei gente. Um real interesse por pessoas.

Qual situação foi a mais marcante durante o serviço missionário?
R: Sem dúvida alguma foi relacionado a tragédia que se abateu em toda a região serrana com a morte de quase mil mortos e centenas de outros desaparecidos. É considerada a maior tragédia natural do Brasil. Eu que servi as pessoas em dois municípios vi uma situação caótica. Senti-me impotente diante do quadro de destruição. No entanto, foi o momento de trabalho incessante e intenso em favor das pessoas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Somente o Missionário deve viver pela fé?

Atuei como missionário de uma Junta de Missões por quase seis anos. Foram anos de muitos desafios e de inteira dependência de Deus. Agradeço a Deus por ter me usado durante o período no campo missionário. 
Naquela época ouvia sempre que o missionário devia viver pela fé.
O apóstolo Paulo registrou: “Porque andamos por fé, não por vista” (2ª Coríntios 5.7). Todavia, não só o missionário deve viver pela fé, mas todo o crente em Jesus!  O versículo citado aplica-se a todos aqueles que um dia entregaram suas vidas à Cristo Jesus, recebendo-o como Senhor e Salvador. Portanto, todo missionário, todo pastor, todo evangelista, enfim, todo aquele que professa a fé em Cristo deve viver pela fé.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Reflexão

“O mestre não nos enviou a salvar almas, mas a fazer discípulos, ensinando-os a observar todas as coisas que Ele tem ordenado. O discipulado envolve evangelismo e responsabilidade social. Ele tem as profundas e extensas implicações do holismo de Lucas 4.18-19. A igreja tem o mandato de reproduzir Jesus Cristo entre todos os povos do mundo. E não temos o direito de reduzir esta tarefa àquilo que chamamos de “evangelização mundial”. A influência da igreja na sociedade precisa corresponder ao seu número e precisa ser um agente de mudança” (William Willimon).

sábado, 3 de janeiro de 2015

Chamado

O chamado ministerial carece de profunda reflexão em meio à igreja evangélica brasileira devido aos equívocos que comumente contornam o tema. Desenvolveu-se em nosso meio uma teologia mais pragmática, estratégica e humanista quanto ao chamado, deixando de lado o seu teor bíblico mais profundo, ou seja, a vontade daquele que chama.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015


A missiologia genuína é construída sobre a Missio Dei e a eclesiologia neotestamentária. Por isso ela promove e provoca uma auto-crítica acerca de motivações que alimentam e caracterizam o testemunho da igreja num mundo sob o domínio das trevas da corrupção, egoísmo, vanglória e cobiça sem limites. Entende-se, portanto, que evangelização é mais que evangelismo, ela inclui testemunho de vida, diaconia de amor e um discipulado marcado pela cruz e poder do Espírito Santo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Seluguh

SeluguhGUIMARÃES, S. Lúcio. Seluguh: uma história missionária. Rio de Janeiro: União Feminina Missionária Batista do Brasil, 2010. 48p.

O autor é pastor batista e doutor em Teologia com ênfase em missiologia pela University of the Western Cape, Cape Town, África do Sul. Serviu como missionário por mais de dez anos em Moçambique e África do Sul. Além de ter servido como pastor local e missionário transcultural tem atuado como professor de missiologia em Seminários e Escolas de Missões na América do Sul e na África.
Baseando-se numa reflexão sobre a sua própria experiência missionária adquirida nos anos em que esteve no continente africano, o autor busca estimular a aprender mais sobre missões e os grandes desafios missionários atuais.
A obra está dividida em cinco partes: o pequeno pastor Seluguh, Seluguh encontra uma Bíblia, Seluguh encontra a Igreja, Seluguh encontra o missionário e Seluguh encontra Jesus. Trata-se de uma história que aborda um tema relevante e muito negligenciado: missões, cuja origem é o coração do próprio Deus.      
Na primeira parte, o autor narra a história de um menino de 13 anos de idade chamado, Seluguh, que vive ao sul de Botsuana. O menino tsuana vive com os pais e seus três irmãos numa aldeia. Todos os membros da família tem uma responsabilidade pessoal e coube a Seluguh cuidar dos ovinos, sendo assim um pequeno pastor. Esta função desempenhada desemvolveu varia habilidades essências a sobrevivência no contexto africano. O trabalho dele garante mantimento para toda sua família.  É um menino muito responsável para que toda a sua família viva bem. Apesar de ter apenas 13 anos o menino tem grande experiência nas savanas com seus perigosos. Ele gosta de ser pastor do seu rebanho, por isso faz o seu trabalho com alegria.
Na segunda parte, o menino Seluguh durante a atividade pastoril encontra algo muito precioso. Em meio aos cuidados devidos por causa de um sol causticante com os objetivos de preservar o seu rebanho. Ele encontra um livro  de capa preta em couro. Pensara que o objeto havia caído de algum caminhão por causa da proximidade da estrada. Curioso folheou a Bíblia, mas não sabia nem o que era aquilo. Deduziu tratar-se de um livro importante devido ser grosso e ter letras grandes, muitas anotações e palavras sublinhadas. O livro constava o nome do dono, pensou-se até em devolvê-lo, porém, um misto de pensamentos passou em sua mente. Em seu coração desejou possuir para sempre aquele achado.
Na terceira parte do livro, o pequeno pastor ao retornar de seu trabalho procura o seu pai e mostra-lhe o livro. Foi tomada a decisão de devolver aquele exemplar ao dono o que veio ocasionar uma tristeza imensa em Seluguh. Com a decisão tomada de devolver o livro ao dono partiram para a cidade, pois tinham informações de que os missionários estrangeiros em seu país ensinavam  na igreja sobre o livro. Pela primeira vez, o menino entra numa igreja e participa do culto com o intuito de no final procurar o dono do livro.
O encontro de Seluguh com o missionário dar-se na quarta parte, já impactado por tudo visto na igreja dirige-se até o missionário que o cumprimenta segundo o costume da África. O missionária ouve atento a história e deseja saber mais sobre o menino, sua família e aldeia. Por causa do interesse do missionário convida-o para ir até a sua casa que fica do outro lado da rua. Mediante o convite Seluguh titubeou, mas a curiosidade era enorme e acompanhou o missionário. E o missionário finalmente pode falar abertamente de quem o livro falava.
Na última parte, através do missionário Seluguh ouve falar de Jesus. O missionário deseja conhecer a família e a aldeia do pastorzinho e os convida para vir a sua casa. Na hora marcada foram até lá e o missionário pode falar na língua tsuana com muito amor e convicção do amor de Jesus. Naquele dia Seluguh teve um encontro real com Jesus, recebendo-o como Salvador. Aquele encontro resultou em bênçãos espirituais para todos os presentes. O missionário ainda examinou o livro levado  e pelo Seluguh e constatado que havia sido perdida, disse que podia permanecer com o menino. Em um só dia menino recebeu dois presentes: ele tinha Jesus Cristo e possuía o livro sagrado que ele tanto amava.
Pr. Dr. Lúcio Guimarães
Guimarães apresenta o texto em forma narrativa e consegue criar um cenário onde o menino Seluguh conhece gradativamente vários “tesouros”. Através de uma linguagem bastante acessível, que não encontramos em muitas obras, o texto é cheio de fatos e/ou aspectos culturais, situações intrigantes do continente africano e informações acerca da necessidade de compartilhar o amor de Deus. Uma característica marcante é a tensão permanente que ambienta cada episódio- descrito em cada capítulo.
É possível afirmar que o texto é resultado não de técnica, mas de um dom de contar história, deixando o leitor impressionado com um desfecho inesperado, mas que demonstra – de forma exponencial, é verdade - a necessidade do ser humano. É uma obra excelente para os que gostam dos livros  missionários, mas acham cansativa a linguagem rebuscada usada em alguns deles. Sebastião Lúcio Guimarães é um dos maiores escritores evangélicos e entre seus livros destacam-se Crônicas Missionárias.

* Através do site  oficial do autor poderá adquirir este ou os demais livros publicados: www.lucioguimaraes.com.br

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Valioso demais para que se perca

Adquiri há um bom tempo o livro mencionado, mas por falta de "tempo" não o li completamente. Li apenas alguns capítulos, pois podem ser lidos separadamente sem comprometer o conteúdo da obra. 
No ano de 2015 meu livro de "cabeceira" já foi escolhido: "Valioso demais para que se perca - Um estudo das causas e curas do retorno prematuro de missionários"(Editora Descoberta). Afinal, a perda de missionários é igual a uma planta:o broto que cresce doente é apenas um sinal de que está doente. Com este livro começamos a tratar a raiz.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Frase


O meu professor de teologia, Dr. Israel Belo de Azevedo sempre repetia: "Você vale pelo que diz, diz pelo que pensa, pensa pelo que lê". Ouvi isso inúmeras vezes.

Este  professor foi um dos melhores que eu tive durante  o curso teológico que fiz. Até hoje tenho sido influenciado pelo homem simples e sábio, que é o pastor Israel Belo. Aproveito para agradecer à Deus por ter colocado o pr. Israel na minha vida. É um homem de Deus respeitado e digno de ser imitado.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Homenagem

Durante o período dos módulos do mestrado em missiologia no CIEM alguns professores marcaram profundamente a minha vida. Quero mencioná-los, sem menosprezar os demais professores que também lecionaram na mesma instituição: Tomé Fernandes, Joyce Clayton, Barbara Burns e Israel Belo de Azevedo. 
Estes homens e mulheres de Deus são dignos de minha singela homenagem, além de meu reconhecimento pelos valores e ensinos ministrados na instituição.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Ronaldo Lidório

Resultado de imagem para foto de ronaldo lidorioLi alguns livros do pastor presbiteriano e missionário Ronaldo Lidório. Já tive o prazer de ouví-lo inúmeras vezes. Considero-o como um dos missionários mais completos dos dias atuais. O reverendo Ronaldo consegue realizar um trabalho missionário profícuo e altamente bíblico. Outra coisa que me chama a atenção é que ele utiliza  em missões transculturais um "tripé": missiologia, linguística e antropologia. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Minha última leitura do ano de 2014

O ano de 2014 foi de vitórias e de derrotas, também. Foi um ano de alegria e de tristeza. No entanto, foi um ano de muitas leituras. Livros de diversos gêneros foram folheados.
E no último dia deste ano foi encerrada a leitura de um livro na àrea de missiologia: Missão, Missões e Antimissão da Editora Reflexão. Que livro!   Como foi bom ler os autores, Analzira Nascimento e Jarbas Ferreira. A referida obra é dos autores mencionados acima.
Agora, vou planejar uma agenda para os livros que serão "devorados" no ano vindouro. Que venha 2015!  Que seja um ano de muitas leituras e reflexões, afinal ler é o melhor caminho para novas descobertas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Cosmovisão

A cosmovisão é a concepção ou visão do mundo. E a maior parte da cosmovisão é cultural. 
Vejamos de modo sucinto, por exemplo, como é a realidade brasileira e a americana no tocante a gripe. A gripe é uma doença aguda que acomete as vias respiratórias. Ela ocorre quando organismo é infectado pelo vírus influenza. No Brasil muitos não dão importância a gripe e acham que é apenas um "gripezinha", subestimando-a. Já nos Estados Unidos os americanos levam-na à sério.
É comum o missionário transcultural ter o chamado "choque cultural", mas  há algo que precisa considerar: deve ir para o campo missionário com o espírito de aprendiz. 
Será importante ter noção sobre contextualização bíblica. Deve se esforçar para conhecer a cultura do "outro". Não pode ter uma ação exagerada, como não gostar em aprender a língua dos "nativos" para não se tornar um deles.
O choque cultural em si é inevitável, porém, o missionário necessita buscar se identificar com as pessoas da nova cultura. Outra coisa que deve fazer é não ter uma postura etnocêntrica.

  * Etnocentrismo é um conceito antropológico, que ocorre quando um determinado individuo ou grupo de pessoas, que têm os mesmos hábitos e caráter social, discrimina outro, julgando-se melhor, seja pela sua condição social, pelos diferentes hábitos ou manias, ou até mesmo por uma diferente forma de se vestir.
Essa avaliação é, por definição, preconceituosa, feita a partir de um ponto de vista específico. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico considerar-se como superior a outro. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Choque Cultural

Choque cultural é a sensação de estranhamento em relação a uma cultura diferente da nossa . Esse estranhamento acontece porque normalmente na outra cultura os valores, formas de pensar e agir, o clima , as hábitos alimentares, a língua falada e outros fatores  são  diferentes do que estamos acostumados no nosso país. 
Já mencionei que uma ação exagerada é quando o missionário não gosta de aprender a língua. Na verdade, ele não quer se tornar um "nativo". 
Geralmente verifica-se casos onde há alguns elementos tais como: depressão, ira, piadas étnicas, paternalismo e irritação. Concomitantemente ocorrerá por parte do missionário a identificação cultural, o aprendizado, as amizades, além do envolvimento no trabalho.
Sugiro alguns passos para adaptação numa outra cultura: um bom preparo missiológico antes do envio para um outro país. Fazer amizades no contexto transcultural. Ter e manter um bom relacionamento com Deus e consequentemente com as pessoas. Viver num nível apropriado, também ajuda bastante. Por isso, o missionário deve ser uma pessoa simpática, humilde, fiel e serva. A paciência é essencial e, nunca deve tentar "comprar as pessoas".

domingo, 14 de dezembro de 2014

Hierarquia nas Igrejas Batistas?

Nas igrejas do Novo Testamento os obreiros eram responsáveis pela "boa ordem".

Não havia hierarquia funcional. Havia autoridade espiritual. Todos eram ministros, eram servos.
Os diferentes títulos indicam funções de serviço, conforme os dons espirituais e a capacitação provada na prática, nunca uma posição hierárquica.
Nas igrejas batistas, segundo as Escrituras, há duas espécies de oficiais: pastores e diáconos.
Pastor não designa a posição hierárquica ou institucional, mas a virtude do líder para apascentar o rebanho de Jesus ( 1 Pedro 5.2,3).
Diácono é um servo, ministro. Em Atos 6.3 o diaconato é formalmente instituído para "servir as mesas".
Biblicamente, não há hierarquia entre pastores e diáconos.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Turbulência Existencial

Tive uma adolescência muito turbulenta. Tinha dia que acordava sentindo a vida de “cabeça pro ar”.
Foi neste período de inquietação que comecei a frequentar uma igreja de confissão evangélica, denominada batista. Diante do caos em minha vida eu precisava de ordem. Em meio a tanta dor e sofrimento eu só queria alegria e satisfação.
Como todo adolescente gostava muito de música, mas as músicas na igreja não eram terapêuticas, pelo menos para mim.
Os chamados “períodos de louvor ou de cânticos” eram recheados de terminologias bélicas. Os “corinhos” daquela época falavam muito em guerra, luta e etc.
Enquanto isso, nas páginas das Escrituras Sagradas, apresentava-se um Príncipe da Paz (Isaías 9.6). Era disso que eu precisava!
Por fim, encontrei Jesus. Não o encontrei nos “corinhos de guerra”, encontrei-o revelado na Bíblia. Depois disto, ouvi a voz do Príncipe da Paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (João 14.27).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Eleição

A doutrina da eleição do crente, e consequentemente da sua predestinação, tem sido alvo de polêmica desde a Reforma Protestante, entre teólogos calvinistas e arminianos.
A confissão de fé batista dos ingleses, de 1689, era calvinista, quanto ao entendimento da doutrina da eleição e predestinação. Havia também os batistas gerais, de tendência arminiana, que não aceitavam a eleição incondicional conforme a teologia calvinista.
A confissão batista de Filadélfia, de 1742, dos batistas americanos era calvinista. A de 1833, de New Hampshire, adotadas pelos batistas brasileiros em 1916, era menos calvinista.
Segundo os batistas, a eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça. Cremos que essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um de todos os homens, conforme João 3.16 e 5.24.
Cremos  que Deus, no exercício de sua soberania divina e à luz se sua presciência, de todas as coisas elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos aceitariam livremente o dom da salvação.
Em sua iniciativa Deus não priva ninguém de salvar-se, porque ele visa a salvação de todos os homens.
Cremos que o crente não perde a salvação. Destaca-se, portanto, a doutrina da perseverança dos santos. A nossa declaração destaca que o novo nascimento é um dos elementos que asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação.

TRECHO DA DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA:

Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça.1 Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação.2 Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens.3 A salvação do crente é eterna. Os salvos perseveram em Cristo e estão guardados pelo poder de Deus.4 Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus.5 O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação.6
1 Gn 12.1-3; Ex 19.5,6; Ez 36.22,23,32; 1Pe 1.2; Rm 9.22-24; 1Ts 1.4
2 Rm 8.28-30; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14
3 Dt 30.15-20; Jo 15.16; Rm 8.35-39; 1Pe 5.10
4 Jo 3.16,36; Jo 10.28,29; 1Jo 2.19
5 Mt 24.13; Rm 8.35-39
6 Jo 10.28; Rm 8.35-39; Jd 24

* Esta Declaração foi apreciada em cada assembleia da Convenção Batista Brasileira do ano de 1979 até o ano de 1986, quando, então, foi a declaração aprovada definitivamente.A comissão de preparação tiveram como componentes: José dos Reis Pereira (relator), Éber Vasconcelos, Irland Pereira de Azevedo, João Filson Soren e Manfred Grelert

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Paulo, o pior dos pecadores?

“Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (1ª Timóteo 1.15).
Foi no ano de 1996 quando me “deparei” com o versículo citado. Já tinha ouvido falar e, até mesmo já lera em outras ocasiões, mas o versículo chamou demais a minha atenção.  Eu estava acompanhado de um irmão, muito amado, que eu chamava respeitosamente de “Seu” Jorge. Este era um “leigo”, porém, estudioso das Escrituras.
Diante da expressão do apóstolo Paulo que se considerava o pior dos pecadores eu disse para o irmão que Paulo estava errado, pois eu é que era o pior dos pecadores! Como Paulo poderia afirmar ser ele o pior dos pecadores? 
Foi então, que o amado irmão respondeu-me: “O apóstolo Paulo não errou, ele afirmara que era o pior dos pecadores e estava certo, pois até então, você não havia nascido”.
Passado quase vinte anos tenho ainda a mesma impressão: "Eu sou o principal dos pecadores. E não é uma falsa impressão, tenho certeza disto

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Simbolismo da Ceia do Senhor

Há quatro interpretações sobre os elementos da Ceia do Senhor. Vamos analisar de modo sucinto os pontos de vistas e por fim, posicionarmos.

1. Transubstanciação - É o ensino da Igreja Católica Apostólica Romana. Acreditam na transformação das substâncias do pão e do vinho nas substâncias do corpo e do sangue de Cristo pelo efeito da consagração eucarística. Todo católico é ensinado a crer que a hóstia, uma vez consagrada pelo sacerdote, transforma-se no corpo real de Jesus Cristo. Tal doutrina começou a penetrar na igreja no século IX, através de Pascácio Radbert. O Quarto Concílio de Latrão em 1215 aprovou o dogma. 
2. Consubstanciação - É o ponto de vista dos luteranos. Eles acreditam em que o participante dos elementos, após a consagração, realmente come a carne e bebe o sangue de Cristo, embora os elementos não se modifiquem.
3. Presença mística - Muitas igrejas reformadas acreditam que a união é espiritual, de modo que, onde o sacramento é recebido com fé, a graça de Deus acompanha.
4. Memorial - Ensina que Cristo instituiu a Ceia como memorial. O crente não recebe nenhuma graça especial quando dela participa. Ela leva a rememorar o sacrifício de Cristo na cruz por nós.
Nós batistas posicionamos conforme as declarações cristalinas das palavras de Cristo e os ensinos dos autores do Novo Testamento: " A Ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora do Senhor Jesus Cristo simbolizada por meio dos elementos utilizados: o pão e o vinho. Nesse memorial o pão representa o seu corpo dado por nós no calvário e o vinho simboliza o seu sangue derramado".

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A Imputação do Pecado de Adão à Posteridade

A Bíblia ensina que o homem foi feito à imagem de Deus (Gênesis 1.27). Esta semelhança tem duas significações, a saber, natural e moral.
Pecado no sentido mais amplo do termo é o estado mau da alma ou da personalidade. O resultado deste estado são os atos pecaminosos.
O pecado é o maior e o mais terrível inimigo da alma humana. O pecado sempre destrói e nunca edifica.
A Bíblia ensina que, ao cair Adão, caiu com ele toda a raça (Romanos 5.12). No entanto, surge uma pergunta inquietante: Porque os pecados de Adão passaram à sua Posteridade? Temos que estudar a conexão entre pecado de Adão e o pecado da raça.
Ensina-nos as Escrituras sagradas que a transgressão de Adão constituiu a todos os seus descendentes em pecadores. Em Romanos 5.19 temos a seguinte expressão: “Porque, como pela desobediência de um só homem. Muitos foram feitos pecadores...”. Deus criou somente uma raça humana e Adão era o primeiro homem, e constituía, portanto, a raça humana naquela ocasião. Por isso, quando ele pecou e caiu, a raça humana caiu também com ele. Quando se fala da imputação do pecado à sua posteridade, quer-se dizer que Deus reconhece o homem como responsável por uma coisa que realmente lhe cabe.
Teoria de Armínio:
Segundo esta teoria, todas as pessoas nascem destituídas de justiça original e, portanto, estão expostas à morte. Por causa desta enfermidade da alma, propagada por Adão, ninguém é capaz de obedecer a Deus sem o auxílio seu. Quando a raça caiu, todos caíram com ela, de maneira que não há possibilidade de o homem levantar-se, senão com o auxílio divino. Mas, segundo esta teoria, o homem não é responsável por este estado mau de desobediência a Deus, isto é, os descendentes de Adão não têm culpa na sua queda, porém, mesmo sem culpa, herdaram esta incapacidade de obedecer a Deus. Por isso Deus deve a cada indivíduo, em nome da justiça, uma influência especial do Espírito Santo, de modo que o homem possa vencer essa incapacidade de obedecer-lhe. Ensina esta teoria que o indivíduo deve ter a mesma oportunidade que teve Adão, de decidir-se ao lado de Deus. Porém, por causa da queda, o homem não tem a mesma oportunidade que Adão teve. Os seus descendentes têm que lutar com as desvantagens herdadas do próprio Adão. O indivíduo não tem culpa disso, portanto, deve receber de Deus uma influência que anule esta desvantagem.
Já se vê que, conforme os ensinamentos desta teoria, o pecado da raça não envolve culpa. Não há, pois, razão alguma de o homem estar condenado, antes mesmo de praticar o mal. Assim sendo, Deus imputa o pecado de Adão ao homem só quando ele voluntariamente peca contra a Sua vontade.
Teoria Congregacionalista:
Esta teoria ensina que os homens nascem naturalmente corrompidos. E a prova disso é que ao chegarem à idade de discernir o bem e o mal, praticam atos contra a vontade de Deus. A esta natureza corrupta, que o homem herdou da raça, pode chamar-se pecado, porque conduz o homem ao pecado, mas realmente não o é. Pecado, segundo esta teoria, está no ato voluntário contra a lei e contra a pessoa de Deus. Segundo esta teoria, o que herdamos de Adão é apenas uma tendência para o pecado, uma tendência para a morte. Por isso Deus imputa ao homem somente os atos pecaminosos que o indivíduo pratique, e não o pecado de Adão quando este ainda representava a raça. Conforme acabamos de ver dos ensinos desta teoria, não herdamos de Adão o pecado nem a morte, visto que essa natureza corrompida e a morte física não são resultado, pena ou consequência do pecado de Adão. Estas coisas revelam apenas a ira de Deus contra a transgressão de Adão.
Teoria de Condenação por contrato:
Segundo esta teoria, Adão foi constituído por Deus o representante da raça. E este representante da raça fez com Deus um contrato, nas seguintes condições: Se o homem fizesse o bem, receberia a vida eterna; porém, se fizesse o mal. Deus lhe daria a morte eterna. Sabemos que Adão não fez o bem, e daí Deus fez que cada um dos seus descendentes herdasse a natureza corrompida. Segundo esta teoria. Deus imputa imediatamente a culpa de Adão à posteridade.
Teoria de Agostinho:

A teoria de Agostinho ensina que Deus imputa o pecado de Adão, imediatamente, à sua posteridade por causa da relação orgânica e vital entre Adão e os seus descendentes. Por ocasião da queda, a raça era Adão e Adão era a raça. No ato livre de Adão, a vontade da raça revoltou-se contra Deus. A raça humana pecou e caiu, e o pecado de Adão era o pecado da raça. Deus reconhece-nos pecadores, membros da mesma raça humana decaída, por se haver revoltado contra ele. A raça, que era a unidade no começo da sua existência, pecou e caiu, e, naturalmente, todos quantos dela descendem nascem com uma natureza corrompida, isto é, debaixo da condenação de Deus, porque toda a raça estava condenada. E, não obstante estarmos tão distantes de Adão quanto ao tempo, somos filhos dele tanto quanto o eram os seus primeiros filhos. Não há duas raças humanas, e, sim, uma só, que caiu, e da qual fazemos parte. Quando se diz, pois, que Deus imputa a nós o pecado de Adão, afirma-se que Deus reconhece a nossa íntima relação com Adão, assim como também reconhece o estado moral em que nos achamos. Esta teoria baseia-se nas Escrituras, e é aceita pelos batistas.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Ceia do Senhor

Efetivamente a celebração da Ceia do Senhor é um testemunho, é uma proclamação da morte de Jesus Cristo, não em sentido simplesmente fúnebre, mas no significado abençoado, vivificador para quem nele crê. 
Será propícia a celebração da Ceia em locais outros, senão na igreja local? O ambiente em outros locais pode parecer indicado. De fato, o ambiente pode realmente existir, mas parece-nos que as condições bíblicas não. 
A Ceia do Senhor é um rito, uma ordenança da igreja, das igrejas, não de reuniões outras por mais belas, espirituais e inspiradoras que sejam. Não é uma comemoração de comunhão, não é uma comemoração de fraternidade, não é uma celebração de sociabilidade, nada dessas coisas, mas uma ordenança da igreja e que à igreja cabe observar e somente à igreja, em que ela, igreja, entre outras coisas testemunha de sua missão sobre o Cristo que morreu na cruz do Calvário. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Missiologia

Várias são as definições de missiologia. Uma delas é que missiologia é "a ciência ou estudo de missões". Porém, é uma definição muito simplista e incompleta.
Já Orlando Costa acerca de missiologia diz que é "a crítica sobre a práxis da missão que interpreta e questiona o passado e o agora da fé, buscando e se projetando para o futuro a fim de corrigir, fortalecer, suster ou totalmente mudar o desempenho missionário da igreja".
Há ainda uma definição sugestiva da parte de Verkuyl: "é o estudo das atividades salvíficas do Pai, Filho e Espírito Santo através do mundo, orientadas para trazer o reino de Deus à existência".
A Missiologia é uma ciência interdisciplinar. Abrange disciplinas bíblicas, teológicas e históricas, a ética, a hermenêutica, a ciência da religião e ainda disciplinas seculares como a antropologia, a sociologia, a estatística e a comunicação. A missiologia emprega cada uma destas, a fim de refletir sobre a identidade e tarefas missionárias da igreja em dado momento histórico e cultural.
A missiologia ajuda a igreja e o missionário a levar em conta o seu contexto missionário, de tal modo que o evangelho seja transmitido mais claramente em relação à audiência e mais fielmente em relação a Deus.