quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Missões

É melhor ter dinheiro do que não ter. A gente não pode ser escravizado pelo dinheiro. Sendo que o dinheiro tem uma função social. A gente pode, por exemplo, investir em missões. Através do dinheiro a gente pode servir a Deus. Contribuir com  missões não é obrigatório; só dar quem ama.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Tempo de Aprender

Paulo Freire disse que: "Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre". 
Este é o tempo de aprender. É tempo de instruir-se na Bíblia. É tempo de aprender aos pés do Mestre Jesus.

Investimento Missionário

A contribuição missionária é um investimento seguro e com retorno garantido. O retorno não é necessariamente material. Quando se investe financeiramente em missões o retorno pode ser em vida transformada. O retorno pode ser em faminto saciado. O retorno pode ser casamento restaurado. O retorno pode ser em um viciado liberto. O retorno pode ser material, mas extrapola isso. Porque Deus extrapola muitos dos nossos conceitos. 

Reflexão

Durante seis anos servi como missionário na área de plantação de igreja. Dediquei-me integralmente ao serviço cristão. Não lesei nenhuma pessoa em nome de Deus. Não me enriqueci. Sempre compartilhei aquilo que chegava em minhas mãos. Sem ser pedante eu fiz o melhor possível em  prol das pessoas e pra glória de Deus.
Em minha singela opinião toda vez que um pastor ou missionário numa posição de servo é o maior beneficiado, então ele não está servindo; está sendo servido.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Contribuição Missionária

A contribuição financeira para missões traz alegria para a obra e obreiros. Isso mesmo, alegria para a obra e para aqueles envolvidos. A igreja se associa com algo em comum através da oferta. Produz benção para os beneficiadores. Produz benção para quem dar e para quem recebe.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Oferta Missionária

Uma ideia errônea a respeito de contribuição missionária é a de que estamos dando a Deus um tipo de esmola. Como se Deus precisasse da gente para manter a obra dele. Quando se contribui com missões a gente não faz nenhum favor ao Eterno. 
A ideia de oferta é graça. Isso é o que a Bíblia menciona. E poder contribuir com a obra missionária é um ato de fé e graça. A contribuição jamais pode ser vista como um favor prestado a Deus nem como um tipo de esmola.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Missões

Quem não tem entendimento da Bíblia pode ter ideia errada a respeito da contribuição financeira para a obra missionária. O erro é achar que toda igreja é exploradora da membresia. Tem muita comunidade eclesiástica cuja liderança é honesta assim como a membresia. A generalização é descabida. 
A contribuição missionária é feita mediante oferta de amor. É uma oferta extra. Além dos dízimos conforme o padrão bíblico.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Reino

Ação missionária necessita de oferta missionária. A contribuição é oferta de amor. Bem aventurada é a igreja que contribui para o reino...

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Dois crentes, duas atitudes diferentes

Abraão foi abençoado por Deus. E o mesmo Deus disse-lhe: "se tu uma benção".
Existe crente, hodierno, que vai à igreja somente para buscar benção e em hipótese alguma pensa em ser benção para o próximo.
Abraão foi considerado o pai da fé e o crente atual, salva exceção, é considerado o "consumidor" da fé.

Simplesmente aprendiz

Não tenho um conhecimento espiritual elevado. Não sou guru gospel. Sou aprendiz de Jesus.

Humano

Tem momento que eu fico tão mal que parece que o céu fica cinzento. Eu oro e parece que Deus não está ouvindo nada. Tem dia que eu oro, choro, peço e parece que Deus está tão distante. Como é frustrante!
Eu admiro as pessoas que vivem diretas, 24 horas de poder espiritual. E quando escuto os "tristemunhos" aí eu fico mais entristecido. É tão ruim ser humano...
Há ocasião que eu até expresso gemidos diante de Deus e não vem a resposta. Por que não vem a solução? Por que ele não enxuga as lágrimas? Por que não faz o curativo?  Parece que o céu se fechou.
Não! Disse Jesus: "Eu estou convosco todos os dias". A questão é saber disto. Há uma promessa de Jesus. Por mais que esteja doendo. Por mais que o céu esteja escuro. Não estou só.

Lugar santo?

No cristianismo não existe cidade santa. Agora, Deus requer e habita em vida santa.
Eu não vou a um lugar para adorar a Deus. Não é preciso ir para se adorar a Deus. Os árabes tem que ir a Meca, mas eu, cristão, não preciso ir a Jerusalém. Porque Deus não ficou num lugar. Deus veio a mim. Está em mim. Caminha comigo cada dia.

Desperta, tu (igreja) que dormes!

Em minha vida eclesiástica ouvi muita citação desse versículo bíblico (Efésios 5.14) cujo trechinho diz: "desperta tu que dormes...". Gostaria de aplicá-lo à igreja hodierna.
A igreja evangélica está abarrotada de atividades. São tantas, tantas que acaba "dormindo no ponto". Por causa da sua negligência em relação a missões precisa de um verdadeiro despertamento. 
A igreja existe para celebração do nome de Jesus. Não só isso, mas ela foi instituída para levar o evangelho às nações. Ela tem a obrigação de assumir o papel missionário. Nesse caso não é um favor que faz a Deus. Ao contrário, é uma obediência devida ao Eterno. 
Além de assumir esse papel missionário ela precisa incentivar a vocação em sua membresia. Todos foram chamados a salvação e ao serviço cristão, porém, alguns para ministérios específicos. A igreja necessita sair desse sono profundo em que se encontra, por isso: Desperta, tu (igreja) que dormes".

Falta uma coisa na vida da igreja

Tem muita igreja operosa pelo Brasil a fora. Graças a Deus por isso. Sendo que tem igreja que ainda falta uma coisa: plantar igreja. 
Tem igreja que, independente do tempo de organizada, não plantou nenhuma igreja! Eis um desafio: plano missionário de plantar igreja.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Igreja

Em cada igreja local arrecada-se dízimo mensalmente. Que tal adotar um plano missionário mensal? 
Eis uma sugestão: plano missionário mensal além dos dízimos! Se cada igreja pertence a Jesus imagino que seja do agrado dele que a igreja se envolva com a obra missionária. Nada mais lógico.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Jesus

Jesus era um nome comum na época que o Filho de Deus veio a terra trazer salvação aos homens. O nome Jesus em si não era poderoso nem místico.  É bom que se tenha isso em mente.
Quando a segunda pessoa da Trindade assumiu a forma humana recebeu um nome, cujo significado, tinha tudo a ver com a missão dele: Jesus ( Javé é a salvação).  Atrelado ao nome foi dado um título: Cristo, que significa Ungido. 
Esse Jesus a qual me refiro é o Ungido da parte de Deus. É o Filho Unigênito de Deus. O nome dele não é mágico. Todavia, é o nome sobre todo o nome. 
O próprio Cristo disse que poderíamos pedir algo ao Pai Celeste em nome dele, não por causa do nome em si, mas pela pessoa santa e justa que era, é, e há de ser. Quando clamo pelo nome de Jesus faço tendo em mente ninguém mais nem menos do que o próprio Filho de Deus. É a pessoa de Jesus Cristo que é a grande diferença. Pelo menos pra mim.

Graça

Quem não quer a graça do perdão? Quem não quer a graça da reconciliação? Quem não quer a graça do dia a dia? Quem não quer?
Contribuir com o projeto de Deus é graça. Pouca gente quer essa graça! Contribuir financeiramente para missões é, sem dúvida, graça.
Graça de contribuir parece-me que poucos desejam.  

sábado, 23 de janeiro de 2016

Contribuição Missionária

A contribuição missionária não é feita com o dízimo. É feita através de oferta extra dízimo. A oferta extra é o padrão bíblico. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Obra Missionária

A igreja cristã precisa viver o plano divino para o mundo. Missões evidencia o amor de Deus pela humanidade. 
Quando a igreja não se envolve com a obra missionária guarda o amor de Deus só pra ela. Isso é uma demostração de puro egoísmo.
A humanidade sem Cristo está perdida. Deus tem um plano para o mundo. Através de missões a humanidade precisará responder ao amor divino manifestado na cruz. Para que se tenha resposta é necessário o envolvimento da igreja na obra missionária.   

Missões

Deus tem um plano para a humanidade. O projeto divino é apresentar ao mundo a pessoa bendita de Jesus. Através de missões é possível mostrar o amor de Deus pelo mundo.

Oração do dia: Senhor, desperta a igreja cristã para a obra missionária!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Missões

Deus é missionário. Enviou o seu Filho, Jesus, ao mundo. Desta maneira Deus demostrou o seu amor pela humanidade.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Arraial batista

Estou no arraial batista há quase três décadas. E nesse período notei que é raro um pastor de igreja maior deixá-la para assumir uma igreja cujo rebanho seja menor.
Um aprofundamento do assunto através de um estudo de caso seria bem interessante. Imagine a análise para entendermos a forma e os motivos que levaram a determinada decisão.
Em quase oito anos de ministério pastoral eu vi pouquíssimo casos dessa natureza. De maneira sucinta cito um caso em que o pastor estava numa igreja grande, porém, encontrava-se desgastado perante a comunidade eclesiástica. Ele foi então para uma igreja cuja membresia era a metade da anterior, mas não permaneceu por mais de três anos nessa. O mesmo pastor passado esse período foi para outra igreja pequena, onde permaneceu cerca de dois anos e pediu exoneração.
Outro colega deixou uma igreja grande para assumir um ministério numa igreja pelo menos três vezes menor, porém com um diferencial, pois essa última a membresia tinha um poder aquisitivo altíssimo.  
Cito ainda outro pastor que deixou uma igreja grande para assumir uma que estava quase fechando as portas. Permaneceu nela por cerca de dois anos e foi para outro ministério.
Citei três casos que me veio a memória, mas não consigo realmente me lembrar de nenhum outro. Isso evidencia o quanto é incomum um pastor cuja membresia seja grande ir para outra cujo rebanho seja menor. No primeiro caso citado era notório o desgaste pastoral diante da igreja, sendo que nos outros casos não havia esse item. 
Logicamente que não conheço a realidade de todas as igrejas ou da maioria, por isso que a constatação é bem delimitada. Todavia, considero importante um estudo futuro sobre os casos similares. Esse tema carece de estudo sério e imparcial. Alguém se habilita?

Pregação

Existe muito sermão feito que não tem nada de evangélico. Tem muito discurso religioso emanado de farisaísmo. Tem muita pregação que nem evangélica é. 
Na minha concepção só é de fato sermão se for bíblico; se não for bíblico não é sermão. E por esse viés parece-me que sermão hoje em dia é raridade.

Quarta Profética

Numa rede social um pastor batista que pertence a mesma denominação fala que a quarta profética está demais. E diz que as pessoas serão impactados pela glória de Deus. Não posso falar nada, pois nunca estive nessa igreja para assistir a programação. Procurei maiores informações no site da igreja, porém, não tive êxito na pesquisa já que não há dados disponíveis. 
Como pastor batista achei estranho a terminologia adotada, mas fazer o quê? Recuso-me a realizar qualquer comentário além deste. Afinal, existe um ditado que diz: "nunca julgue o livro pela capa".

Em tempo: a estranheza é do autor do blog. 
A pesquisa no site oficial da igreja foi relacionada somente a programação conforme o título dessa postagem. Por isso, não se refere as demais programações que estão disponíveis no referido site. 
Quanto mais eu conhecia Jesus via o quanto eu me distanciava dele como cristão. O que eu fiz? Levantei, sacudi a poeira e passei a segui-lo de perto atentando para cada pormenor de sua vida e obra.

Evangelho

"O chamado da igreja do ponto de vista da sua ação no mundo não cristão não deve ter objetivo pregar moralidade, mas pregar o evangelho. Porque o homem não precisa tanto saber o que ele deve fazer; ele precisa é de poder para fazer aquilo que ele sabe que deve fazer e não consegue". ( Pr. Antônio Carlos Costa)

Casos da vida

Um obreiro é convidado pra assumir uma igreja como pastor. Aceito o convite é empossado como pastor-presidente. 
A igreja entende que é da vontade de Deus e, por isso se alegra bastante. Depois da “lua de mel” o pastor demostra desleixo ministerial. Não executa nenhum plano de visitação, não prega habitualmente. Utiliza a sessão da igreja para impor a sua própria vontade ignorando, portanto, a assembleia. O pastor em questão não ouve a diretoria da igreja e sempre manipula os fatos e as situações.
Na associação ocupa cargo importante, porém, é só para mascarar. Em outras palavras, o pastor vive de aparência. É um fanfarrão, vive de bravata.  Todavia, permanece na igreja por um longo período e ai daquele que tocar no “ungido do Senhor”!
A história contada é verídica. Sendo que não mencionei nem a terça parte, pois a situação é bem pior do que a narrada. Escrevo com a intenção de despertar a atenção de crentes e pastores fiéis ao Senhor Jesus Cristo.
A igreja de Jesus precisa tomar muito cuidado ao escolher alguém para o ministério pastoral. Se adotar o critério bíblico muito candidato será automaticamente descartado do processo de sucessão pastoral. Então, igreja do Senhor Jesus seja criteriosa!
Ao candidato ao ministério digo que a vida pastoral não é nada fácil; é de puro serviço. Se não deseja verdadeiramente servir aos irmãos da igreja o melhor a fazer é não aceitar o convite. Será melhor não aceitar do que ser pedra de tropeço para a igreja local.
Em relação ao pastor o sentimento inicial de minha parte é de repugnação. Sendo que em seguida sinto pena dele. E a pior coisa que a gente pode sentir por alguém é pena. Contudo, se o colega buscar em Cristo encontrará o remédio. Caso contrário, não haverá cura para ele. Rogo a Deus que tenha misericórdia dele assim como teve até hoje de mim.

Pensando com meus botões (2)

O pastorado é um tipo de ministério. Sendo que ministério não é somente o pastorado. 

Pensando com os meus botões

Alguns crentes no Brasil, senão muitos querem ser mais espirituais. Eu vou na contra mão desses, pois quero ser mais humano.

MISSÃO PARA O INTERIOR DA ÁFRICA

IBS - Instituto Bíblico Sofala
Você gostaria de ajudar no desenvolvimento da Educação Teológica na África?
Esta é sua oportunidade!
O Instituto Bíblico Sofala tem como objetivo treinar homens e mulheres em sua formação teológica para a expansão do Evangelho no Continente Africano. Por isso temos investido tanto na estrutura física como humana do Instituto.
Sabendo da grandeza do desafio, estendemos o mesmo a você para que assim, contribua de alguma forma com a educação teológica no Continente Africano.  O IBS está iniciando o curso superior de teologia e está procurando homens e mulheres interessados em servir como missionários na área de educação teológica.
Algumas possibilidades as quais você pode envolver-se:
Motivando sua igreja a se envolver em oração e financeiramente neste projeto.
Doando recursos para melhorarmos a biblioteca da escola. 
Adotando um aluno com R$ 30,00 mensal.
Contamos com o seu apoio e orações para que o Reino de Deus continue se estendendo pela África!
Click no link para ser direcionado ao site oficial da MIAF Brasil: http://www.miaf.org.br/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Domingo

Os cristãos reservam o domingo para o culto comunitário, porém, não temos um mandamento específico em o Novo Testamento, para adorar a Deus num dia específico. É bom que se diga isso para evitar todo e qualquer legalismo cristão. 
Mesmo que cultuemos ou congreguemos em outro dia, lembremos o dia da vitória de Cristo sobre a morte, o primeiro dia da semana. Celebremos a nossa fé no domingo, o dia que marca o surgimento da nova criação de Deus, que foi efetuada por Jesus.

Misericórdia

Eu já escutei pregação onde se dizia que a Bíblia se renova a cada manhã. Não sei qual a base bíblica para tal afirmação. Contudo, parece-me que isso é uma confusão feita com outro versículo bíblico onde, aí sim, diz que a misericórdia de Deus se renova ao amanhecer.

"A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim;
renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade".

Em Lamentações 3.22,23 mostra que a causa de não sermos consumidos é, justamente, a misericórdia divina. A misericórdia de Deus é infinita e renova-se na alvorada. Este é o ensinamento bíblico e o resto é desalinho homilético.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A Bíblia e Eu

Comecei a pregar aos dezenove anos de idade. Nessa altura do campeonato eu já tinha lido a Bíblia inteira. Eu acreditava piamente na inspiração divina antes da leitura completa da Bíblia de ouvir falar, mas depois por causa da experiência ímpar de ler a mensagem de Deus. A inspiração da Bíblia não era apenas uma questão de transmissão de ensino recebido, porém de constatação mediante a leitura realizada. 
Enquanto lia a Bíblia fazia diversas perguntas aos textos buscando maior compreensão. Em alguns trechos relia-os inúmeras vezes. Questionava bastante Deus durante a leitura e, algumas vezes recebia a resposta no dia ou no decorrer da semana. Em outros momentos, porém, somente o silêncio divino. 
Em meio a leitura que era feita, geralmente à noite, deparei-me com textos aparentemente dúbios. Outros, com discrepâncias. Diante de algumas "descobertas" ficava agoniado. Contudo, não abandonava a leitura por nada. Seguia em frente mesmo em textos que para mim eram incompreensíveis. Textos difíceis de entendê-los. 
Já se passaram vinte anos e eu continuo sendo leitor da Bíblia e pregador, também. Nesse ínterim fiz curso de graduação e pós-graduação em teologia, fiz leitura a partir dos originais em grego e hebraico. E, ainda, fiz leitura bíblica em outros idiomas. E até hoje sou um leitor completamente encantado com a Bíblia. A Bíblia é para mim uma literatura fascinante. Um livro deslumbrante.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Ovelhas que não têm pastor

Como pastor e missionário visitei quase uma centena de igrejas em pelo menos três estados brasileiros. E tive uma triste constatação: há muitas ovelhas dentro das igrejas que não têm pastor! 
Muitas ovelhas nas igrejas não são conduzidas pelos seus pastores. São ovelhas que não tem tempo, atenção nem cuidado pastoral. Isso é motivo de preocupação.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Ovelhas & Pastores

As ovelhas, nos moldes bíblicos, não são um rebanho de gente subalterna aos pastores. As ovelhas não estão para servir aos pastores.
Os pastores no Novo Testamento são servos e não tratam as ovelhas como servidoras. 

Projeto Felupe ( AMIDE)


O projeto Felupe é um dos exemplos do trabalho da AMIDE na adoção de Povos Não Alcançados (PNAs) e missões no mundo. Após dez anos de trabalho uma igreja evangélica com liderança nativa estava plantada entre o povo Felupe, na aldeia de Suzana, em Guiné-Bissau, na África.
A igreja, que nasceu em 2001 a partir do envio de missionários, cresceu e está envolvida no trabalho missionário para o alcance dos povos. Hoje o projeto já conta com igrejas plantadas em outras aldeias como Edim e Elalab.
O projeto começou com os missionários Oswaldo e Edna, prosseguiu com a família Bachmann e, hoje,  conta com um jovem seminarista de origem felupe que está no Brasil fazendo o curso de missiologia, no Centro de Estudos Avançados de Missões (CEAM).
Todo o livro de Lucas já foi traduzido para a língua nativa, assim como o filme JESUS, que foi dublado para o Felupe, facilitando a evangelização de outras aldeias.
Ore pelo povo Felupe, para que Deus continue salvando muitas vidas, bem como pelos missionários envolvidos. Timóteo Bachmann é o supervisor deste projeto. Atualmente reside no Brasil, na cidade de Anápolis, em Goiás.
Ore pela igreja Felupe, pelo crescimento e maturidade dos líderes nativos e pela conversão de outras pessoas das aldeias vizinhas. Ore também pela equipe de tradução da Bíblia para a língua Felupe.
Entre em contato: AMIDE – Associação Missionária para Difusão do Evangelho
Rodovia DF 250 Km 6,5 (próximo a cidade do Paranoá, Itapoã/condomínios Entre Lagos).
Telefone: 61 3298-6700 ou 61 93223640

e-mail: amide@amide.org.br      Skype: missaoamide  Twitter: missaoamide

Ser pastor numa igreja é equivalente em ter um ministério?

Esta postagem visa em primeiro lugar levar o meu leitor a uma breve reflexão. Em segundo mostrar que o fato de um homem ser pastor de uma igreja não significa necessariamente que tenha um ministério.
Ser pastor não é possuir um título. O pastorado é ofício, isto é, um trabalho que requer habilidade específica. Ofício pastoral é, essencial e primariamente, um serviço desempenhado num âmbito. O verdadeiro pastor é um servo que gasta a sua vida para ajudar a promover o crescimento do Corpo de Cristo. Nesse caso o pastor é apenas um instrumento
Ministério não é um termo pomposo nem aplicado para uma elite eclesiástica. Ministério significa serviço. Aquele que deseja um ministério será um serviçal. Em outras palavras: servo auxiliar. Ministério envolve sujeição pessoal que na época do Novo Testamento era considerada coisa indigna para um homem livre. 
As qualificações do pastor encontram-se  em I Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9. Elas não são opcionais, mas obrigatórias. Se chegar o dia em que o pastor não é mais qualificado de ser pastor deve ser removido do ministério. 
Reporto-me a pergunta inicial. Ser pastor numa igreja é equivalente em ter um ministério pastoral?  Pelo exposto acima o ofício pastoral está intimamente ligado ao ministério. É algo indissociável. Eis a resposta bíblica. 
Agora, se cada pastor exerce o ministério na igreja local é outra história. Pelo que tenho visto existe uma dicotomia entre ser pastor e ser servo nos moldes bíblicos em algumas comunidades cristãs. Nem sempre o pastor encarna os valores do Reino assumindo a forma de servo. Por isso que o fato de alguém ser pastor numa igreja não significa que tenha um ministério dentro da posição bíblica abordada no bojo da postagem. De qualquer maneira cada caso é um caso. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Reuniões eclesiásticas

Em quase três décadas como cristão denominado batista, obviamente, já participei de incontáveis reuniões. Digo logo de início que não tenho nada contra reunião, isto é, o ato de reunir-se. A reunião é um agrupamento de pessoas num mesmo local para tratar de algum assunto. 
Tanto como membro de igreja quanto como pastor/missionário participei de reuniões produtivas e edificantes, e também de reuniões estéreis e fúteis. Nesse último caso, sei que perdi muito tempo precioso na minha vida.
Eu podia falar a respeito das reuniões frustradas, porém receio deixar o leitor entediado. Então, resolvi falar algumas coisas boas de boas reuniões.
Numa reunião o que existe de melhor são as pessoas. Eu gosto de pessoas e adoro estar no meio delas. É uma oportunidade ímpar de conhecer novas pessoas e rever outras. Eu gosto de reunião em que haja pontualidade. Salvo engano nunca me atrasei para uma reunião e, por isso sei muito bem como é chato ficar aguardando os retardatários. Além da pontualidade aprecio uma reunião objetiva. Desta maneira a reunião vai ter hora para começar e terminar. Toda reunião tem um propósito e é muito bom quando se alcança o resultado esperado. Para isso é necessário um planejamento e manter sempre o foco.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Quem não é visto, não é lembrado

Quem nunca ouviu essa frase: "Quem não é visto, não é lembrado". Essa frase, infelizmente, se aplica aos cristãos da atualidade. Logo os cristãos que não deveriam se amoldar aos padrões mundanos! 
Muitas vezes não nos lembramos daqueles que não vemos. Na verdade, não nos importamos mesmo com eles. Pessoas que outrora faziam parte das igrejas quando por motivos vários se afastaram são procuradas num primeiro momento, mas depois são esquecidas. Notamos a facilidade que nós nos esquecemos daqueles que um dia fizeram parte da nossa família. O fato de eles estarem afastados não faz diferença alguma para nós. É a triste constatação encontrada nas igrejas ditas cristãs.

V ESCOLA DE MISSÕES

Confessai as vossas culpas uns aos outros

O versículo acima é de autoria do apóstolo Tiago. Trata-se apenas de uma parte do mesmo, pois na íntegra é "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos"(Tiago 5.16).
Não sei como você interpreta a recomendação de Tiago de confessar uns aos outros os pecados, porém, não vem ao caso. Entretanto, deixo um conselho aos novos pastores afim de evitar incômodos no porvir.
Contes os seus problemas para um colega que amanhã a denominação inteira saberá. Conte o seu pecado para um colega que depois de amanhã uma comissão de ética baterá na sua porta. 
Às vezes você procura um colega; abre o coração e naquele momento o teor da conversa vira motivo de oração, mas depois vira fofoca. Aí descobre que aquele colega não era confiável.
Confiar nos colegas é algo que a gente tem que ter reservas. Estou quase com oito anos de ministério e nessa temporada tive alguns poucos pastores confidentes. São exatamente três colegas, curiosamente, acima de sessenta anos. Pastores confidentes são que nem os dedos de uma das mãos, poucos.
Quanto à exegese* do texto de Tiago 5.16 depois eu faço uma postagem específica, hoje quis apenas aproveitar o gancho para falar aos novos pastores. Termino com uma citação de William Shakespeare: "Aceita o conselho dos outros, mas nunca desistas da tua própria opinião".

*A palavra exegese vem do grego e significa literalmente ‘tirar fora’. Concretamente tem o sentido de extrair o significado, interpretar o texto.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Associação Missionária Para Difusão do Evangelho





Receita pastoral? Não!

A minha saudosa mãe era uma cozinheira de mão cheia. Ela muitas vezes inventava as próprias receitas culinárias. Sendo que nem sempre filho de peixe peixinho é. Por isso que não me pareço em nadinha com ela no quesito culinário. Na verdade, sou uma negação na cozinha. 
Como cozinheira ela tinha muitas receitas, porém, eu como pastor não tenho nenhuma receita ministerial.  
O texto que segue não é nenhuma receita de bolo, tipo "siga as instruções que vai dar certo". Tem alguns princípios que eu adoto que me ajudam muito. E por resolvi compartilha-los. 
1. Eu não tenho a tendência de espiritualizar tudo. Há muitos crentes que espiritualizam todos os problemas da vida. Eu não. Nem tudo depende do mundo espiritual e, sim, de bom senso. Eu tento utilizar a razoabilidade nas situações cotidianas. Eu busco fazer escolhas sensatas e inteligentes com cautela. Confesso que nem sempre consigo, mas a busca é contínua. 
2. Eu não uso desculpas tipo "ninguém é perfeito" para justificar um erro. Se cometo um erro eu caio em si, reconheço-o e viso não cometê-lo. Se ocorre alguma falha moral em mim não faço nenhuma tentativa de miniminiza-la. É muito dolorido quando enxergo em mim uma conduta indecorosa, mas pior é conviver com ela. Então, peço perdão a Deus e abandono a prática pecaminosa. A gente levanta sacode a poeira e dar a volta por cima.
3. Eu não divido a vida em aspecto espiritual e físico. Antes, eu até fazia essa dicotomia. Agora não. Para mim, hoje em dia, tudo é espiritual. E não fico nessa neurose de ver o que é espiritual ou o que é material. O meu conhecimento foi aumentado nesse assunto. Quando cultuo a Deus não é mais espiritual do que quando levo o meu filho para brincar no parquinho. Repito: tudo é espiritual. Como eu sou um ser espiritual que possuo um corpo neste plano físico eu busco sim, ser mais humano. Eu procuro ser mais sensível e atento as situações da vida humana. 
4. Eu não procuro parecer-me com nenhuma pessoa, nem com o pastor mais renomado. Falo isso dentro de uma perspectiva pastoral. Não almejo ser um clone de ninguém. Eu só quero ser eu mesmo o tempo todo. Por isso eu evito toda e qualquer comparação com outra pessoa. Reconheço o valor de cada ser humano, porém, acho descabida qualquer comparação. Eu sou único. 
5. Eu mudo constantemente. A mudança de atitude é mais por causa do outro do que de mim mesmo. Por minha causa muitas vezes não vejo motivo nenhum para mudar algum comportamento. Contudo, por causa do outro sou capaz de mudar sem hesitação. 
6. Eu gosto muito das coisas alusivas ao céu, mas enquanto estou nesse planeta aproveito o máximo das coisas terrenas. Não refiro-me as coisas grandiosas, mas as coisas simples da vida. Tanto o céu quanto a terra é importante para mim. O que há entre os dois lugares é uma conexão. É impossível desvincular os dois mundos. Não vivo como um alienado nesse mundo, pois compreendo bem a ligação entre a terra e céu. 

A Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira é calvinista? (2)

Estava presente em um concílio formado somente de pastores da Convenção Batista Brasileira numa determinada cidade do Estado de São Paulo. O candidato seria examinado em poucos instantes.
O então presidente da associação batista num dado momento fez uma afirmação completamente equivocada ao mencionar que a declaração doutrinária da Convenção Batista Brasileira é calvinista. Diante do exposto disse-lhe, ao colega, que não procedia a afirmação feita. Na hora o pastor ficou embaraçado, pois eu recitei na íntegra para ele o texto oficial da declaração doutrinária. Eu sabia de cor e salteado. Apesar da apresentação fidedigna de minha parte do texto em questão o pastor tentou justificar-se, porém, era algo indefensável. Ele simplesmente não sabia ou não compreendia um trecho de um documento oficial dos batistas brasileiros.
Há um ditado popular que diz o seguinte: "Para o bom entendedor meia palavra basta”. Por isso, de maneira sucinta e para dirimir dúvidas citarei alguns trechos que corroboram na afirmação de que a declaração da Convenção Batista Brasileira , em hipótese alguma, é calvinista:

(...) A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser. É um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação.

(...) Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça. Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação.

(...) Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens

Finalizando, contra fatos não há argumentos. Eis, os trechos que comprovam que, verdadeiramente, a declaração citada não é calvinista. Ponto final.

A Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira é calvinista? (1)

A doutrina da eleição do crente, e consequentemente da sua predestinação, tem sido alvo de polêmica desde a Reforma Protestante, entre teólogos calvinistas e arminianos.
A confissão de fé batista dos ingleses, de 1689, era calvinista, quanto ao entendimento da doutrina da eleição e predestinação. Havia também os batistas gerais, de tendência arminiana, que não aceitavam a eleição incondicional conforme a teologia calvinista.
A confissão batista de Filadélfia, de 1742, dos batistas americanos era calvinista. Já a Confissão de 1833, de New Hampshire, adotadas pelos batistas brasileiros em 1916, era menos calvinista.
Segundo os batistas, a eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça. Cremos que essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um de todos os homens, conforme João 3.16 e 5.24.
Cremos  que Deus, no exercício de sua soberania divina e à luz se sua presciência, de todas as coisas elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos aceitariam livremente o dom da salvação. Em sua iniciativa Deus não priva ninguém de salvar-se, porque ele visa a salvação de todos os homens. Cremos que o crente não perde a salvação. Destaca-se, portanto, a doutrina da perseverança dos santos. A nossa declaração destaca que o novo nascimento é um dos elementos que asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação.

TRECHO DA DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA*:

Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça.1 Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação.2 Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens.3 A salvação do crente é eterna. Os salvos perseveram em Cristo e estão guardados pelo poder de Deus.4 Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus.5 O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação.6

1 Gn 12.1-3; Ex 19.5,6; Ez 36.22,23,32; 1Pe 1.2; Rm 9.22-24; 1Ts 1.4
2 Rm 8.28-30; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14
3 Dt 30.15-20; Jo 15.16; Rm 8.35-39; 1Pe 5.10
4 Jo 3.16,36; Jo 10.28,29; 1Jo 2.19
5 Mt 24.13; Rm 8.35-39
6 Jo 10.28; Rm 8.35-39; Jd 24

Então, a declaração doutrinária é calvinista ? Para quem sabe ler pingo é letra!

*Esta Declaração foi apreciada em cada assembleia da Convenção Batista Brasileira do ano de 1979 até o ano de 1986, quando, então, foi a declaração aprovada definitivamente. A comissão de preparação tiveram como componentes: José dos Reis Pereira (relator), Éber Vasconcelos, Irland Pereira de Azevedo, João Filson Soren e Manfred Grelert.

Sugestão Livresca

Um livro sumamente importante para qualquer cristão hodierno é sem dúvida da autoria de Paul Tillich: História do Pensamento CristãoA compreensão da história é central e problema urgente da atual reflexão teológica. 
Para Tillich o passado carregava em si o presente, e seu estudo era como uma alameda aberta para o futuro. Só se pode viver no presente plenamente, aberto para o futuro, em diálogo com o passado, interpretando seus monumentos e compreendendo seus movimentos. Ele foi um teólogo que jamais mergulhou no passado para esquecer do presente. 

Tillich, Paul. A História do Pensamento Cristão. 5 ed. Aste, 2015. 294p.
Site da Editora: http://www.aste.org.br/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Secretário de Concílio

No ano de 2008 ocorreu a minha consagração ao ministério pastoral. Não chamo de ordenação ministerial, pois tenho alguns motivos para não utilizar o termo. Antes, prefiro denominar de consagração do que ordenação. 
Voltando ao assunto, nesse mesmo ano teve um concílio de um colega de seminário, embora ele fosse de outra turma, no qual participei como secretário do concílio. Lembro-me que cheguei bem cedo na igreja que havia convocado a formação do presbitério para exame do candidato. Fui um dos primeiros pastores a chegar no local. Embora fosse um novel pastor dentro das páginas da Bíblia que eu tinha levado havia anotações importantes em folhas sobre perguntas alusivas à ocasião. Caso fosse indicado para ser examinador em alguma área teológica não teria a menor dificuldade. Estava preparado para o que desse e viesse
Fui indicado para ser secretário do concílio. E assim fiz as devidas anotações e, alguns dias depois a ata estava pronta e assinada, prestes a ser registrada em cartório!  Como secretário não tive nenhuma dificuldade, pois nas igrejas por onde eu passei sempre ocupei cargos. Tive inúmeras funções desempenhadas nas igrejas batistas e isso tudo me ajudou muito no ministério pastoral.
Quando eu era secretário do GAM ( Grupo de Ação Missionária) aprendi muito sobre como redigir ata e depois como líder aprendi a presidir e, portanto, a ter noção de regra parlamentar e etc. Na organização de Jovens Casados foi outro grande aprendizado, pois tudo era feito conforme o figurino com sessão, ata e norma parlamentar. Nesta organização também fui secretário e presidente algumas vezes. 
Lamentavelmente muitas organizações deixaram de existir nas igrejas batistas. Sem querer ser saudosista tinha escolas missionárias e de treinamentos. Foram através dessas organizações que aprendi tudo que eu sei. No seminário apenas houve um pequeno reforço daquilo aprendido nas igrejas.
Estive presente em muitos outros concílios, inclusive como examinador de teologia, porém, isso é assunto para outra postagem.

Opinião Pastoral (3)

Em minha opinião a vida de Cristo Jesus é o maior exemplo para o pastor hodierno. Desta forma a atitude pastoral será de auto-renúncia, com vistas a auxiliar os outros. Jesus serviu aos pecadores. Serviu às prostitutas, aos cobradores de impostos, aos famintos, aos enfermos, aos marginalizados, as mulheres e enlutados. A vida de Cristo foi de serviço  e a do pastor dos dias de hoje não poderá ser diferente.

Opinião Pastoral (2)

O bacharelado em teologia é uma exigência para o ministério pastoral contemporâneo nas maiores denominações evangélicas do país. Realmente se faz necessário a graduação na área teológica por inúmeros motivos. Não há discussão de minha parte no tocante a esse assunto. E também não disponho de tempo para expor as razões nesta postagem. 
A pessoa que deseja o ministério pastoral precisa compreender que o título de bacharel em teologia não a torna melhor do que as demais pessoas que não são possuidoras do tal título. Semelhantemente o bacharel em teologia não é superior a ninguém após a detenção do título. Na verdade, a responsabilidade é maior, pois agora tem as ferramentas indispensáveis para exercer o ministério pastoral. E ministério pastoral implica em serviço árduo e constante.
Tanto o bacharelado quanto o pastorado não é evidência de  glamour ou ostentação. O bacharel em teologia não precisa ser o mais sábio, porém, o mais humilde. O pastor não precisa ser a pessoa de maior destaque na igreja e sociedade, mas o mais servil entre todos. 
Duas coisas essenciais que tanto o bacharel em teologia quanto o pastor não podem deixar de ter sempre em mãos: a bacia e a toalha. 

"Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim. E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus. Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois. Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos. Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso disse: Nem todos estais limpos. Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes".(João 13.1-17)

Opinião pastoral (1)

Em minha opinião o bacharel em teologia que almeja o ministério pastoral deveria conviver  e servir as pessoas durante um período probatório de no mínimo dois anos. A própria igreja local analisaria o estágio para ver se pediria ou não, a convocação de um presbitério para exame do candidato visando o ministério. Caso o candidato fosse considerado apto para a função pastoral poderia aí, sim, assumir a direção de uma igreja local.
A temporada para o então bacharel em teologia seria essencial para a igreja avaliar a assiduidade nas atividades, pontualidade, responsabilidade, iniciativa entre outros.
O apóstolo Paulo disse para "não impor as mãos precipitadamente sobre alguém" ( 1 Timóteo 5.22). Se cada igreja agisse com prudencia seguramente seria evitado muito dano ou transtorno. Cautela é como caldo de galinha, não faz mal a ninguém.

Frases

"País desenvolvido não é onde o pobre tem carro. É onde o rico utiliza o transporte público".

"Só chegamos à unidade quando respeitamos as diferenças".

Cultura do Reino: "O líder é servo. O último é o primeiro. O louco é sábio. O fraco é forte. O pequeno é grande. O pobre é rico. O que morre é o que vive. O que é impossível é possível". 

A falta que faz as organizações

Na postagem anterior, sobre secretário de concílio, mencionei que devo bastante do meu aprendizado as organizações existentes nas igrejas batistas onde fui membro. Em algumas dessas igrejas já não existem mais organizações. Em outras, há um funcionamento precário. A precariedade dar-se por causa da falta de apoio da própria liderança pastoral. 
E, há ainda outras igrejas batistas que simplesmente não tem mais organizações. Nessas igrejas houve a retirada das organizações, mas não as substituíram. Talvez, o grande erro esteja nisso; não substituição das organizações. Tirar uma organização missionária e não colocar outra de cunho evangelístico/missionária é um tremendo tiro no pé.
Com o fim das organizações uma grande lacuna se criou e, por isso não foi jamais preenchida. A consequência disso tudo é a falta de base por parte dos crentes. Tiraram a base das igrejas. E os resultados: ruínas.
Uma lástima é ver inúmeros pastores que não sabem presidir igrejas. Não tem conhecimentos de normas parlamentares. Homens que desconhecem os estatutos e regimentos das igrejas. Ou conhecem os documentos das igrejas, mas descumpre-nos. Temos visto líderes que não sabem falar corretamente em público. São cheios de cacoetes linguísticos e verbais. São pastores encharcados de vícios de linguagens. E há ainda, cacoetes físicos. Pastores que  ficam com expressões faciais, gestos e posturas desconexas. Repletos de manias chegando, em certos casos a provocar o riso e o ridículo.
Caso os pastores tivessem sido bons líderes ou liderados não dariam os vexames nos dias atuais. E se por acaso não tivesse organizações nas igrejas os candidatos aos ministérios tinham a obrigação de correr atrás do prejuízo.
Em resumo, tudo isso é consequência da falta de preparo desses homens que um dia deveria aprender para depois terem condições de ensinar nas igrejas. Ah! que falta faz as organizações... 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Pitacos ministeriais

Pitaco ao contrário do que muitos entendem, não é um palpite sem fundamento, mas uma opinião, ainda que não solicitada. Segue, então, alguns pitacos:
Se você é um crente em Jesus busque conhecimento a respeito do seu Mestre nos Evangelhos. O seu modelo não é o pastor, diácono e nem mesmo o crente mais consagrado em sua igreja; o seu modelo é Jesus.
Se você acredita piamente que a Bíblia é a palavra de Deus leia-a diariamente. Ouça a voz divina mediante às páginas das Escrituras Sagradas.
Se você necessita se encher do Espírito Santo é necessário se esvaziar de si mesmo. A regra básica é mais de Cristo menos de você mesmo.  
Se você deseja ter um verdadeiro significado na vida sirva os outros. Não há nada mais gratificante do que servir as pessoas. Lembre-se de que o próprio Filho de Deus veio ao mundo não para ser servido, mas para servir. Seja imitador de Cristo.
Se você deseja conhecer a vontade de Deus separe continuamente um período para a oração e leitura e estudo da Bíblia. Deus deseja mais do seu tempo e requer a sua atenção. Deleite-se no Senhor.
Se você deseja ser realmente livre seja um prisioneiro de Cristo. Parece um paradoxo, mas não é. A pessoa será somente livre em Cristo.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Eleição

Em hipótese alguma eu nego a soberania divina. Jamais posso ser acusado disso. A predestinação bíblica não é uma arbitrariedade de Deus. Segue abaixo um trecho da Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, a qual concordo ipsis litteris:

Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça. Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação. Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens. A salvação do crente é eterna. Os salvos perseveram em Cristo e estão guardados pelo poder de Deus. Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus. O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação.

Gênesis 12.1-3; Êxodo 19.5,6; Ezequiel 36.22,23,32; 1ª Pedro 1.2; Romanos 9.22-24; 1ª Tessalonicenses 1.4; Romanos 8.28-30; Efésios 1.3-14; 2ª Tessalonicenses 2.13,14;  Deuteronômio 30.15-20; João 15.16; Romanos 8.35-39; 1ª Pedro 5.10;  João 3.16,36; João 10.28,29; 1ª João 2.19;  Mateus 24.13; Romanos 8.35-39;  João 10.28; Romanos 8.35-39; Judas 24.

(...) Digno é o obreiro do seu salário


"Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário" (1ª Timóteo 5:17,18).
Antes de entrar no versículo digo que um pastor pode, sim, receber remuneração desde que, o serviço ministerial não seja fonte de lucro. Um pastor não deve servir na igreja com o objetivo de se enriquecer. 
O próprio Jesus disse que digno é o trabalhador do seu salário ( Lucas 10.7). Embora o mestre se refira aos que trabalham no evangelho emprega um ditado aplicado, primeiramente, aos trabalhadores seculares. A citação de Jesus deixa a nítida impressão de que está apelando a um provérbio comumente aceito. Afinal, digno é todo o trabalhador do seu salário.
Os pastores considerados merecedores de duplicada honra são aqueles que se afadigam na palavra e ensino. Aqueles que presidem em cada congregação, isto é, que exercem uma supervisão geral sobre os negócios de Deus. Aqueles pastores que são respeitados cujas qualidades dos serviços sejam notórias. Os pastores que participam de modo ativo e eficiente nas igrejas. Esses são dignos de duplicada honra porque dedicam mais do seu tempo e das suas energias às suas funções ministeriais. Todavia, imagino que esses pastores não sejam excessivamente interessados em ganhos financeiros. Afinal de contas, Deus não aprova nenhum pastor ganancioso nem interesseiro.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Gálatas 6.10

"Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé".

Duas esferas da beneficência cristã foram sugeridas – a todos e aos da família da fé. O último grupo é obrigação especial (principalmente) dos filhos de Deus. Se alguém negligenciar o cuidado dos seus (e os crentes são a família de Deus), ele é pior do que um incrédulo (I Timóteo 5.8).
Dito de outra maneira o versículo pode ser lido assim: "Portanto, não se cansem de fazer o bem. No tempo certo, teremos uma boa colheita, se não nos desesperarmos nem desistirmos. Cada vez que tivermos chance, trabalhemos para o benefício de todos, a começar pelos mais próximos de nós na comunidade de fé."
Assim como o evangelho se dirige a todos, também as boas obras dos fiéis devem acontecer em relação a todos. Acrescenta-se ainda um adendo que parece restringir o universalismo cristão. A prática do bem vale, mas principalmente aos da família da fé. Ou seja, será que agora o amor de novo circula principalmente nas próprias fileiras? Na maior parte, as igrejas existiam como igrejas domiciliares. Tudo se desenrolava em ambientes de moradia apertados e de fácil supervisão. Nessas circunstâncias, a superação espiritual dos problemas do convívio dentro da igreja tornava-se a prova dos noves para o amor em geral. Não fazia sentido pregar o amor universal a todos e aos mais distantes, mas negar literalmente o amor ao próximo na igreja domiciliar. A lógica situa-se bem na linha de  I Timóteo 5.8: ―Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Bíblia

Eu tinha 19 anos de idade e já lera a Bíblia toda naquela época. De lá pra cá fiz outras leituras completas, porém, em versões diferentes. 
Eu amo a Bíblia. Confesso que apesar de morrer de amores pela Bíblia tem muitas coisas que eu não compreendo nela. Contudo, a Bíblia em nenhum momento  perdeu o encanto por causa da minha limitação e, inclusive, devido a minha própria dificuldade como leitor mediano. 
A Bíblia como literatura continua imponente. E, por se tratar da palavra de Deus continua sendo um bálsamo para o meu coração. 
Eu só não entendo o motivo de milhares de cristãos nunca terem lido as Escrituras Sagradas, toda. Como é que pode? Eles sabem que refere-se a palavra de Deus, porém, não encontram tempo para ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Alegam que toda a Bíblia é  divinamente inspirada, mas não tem inspiração para lê-la toda.  
São crentes que a plenos pulmões mencionam que a Bíblia é um livro sagrado, porém, não desfrutam das páginas maravilhosas das Escrituras. Eu não entendo mesmo. 
Quanto as minhas leituras bíblicas faço-as cotidianamente. Não deixo de ler e meditar nenhum dia sequer. A razão já foi mencionada acima, eu amo a Bíblia.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Mensagem

Imposição de mãos e, o obreiro é consagrado ao ministério pastoral. Uma das tarefas pastorais entre tantas é a pregação.
Todo pastor prega uma mensagem. Todavia, ele mesmo não tem uma mensagem. A única mensagem a ser pregada é a de Deus. Sim, Deus tem uma mensagem e se utiliza de homens [e mulheres] para apregoá-la. A tarefa pastoral consiste em transmitir com fidelidade a mensagem divina e por esse motivo todo obreiro deve pregar começando assim: " Assim diz o Senhor". Ou ainda, "a Bíblia diz". Isto por que o pastor, de fato, não tem nenhuma mensagem edificante dele mesmo. Então, fiquemos com a mensagem de Deus...

Decisão

Deus criou o homem dotado de livre arbítrio. O homem toma decisão. Até o fato de não fazer nada já é uma decisão; ou, quem sabe ficar de braços cruzados é uma decisão também. 
A tomada de decisão é o processo cognitivo pelo qual se escolhe um plano entre vários outros. Refere-se a escolher o caminho mais adequado à uma determinada circunstância. Toda decisão, seja ela qual for, é uma enorme responsabilidade. 
Na vida se aprende que a todo instante é necessário tomar decisão, custe o que custar. 

Distanciamento das igrejas em relação ao bairro

Num bairro podem existir inúmeras igrejas de diferentes confissões religiosas. Apesar de várias igrejas estarem inseridas numa determinada localidade habitualmente estão bem distanciadas dos moradores.
Não sou pessimista, porém, sou apenas realista e por isso, pelo andar da carruagem o distanciamento entre as igrejas e os moradores do bairro tende a aumentar. 
Jesus disse certa ocasião que o campo é o mundo. Muitas igrejas não consideram o bairro onde elas se encontram como campo missionário. E, talvez, por esse motivo o tem ignorado. Outra coisa analisada é  que temos verificado que boa parte das igrejas só olha para os seus próprios umbigos. Esses motivos associados a múltiplos que não foram mencionados com certeza corrobora para o distanciamento das igrejas em relação as pessoas residentes no bairro.  
Agora à pouco citei Jesus. Quero reporta-me a ele para que através do seu modelo as igrejas possam se aproximar das pessoas que moram nas cercanias. Pelo que vemos nos Evangelhos Jesus gostava de gente. Penso que as igrejas precisam aprender com o Mestre e passar a amar, verdadeiramente, pessoas. Jesus apontava os pecados das pessoas, mas, demostrava para elas como livrá-los deles. Ele mostrava para as pessoas que era a solução. Afinal de contas, Jesus é o Salvador do mundo. É aquele que tira o pecado da humanidade. Nesse quesito as igrejas locais  não são salvadoras, porém, elas apontam para Jesus. As igrejas devem falar menos delas e falarem mais de Jesus.
Jesus servia as pessoas. As igrejas necessitam prestar serviços desinteressados aos moradores. Enfim, Jesus é o exemplo para as igrejas locais e essas tem a obrigação de imitar o Senhor delas em tudo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Igreja e o Bairro

A igreja é uma comunidade composta por cristãos, que forma um corpo social organizado, instituído por Jesus Cristo.
E o bairro é uma porção de território povoado nas cercanias de uma cidade; povoado, arraial, distrito. De outro modo é cada uma das partes em que se divide uma cidade ou vila, para facilitar a orientação das pessoas e possibilitar administração pública mais eficaz.
Em minha opinião a igreja que se encontra inserida no bairro precisa descer do pedestal para lavar os pés dos moradores da localidade. A igreja tem o dever moral de servir as pessoas que vivem na circunvizinhança. O serviço cristão necessita ser oferecido a tempo e fora de tempo. Não deve ser feito uma atividade somente quando for conveniente a igreja. Tanto no momento conveniente ou inconveniente deve assistir os moradores. A igreja servirá as pessoas do bairro debaixo de aplausos ou debaixo de vaias. Todavia, não eximirá de sua responsabilidade social e espiritual na comunidade.
A igreja através do serviço cristão demostrará na prática que, realmente, ama as pessoas do bairro. O amor não é mero sentimento. É procedimento. Se não evidenciar o amor pela maneira de agir não convencerá os moradores mediante um discurso, acerca do amor, desprovido de ação concreta. 
A igreja precisa aprender a amar socialmente. Não basta amar apenas certos indivíduos. É imprescindível que a igreja ame o bairro. Ela carece de amar as pessoas que moram ali. Ela precisa amar as pessoas. A igreja precisa gostar de pessoas e, dessa maneira será fácil servi-las.
Para que isso aconteça a igreja precisa ir até onde as pessoas se encontram. Ir até onde estão as pessoas e ouvi-las. Ir até os moradores e servi-los. Ir até cada morador mostrando um evangelho encarnado. É fundamental que a igreja encarne a Boa Notícia. Afinal de contas, Cristo vive em cada membro da igreja que está adentrada no bairro e, agora, os moradores podem ver o Filho de Deus nas vidas dos crentes. Aleluia.

Afinal de quem é a voz?

Vez ou outra escuto a frase errônea: "a voz do povo é a voz de Deus". Acho que consiste num erro crasso atribuir a voz do povo à voz divina. Não tem nada a ver uma coisa com outra. É simples, a voz do povo é a voz do povo! Que fique bem claro a voz de Deus é de Deus e a do povo é do povo. Não confunda alho com bugalho. 
E a voz do pastor é a voz de Deus? Claro que não! A voz do pastor é a voz pastoral. Somente isso. Semelhantemente não há nenhuma relação de uma voz com a outra. São vozes distintas. Uma coisa é a voz de Deus outra coisa é a voz do pastor.
E a voz do autor deste blog é a voz de Deus? Respondo com toda a sinceridade do mundo, também não. A voz do autor desta postagem é uma e não é a voz de Deus.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Livre, simplesmente, livre

Quando eu era criança tinha pavor de muitas coisas relacionadas ao folclore brasileiro. Ficava amedrontado com a mula sem cabeça e saci-pererê.
Quando eu era adolescente tinha medo de alguns pastores que colocavam o maior terror nas ovelhas caso não os obedecesse ameaçando-as de exclusão. Ter o nome excluído do rol de membros era equivalente a ter o nome riscado do livro da vida. Imagine, então, o pânico gerado na cabeça de muitas ovelhas.
Agora que cheguei na idade adulta não tenho mais preocupação com essas coisas. Deixei para trás as crendices populares e, sequer dou a mínima para esses pastores de araques. São falsos e cheios de lorotas.
Não sou mais prisioneiro de lendas e muito menos de pastores. Graças à Deus!

domingo, 3 de janeiro de 2016

Deus não é inimigo do diabo

Muita gente no arraial evangélico acha que Deus é inimigo do diabo. Será mesmo?  Isso não passa de uma inverdade. 
Deus não é inimigo do diabo nem mesmo inimigo dos homens. Em relação à humanidade a Bíblia diz que os homens que se tornaram inimigos de Deus; não o contrário. O diabo até pode ser inimigo de Deus, porém, isso não significa que Deus é inimigo do diabo.  
Algumas coisas precisam ser ditas, ainda: o diabo não é rival de Deus. Nunca foi oponente de Deus. O diabo não está em pé de igualdade com o Eterno. Não é páreo, sequer, para Deus.  

Bem & Mal

Para os escritores pré-exílicos, Yahweh era a fonte do bem e do mal, como bem formulou Isaías: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas as estas coisas" (Is 45.7). Até mesmo as ações ruins dos anjos eram do próprio Deus, já que não havia muita distinção entre ação de um anjo e a ação divina.
No período pré-exílico via-se Yahweh como a origem de todos os acontecimentos, tantos bons quanto ruins. Já após o exílio, passou-se a ver os seres celestiais como responsáveis indiretos pelas desgraças. 

sábado, 2 de janeiro de 2016

Quem é o chefão do inferno?

No imaginário popular o diabo é visto como um rei que manda no inferno. Nesse caso, ele seria uma espécie de chefão das trevas. É bem provável que a resposta do título da postagem aponte para o diabo, com chifres, rabo e garfo, infernizando as pobres almas que lá estão.
Para a Bíblia, entretanto, o lago de fogo é um lugar de punição e não de reinado.

O diabo é onipresente?

Pergunta básica de EBD ( Escola Bíblica Dominical): o diabo é onipresente?
Segundo as Escrituras Sagradas somente Deus é onipresente, isto é, está em todos os lugares. Logo, o diabo não é onipresente. 
Não podemos igualar o diabo com Deus no quesito onipresença. Seria elevar o diabo ao nível divino. Incorre em erro todo aquele que atribui a onipresença ao diabo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Guerra cósmica?

A ideia de uma batalha celestial, forças boas contra forças malignas, de Deus contra Satanás, teve origem na literatura não canônica daquele período.
Hoje em dia no imaginário de muitos crentes há a ideia errônea de uma batalha cósmica. Esse tipo de batalha celestial é sombria, amedrontadora, esotérica e mítica. 
Nos Evangelhos há uma apresentação sóbria e realista acerca do assunto. Deus é o único Rei. Jesus, seu Filho, é soberano sobre tudo o que existe, inclusive sobre os seres demoníacos. Jesus, porém, não veio lutar com demônios. Nunca precisou brigar com seres celestiais. Pelo contrário, eram eles que naturalmente se rendiam aos seus pés. Jesus não estava numa guerra cósmica, na qual o diabo era seu inimigo em igualdade de poderes. Jesus demostrou ser Senhor dos demônios. Os demônios demostraram estar debaixo da autoridade de Jesus.

Ps: Um excelente livro do pastor e professor Valtair Miranda nos auxilia bastante na compreensão dessa temática. 
Miranda, Valtair. Coloque o diabo no seu devido lugar: uma contribuição para a teologia bíblica. Rio de Janeiro. MK Ed.,2007. 

Miserável homem que sou!

No ano passado fiquei um período desempregado. E por causa disso saí às ruas para entregar currículos. Numa determinada manhã, fria, em São José dos Campos passava por uma rua deserta. De repente uma moradora de rua, provavelmente usuária de drogas, começou a gritar em minha direção. Eu não entendi nada e adiantei os meus passos. Não satisfeita a mulher que estava no outro lado da calçada faz gestos e fala algumas coisas que na hora não compreendi. Ignorei-a. Segui o meu caminho sem dar importância pra ela. Já na esquina, parei e comecei a pensar  em alguns termos que para mim não fazia sentido, dita por aquela moradora de rua. Foi, então, que olhei para a minha mochila e vi que estava aberta. Toda a minha documentação encontrava-se pendurada, prestes a cair! Ela estava me alertando, mas eu simplesmente não a escutei. Confesso que me senti mal. Reconheci-me como de fato sou, miserável pecador. Quanto àquela mulher nunca mais a vi. Contudo, como sou grato a ela, pois me ajudou a me enxergar como de fato eu sou.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Falsidade

Qualidade do que é falso; característica do que é contrário à verdade ou que dela se aproxima apenas na aparência isso é o significado de falsidade. Iniciei logo com a definição para melhor compreensão do leitor. 
Já no segundo dia do ano corrente e um pastor, conhecido meu, desabafa no Facebook sobre o título acima: falsidade. Em poucas palavras descreve a tristeza de ver pessoas que tentam mostrar algo que não são. Fala acerca do fingimento: “falsos sorrisos, falsas amizades, falso amor, falsa fé”. E conclui citando um versículo bíblico, Salmo 120.2,3. A postagem teve alguns comentários e até compartilhamentos!
O meu colega em questão está cansado de falsidade. Um pouco sobre o pastor: é um homem simples e trabalhador. É alguém comprometido com a causa do Senhor Jesus Cristo. O colega trabalhou arduamente em uma de nossas Juntas Missionárias. É um pastor, servo dos irmãos, digno de sua vocação. Não se trata, portanto, de um pastor tipo “ostentação” nem mesmo picareta. Foi um desabafo de um pastor sério e honesto.
Em relação à falsidade eu sei muito bem como é isso. Conheço muito bem o meu povo. Ando no meio do povo evangélico a cerca de trinta anos. Apesar disto, não fico mais decepcionado. Já aprendi muito com a vida e nada mais me cansa ou ainda me deixa perplexo. Eu sou um cristão “cascudo”. E, talvez, por isso não ligo mais pra essas coisas.

Obs: o texto foi publicado em 02/01/2016