domingo, 1 de março de 2015

Trabalho Indígena

Henrique Terena320Tenho interesse enorme por missões transculturais. Recentemente meus olhos estão voltados para os indígenas. 
Ontem ouvi a pregação bíblica do pastor Henrique Terena. Como fui edificado pela mensagem deste querido irmão!  No término do sermão disse sobre a necessidade da igreja indígena passar do estágio da dependência para a interdependência. Abaixo segue um texto do pastor já referido:
“Sendo o evangelho uma boa notícia, como pode ser tão ruim assim? Tem que se lembrar de que onde ela chegou trouxe grandes benefícios; tanto no campo espiritual como na área social.
Creio que também é necessário dizer que alguns missionários, bem no início, cometeram alguns erros ao comunicar o evangelho ao povo indígena. Porém, esses abnegados irmãos desconheciam métodos e técnicas apurados como os de hoje, tais como: preparo linguístico, antropológico e mesmo missiológico. Hoje, porém, as missões evangélicas têm a preocupação de preparar melhor seus missionários, corrigindo os erros cometidos no passado. As missões têm procurado levar o evangelho do padrão transcultural e contextualizado, e para cada povo. Isso tem que ser observado e levado em consideração. 
Será que não temos o direito de receber o evangelho na nossa própria cultura? Somos tão diferentes assim? Será que não nascemos, vivemos morremos também? Do ponto de vista de Deus somos todos iguais e merecedores da mesma o centro foi idealizado para ser um local onde seja possível reunir e expor todas as produções literárias, de caráter religioso ou não, feitas pelas missões, sem levar em conta a finalidade e a área de atuação em que as mesmas estão sendo utilizadas. Além da parte literária, serão reunidos também no mesmo local artesanato indígenas.
Conhecer Jesus não é somente privilégio do homem branco; é do índio também. Mais de 50% das tribos nunca ouviu falar de Jesus Cristo.
Há lágrimas nos meus olhos e dor no meu coração em saber que muitos parentes meus estão morrendo sem nunca ouvir de Jesus, aquele que dá valor à vida.
Não queremos ser mais tratados como coitadinhos ou eternas vítimas. Somos humanos e também temos sentimentos. Sabemos o que queremos e temos conhecimento do que é bom ou ruim. 
A nossa preocupação tem como objetivo conscientizar a igreja de Cristo quanto a questão indígena. Pouco se tem ouvido de manifestação de solidariedade do povo evangélico. Agora chegou a hora. Desafiamos o povo evangélico a somar esforço conosco, a se tornarem companheiros e verdadeiros aliados nessa batalha. AYNAPUYAKUÉ (Obrigado na língua Terena)".

(Extraído da Revista Confins da Terra, Junho de 2002)

Pr. Henrique Dias Terena – Presidente do CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas)

Acesse: www.conplei.org.br

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Missiologia, o que é isso?

Resultado de imagem para foto de missiologiaExistem várias definições de missiologia. Algumas são mais simples, por exemplo, é "a ciência ou estudo de missões". Outras são mais “substanciosas”, mais completa, tais como a de Orlando Costa que acerca de missiologia diz que é "a crítica sobre a práxis da missão que interpreta e questiona o passado e o agora da fé, buscando e se projetando para o futuro a fim de corrigir, fortalecer, suster ou totalmente mudar o desempenho missionário da igreja".
Uma definição sugestiva vem da parte de Verkuyl: "é o estudo das atividades salvíficas do Pai, Filho e Espírito Santo através do mundo, orientadas para trazer o reino de Deus à existência".
A missiologia é uma ciência interdisciplinar. Abrange disciplinas bíblicas, teológicas e históricas, a ética, a hermenêutica, a ciência da religião e ainda disciplinas seculares como a antropologia, a sociologia, a estatística e a comunicação. Ela emprega cada uma destas, a fim de refletir sobre a identidade e tarefas missionárias da igreja em dado momento histórico e cultural.
Depois destas definições surge outra pergunta: para que serve a missiologia?
Ela ajuda a igreja e o missionário a levar em conta o seu contexto missionário, de tal modo que o evangelho seja transmitido mais claramente em relação a audiência e mais fielmente em relação a Deus.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pacto de Lausanne

Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.

1. O Propósito de Deus
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

2. A Autoridade e o Poder da Bíblia
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se ofereceu a si mesmo como único resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e os homens. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como “o Salvador do mundo” não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

4. A Natureza da Evangelização
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

5. A Responsabilidade Social Cristã
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

6. A Igreja e a Evangelização
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

7. Cooperação na Evangelização
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua efetividade como parte da missão da igreja.

9. Urgência da Tarefa Evangelística
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

10. Evangelização e Cultura
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

11. Educação e Liderança
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

12. Conflito Espiritual
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes à aceitação do mundanismo em nossos atos e ações, ou seja, ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. Tudo isto é mundano. A igreja deve estar no mundo; o mundo não deve estar na igreja.

13. Liberdade e Perseguição
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem quaisquer interferências. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que têm sido injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Nós não nos esquecemos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável.

14. O Poder do Espírito Santo
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

15. O Retorno de Cristo
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a ideia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

CONCLUSÃO
Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!
[Lausanne, Suíça, 1974]

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ANTROPOLOGIA CULTURAL E COMUNICAÇÃO MISSIONÁRIA

Este trabalho tem como objetivo compreender a necessidade de aplicá-la num contexto transcultural pelos missionários. Essa temática se insere no debate sobre o preparo missionário presente em nosso Brasil. Busca-se neste, uma pesquisa bibliográfica que parte do contexto da formação missionária, suas concepções e a sua relação à antropologia cultural.
O propósito deste trabalho não é apresentar respostas prontas para o assunto relacionado. Ao contrário, o que se deseja é sensibilizar os cristãos para a necessidade de lidar com a antropologia cultural visando à comunicação missionária em contextos culturais e religiosos diferentes.
A preocupação com a formação missionária se insere na antropologia cultural, vem crescendo, sobretudo nesta última década no Brasil. Podemos acompanhar a temática em vários centros de missões e escolas missionárias. Além das aulas ministradas sobre o assunto nas escolas missionárias, observamos um movimento do próprio missionário na busca de uma formação antropológica.
Compreendemos o preparo antropológico como uma intricada teia de relações que envolvem a pesquisa, o ensino e o estudo constante. Um processo que permite ao missionário construir a sua própria formação missionária, encarnando-se, fazendo-se um aprendiz, construindo um conhecimento antropológico.
A antropologia cultural é o caminho para atingir uma missão, que exige uma formação. O caminho da formação antropológica do missionário evidenciaria a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Esta indissociabilidade requer a construção de uma relação antropológica conjunta com o povo que reflita sobre as concepções de ensino e encaminhe para um processo na perspectiva da produção antropológica- missionária.
Envolver os missionários no processo possibilita repensar sobre o modo de proceder para que eles aprendam, além das compreensões sobre como aprendem os conteúdos a serem ensinados. A exigência disto é uma passagem na ênfase de antropologia cultural e que pressupõe: organizar o processo para que os missionários possam ter acesso ao novo conhecimento proposto, desenvolver orientações e recursos que os ajudem, acompanhar seu processo de aprendizagem.
Eugene Nida disse que “o benefício e a necessidade da antropologia cultural para qualquer missionários são incalculáveis” [1]. A utilização da antropologia cultural no processo de comunicação missionária terá excelentes resultados, sem falar num trabalho mais profundo no campo transcultural. Por outro lado, a não utilização da antropologia por parte dos missionários poderão causar sérios danos entre os ouvintes do campo missionário. Por esse motivo, verifica-se que a antropologia é absolutamente necessária ao preparo para a obra missionária. O compromisso e a vocação de Cristo, embora sejam importantes, não são suficientes, assevera Ken Kudo[2]. Cada missionário precisa de orientação transcultural, isto é, comunicação para quem não é da sua cultura. E isso inclui a antropologia como ferramenta a ser utilizada no campo missionário.
O pastor Ronaldo Lidório destaca que em missões transculturais há um “triple” relevante para esta área: missiologia, antropologia e linguística. Cada missionário precisa entender a necessidade de adquirir um preparo nas três áreas citadas, pois os resultados serão satisfatórios, ainda que em longo prazo. No entanto, para ter um trabalho relevante demanda tempo além das utilizações das ferramentas mencionadas acima.
Lucy Mair afirma que antropologia significa “falar sobre o homem”, assim como a psicologia quer dizer “falar sobre a mente[3]”. Este autor assume aqui a postura adotada pela autora:

“À vezes se considera a antropologia como o estudo que nos diz “tudo sobre o homem”. Para os que adotam este ponto de vista, ela inclui, de fato, os assuntos que floresciam por volta dos meados do século XIX, quando a ideia de uma “ciência do homem” começou a tomar forma- antropologia física, antropologia social [ou cultural], arqueologia e linguística. Uma perspectiva alternativa é que a antropologia social é um ramo da sociologia, sendo as outras ciências sociais os seus vizinhos mais próximos.”


De acordo com Lucy, a sociologia é o estudo da sociedade, sendo a antropologia um ramo daquela ciência. Sem renunciar à sua autonomia, a antropologia espraia-se por várias áreas de estudo - sociologia, política, economia, biologia, direito – não só num sentido de interdependência disciplinar como de integração e aglutinação, do qual resulta a elaboração de uma teoria social que melhor corresponde à rica complexidade do homem e de sua cultura[4]. O homem vive num meio criado por ele próprio, e é isso que fundamentalmente o distingue.
Segundo Lucy Mair, a antropologia social[5] é mais do que um “arquivo da humanidade”, quando estuda populações tribais e civilizações não complexas , como um conhecimento global do homem - conhecimento aplicado ao conjunto do desenvolvimento humano, tanto no campo da cultura espiritual (religião, ética, arte) quanto da cultura ergológica (economia, trabalho, instituições, estrutura social, organização comunitária), isto é, a cultura humana compreendida em todas as suas dimensões[6]. Por causa do exposto acima, percebe-se a importância da antropologia cultural e sua aplicabilidade na comunicação missionária por parte dos vocacionados e preparados, inclusive antropologicamente, missionários contemporâneos.
Eugene Nida mostra que a antropologia é o estudo do ser humano ou mais especificamente, a ciência da cultura humana, ou conforme Kroeber a define é a ciência dos grupos humanos, seu comportamento e suas produções. A antropologia Cultural estuda as culturas pré-históricas, a etnologia, o folclore, a organização social, a cultura e a personalidade, a aculturação e a aplicação da antropologia aos problemas humanos[7].
A antropologia cultural tem feito muitas contribuições ao conhecimento de nós mesmos e de outros seres humanos, tais como: o comportamento humano não é ilógico ou efetuado ao acaso, mas segue modelos culturais definidos; as partes que formam o padrão de comportamento de uma cultura são inter-relacionadas; a maneira como os diferentes povos seguem e pensam podem tomar formas bastante variadas de cultura para cultura[8].
O estudo da antropologia visa a compreensão das razões das atitudes dos outros, assim como das nossas próprias. O missionário deve compreender tanto a cultura dos outros povos quanto a sua própria. Fazendo isso, muitos erros serão evitados no campo missionário e o evangelho será mais bem compreendido e por sua vez, aceito [ou rejeitado].
Paul Hiebert defendeu em seus livros que o missionário precisava conhecer as Escrituras, para entendê-la e interpretá-la, e conhecer o homem, para se comunicar com ele. Hiebert expôs a necessidade de uma antropologia aplicada ao contexto, necessidades e ações missionárias, e é provavelmente a maior influência nesta geração quanto ao uso da antropologia no treinamento missionário[9].
Podemos aqui propor que a antropologia missionária visa o estudo do homem como ser biológico e cultural com a finalidade de desenvolver relações interpessoais equilibradas e comunicação inteligível em um ambiente de partilha das verdades de Cristo e envolvimento com a sociedade abordada, suas virtudes e desafios.
Eugene Nida explica que esta contribuição missionária para a pesquisa antropológica se dá na coleta, organização e distribuição de informações etnográficas através da sua vivência prolongada com o grupo com o qual se relaciona o aprendizado da língua materna e busca por um relacionamento aproximado. Não é incomum encontrar missionários vivendo décadas entre um mesmo povo, ou gerações de missionários em uma permanência prolongada no mesmo grupo.
Hiebert nos diz que a antropologia colabora com as ações missionárias por (1) fazer compreender situações transculturais, (2) esclarecer tarefas missionárias como a tradução da Bíblia e aquisição de uma nova língua, (3) auxiliar a compreensão dos processos de conversão, incluindo a mudança social, (4) ajudar a comunicar o evangelho de forma relevante para aquele que o ouve, (5) construir relacionamentos interculturais criando pontes de compreensão e comunicação.
Ainda que haja grandes controvérsias a respeito da antropologia aplicada é indiscutível a invariável tendência mundial instrumentalista a qual caminha para, cada vez mais, utilizar a antropologia como área do conhecimento humano aplicada nas soluções dos problemas sociais. A antropologia aplicada é reconhecida como a união entre o conhecimento e a ação, a pesquisa e a atividade. A antropologia missionária pode ser vista, portanto, como a antropologia aplicada às pesquisas e ações missionárias.
Ronaldo Lidório aponta que no Brasil, a antropologia aplicada ao trabalho missionário foi orientada, em um primeiro momento, por algumas pessoas, dentre as quais destaco os professores Barbara Burns, Frances Popovich, Isabel Murphy, Paul Freston e Rinaldo de Mattos os quais, em suas relevantes e diferentes ações de treinamento, lançaram luz sobre o valor da sociologia, antropologia e fenomenologia da religião no currículo missionário, cujo resultado é visto em quase todos os centros de treinamento missionário em nosso país. Além dos diversos centros de treinamento missionário, algumas iniciativas complementares como o Antropos cooperou com a conscientização e formação missionária evangélica com ênfase na antropologia aplicada[10].
 Outro nome importante no cenário brasileiro no ramo da antropologia cultural com a aplicabilidade missionária é Sebastião Lúcio Guimarães. Ele é pastor batista, formado em Teologia e em Educação Cristã, Mestre em Teologia Prática (STBSB) e mestre em teologia com ênfase em educação missionária (UWC, RSA) e doutor em Teologia com especialização em missiologia pela University of the Western Cape, Cape Town, África do Sul. Serviu como missionário por mais de dez anos em Moçambique e África do Sul. Além de ter servido como pastor local e missionário transcultural tem atuado como professor de missiologia em Seminários e Escolas de Missões na América do Sul e na África.
A capacitação antropológica coordenada pelo Instituto Antropos contribuiu nesta direção treinando 237 missionários entre 2001 e 2009. Também a Faculdade Etnia, estabelecida em 1997, é uma das primeiras pós-graduações com ênfase antropológica de orientação missionária. A UniEvangélica e Instituto Antropos lançaram em 2010 a primeira pós graduação em antropologia intercultural no país, e coordenada pelo segmento missionário, crendo ser possível gerar no Brasil um número crescente de missionários-antropólogos nos próximos anos com um efeito positivo também nos centros de treinamento missionário (e não apenas presente atuação de campo) onde boa parte dos missionários-antropólogos devem investir em algum momento de suas vidas e trabalho[11].
Dentre as diversas aplicações da antropologia ao ambiente missionário, talvez área maior destaque seja a comunicação. Aplica-se a antropologia nos processos comunicacionais missionários, na busca por uma melhor inteligibilidade, aplicação e contextualização da mensagem.
Como fator social, a comunicação missionária deve ser dialógica, relacional, inteligível, ética e aplicável. Os principais elementos da comunicação são: informação (mensagem), interpretação (processo de codificação) e associação (aplicação da mensagem). A comunicação pode ser definida como um processo em que uma informação (formal ou informal) é transmitida, decodificada, interpretada e associada ao universo de quem recebe. Isso inclui, é claro, aceitação ou rejeição[12].
 Ronaldo Lidório, missionário presbiteriano e membro da Missão AMEM que tem atuado no plantio de igrejas entre grupos não alcançados no Oeste Africano e na Amazônia Brasileira, acerca da comunicação missionária afirma:

“Compreendemos uma mensagem quando conseguimos decodificá-la e, para decodificá-la, utilizamos códigos próprios. Culturalmente, possuímos códigos universais que fazem com que a humanidade partilhe valores universais. Esses códigos fazem com que compreendamos bem nossa mensagem, mas quando a transmitimos com esses mesmos códigos, quem a recebe pode ter imensa dificuldade para compreendê-la, a não ser que ele seja capaz de interpretar os códigos de quem a envia” (p.52).

Portanto, quando comunicamos uma mensagem - a mensagem do Evangelho, por exemplo, precisamos pensar nos códigos receptores. Entendendo que os códigos receptores envolvem especialmente a língua, a cultura e o ambiente.
A antropologia proporciona ferramentas para essa codificação, que são os métodos de análise cultural e de comunicação.
Num mundo cada vez mais globalizado, é importante que todos nós pensemos sobre os contextos humanos e como eles moldam os outros e a nós mesmos. Necessitamos aprender em um mundo de múltiplos contextos para construir pontes de compreensão e relacionamento e emitir  entre eles. Isto se aplica igualmente a, contextos sociais, culturais, linguísticos, religiosos e históricos[13].
Os missionários são forçados a lidar com as diferenças socioculturais, e, portanto, com contextos sociais e culturais. Todavia, o pouco preparo antropológico diminui a efetividade de seus ministérios, nos contextos nos quais servem[14].
Qualquer cultura é constituída dos hábitos de um povo, de usos e costumes, de sua língua, de suas realizações e de suas estruturas sociais. Pode-se comparar a cultura a uma peça de tapeçaria grande e complexa. Cultura é uma realidade mais ampla. As pessoas são enculturadas- nascem e são educadas dentro de uma cultura[15].
O doutor Hesselgrave nos lembra da postura adotada pelo missionário no contexto transcultural:

“O comunicador missionário deve encarar a cultura com a máxima seriedade. Uma vez que os receptores decodificarão a mensagem dentro da estrutura da realidade fornecida pela própria cultura deles, o missionário precisa codificar sua mensagem tendo em mente essa realidade. Sob o aspecto daquela parte da cultura com que ora nos ocupamos, a comunicação da maioria das pessoas está circunscrita à perspectiva gerada por sua própria cosmovisão” (p. 218).

 A forma pela qual as pessoas vêem a realidade pode-se chamar de cosmovisão. Trata-se da forma das pessoas vêem ou percebem o mundo, a forma como conhecem.
Finalizando, verificamos que a antropologia pode nos ajudar fornecendo ferramentas com as quais podemos examinar o contexto cultural em que trabalhamos e nos suprir de informações sobre a contemporaneidade. Pode nos fazer entender situações transculturais e dar-nos esclarecimentos sobre tarefas missionárias específicas como a tradução da Bíblia.  Além disto, pode auxiliar os missionários a compreender os processos de conversão, incluindo a mudança social que ocorre quando as pessoas se tornam cristãs.
Sem falar que pode nos ajudar a tornar o evangelho relevante aos nossos ouvintes. E por fim, pode nos auxiliar em nossos relacionamentos com pessoas de todo o mundo, em toda a diversidade cultural e nos ajudar a construir pontes de compreensão entre elas.


BIBLIOGRAFIA

BURNS, Barbara Helen. Contextualização Missionária: desafios, questões e diretrizes. São Paulo: Vida Nova, 2011.

HESSELGRAVE, David J. A. Comunicação Transcultural do Evangelho. Volume 2. São Paulo: Vida Nova, 1995.

HIEBERT, Paul. O Evangelho e a Diversidade das Culturas: um guia de antropologia missionária. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1999.

HIEBERT, Paul G/ R. Daniel Shaw/ Tite Tiénou. Religião Popular: uma resposta às crenças e práticas populares. Minas Gerais: Horizontes América Latina, 2009.

LIDÓRIO, Ronaldo. Introdução à Antropologia. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 2011.

MAIR, Lucy. Introdução à Antropologia Social. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.

NIDA, Eugene. Costumes e Culturas: uma introdução à antropologia missionária. 1ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1985.

LIDÓRIO, Ronaldo. Antropologia Missionária. Disponível em: http://instituto.antropos.com.br/antropologia-missionaria. Acesso em 13 de maio de 2013.



[1] NIDA, Eugene. Costumes e Culturas: Um guia à antropologia missionária. São Paulo: Vida Nova, 1985. p. 1.

[2] Ken Kudo foi Diretor Nacional Sepal- Serviço de Evangelização para a América Latina. É fundador da Missão Avante, agência enviadora de missionários brasileiros para o exterior.

[3] MAIR, Lucy. Introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976. p.9.

[4] Ibidem, p. 294.

[5] Vários autores tem dividido a antropologia em cultural e social. A primeira promoveria o estudo das criações do espírito humano resultantes da interação social: as ideias, os conhecimentos, os códigos éticos, as cosmogonias, os hábitos adquiridos na e pela vida social. A antropologia social se restringiria ao estudo das estruturas sociais, sob a invocação de que o social é apenas um segmento do cultural. Todavia, neste trabalho tal distinção é tida como arbitrária.

[6] Ibid.

[7] Ibidem, p.9.

[8] Ibidem, p.19
.
[9] Disponível em: <instituto.antropos.com.br/antropologia-missionaria> Acesso em 13 de maio de 2013.

[10] Disponível em: <instituto.antropos.com.br/antropologia-missionaria> Acesso em 13 de maio de 2013.

[11] Ibid.

[12] LIDÓRIO, Ronaldo. Introdução à antropologia. São Paulo: Vida Nova. p. 52.

[13] LIDÓRIO, Ronaldo. Introdução à antropologia. São Paulo: Vida Nova. p. 53.

[14] BURNS, Barbara. Contextualização Missionária: desafios, questões e diretrizes. São Paulo: Vida Nova, p. 115.

[15] HESSELGRAVE, David J. A Comunicação transcultural do evangelho. São Paulo: Vida Nova. p. 217.