sábado, 2 de maio de 2015

Evangelismo

Evangelismo é falar o evangelho a qualquer um em qualquer lugar, especialmente aqueles em sua cultura. O evangelismo acontece mesmo quando ninguém se converte.
Algumas igrejas tem por hábito [saudável] fazer trabalhos evangelísticos e sociais em outros locais, normalmente apoiando uma igreja local.  Alguns denominam tais eventos como "Impacto ou Projeto" Evangelístico. 
Quando isso ocorre verifica-se uma equipe bem treinada e harmoniosa. Também constata-se que há uma boa infraestrutura. Inclusive a alimentação é servida em horários programados e em abundância para os participantes.
Na maioria das vezes o grupo é composto por jovens dispostos a dormirem em colchonetes e viver um período intenso de grande aventura. São dias gratificantes, sem dúvida, para cada participante.
Alguns pastores alegam que tais trabalhos são "missionários", mas no fundo são evangelísticos ( escrevi a diferença entre missões e evangelismo noutra postagem).
Outra coisa que verifiquei conversando e convivendo por diversos dias seguidos com os participantes  de  vários grupos, que geralmente a igreja local não realiza a mesma ação [ evangelística] no bairro onde está inserida. 
O evangelismo realizado pela igreja local não deve ser uma ação isolada e esporádica. É parte integrante da igreja. Deve ser uma coisa natural. Se não realizar o evangelismo não  falha em uma de suas tarefas, deixa de ser igreja. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Serviço Cristão

Iniciei a digitação com o único intuito de ser útil à igreja cristã. Confesso que tenho muita coisa a escrever, mas serei "misericordioso" com o meu dileto leitor não sendo, portanto, enfadonho. 
Comecei a minha jornada evangélica há mais de 24 anos. Lembro-me que desde o meu primeiro ano de vida cristã exerci função na igreja. Desempenhei diversas funções, diria: de tudo um pouco. Há 7 anos culminou com a função pastoral com a imposição de mãos por parte do presbitério.
Recordo-me que num determinado ano tinha numa igreja batista nada mais do que 7 cargos!  No todo, foi um período de bastante aprendizado, serviço, porém, de muito desgaste físico, emocional e espiritual.
Durante os meus primeiros anos ministeriais servi como pastor, missionário, professor de seminário, além de estudante em teologia na pós-graduação.
O serviço cristão é relevante para qualquer discípulo de Jesus. Com certeza há uma grande satisfação em servir à Deus e ao próximo. Todavia, o perigo enorme é o ativismo religioso. Todo extremo é nocivo. O excesso de atividades traz prejuízos em outras áreas da vida do crente. 
Algo importante no seio da igreja é reconhecer que Deus dá dons diferentes aos membros do Corpo de Cristo. Ora, entendo que eu não sou responsável pelo "dom" que Deus deu ao meu irmão ou a minha irmã em Cristo. Eu sou responsável pelo dom ( ou dons) que Deus me concedeu graciosamente. E aprendo que quando o outro não exerce o dom espiritual acaba gerando um dano a obra de Deus.
Outra lição é a de que todos são úteis na igreja e nela precisa desenvolver os dons espirituais. Portanto, não tem motivo para uma "elite" realizar a obra enquanto a quase totalidade da membresia fica de braços cruzados.  
Se cada crente em Jesus exercer uma função de acordo com o dom espiritual recebido da parte de Deus não terá espaço para ativismo religioso nem para ociosidade na igreja local.
Ainda bem que não aprendi isso tarde demais...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Paz

Uma ideia comum é a de que o Brasil é um país pacifico, pois não está em guerra com nenhum outro. Nesse caso,  a ausência de guerra é tida como paz.
Outro conceito negativo de paz é a ausência de problemas ou conflitos. Por isso, a sensação de tranquilidade e repouso é interpretada como paz, também.
A gente sabe que há anseio de paz em todo lugar do mundo. Mas o que é paz afinal?
No Antigo Testamento o termo hebraico shalon, é muito rico e amplo. A ideia é de um bem estar  em toda a existência cotidiana, um estado que é emocional, espiritual e existencial, simultaneamente. Significa uma realização plena que leva a pessoa a se sentir bem localizada, encontrada e ajustada, no mundo. 
Não importam as circunstancias exteriores Deus tem paz pra gente. Tudo está sobre o controle divino, inclusive nossa vida e destino. Tudo está nas mãos do Senhor.

sábado, 25 de abril de 2015

Salvação

Resultado de imagem para foto de salvaçãoA soberania de Deus relativamente à salvação do homem significa que é Deus quem toma a iniciativa da realização da obra. A iniciativa está com Deus e não com o homem. Se Deus não tomasse a iniciativa ninguém seria salvo.
A soberania de Deus, com respeito à salvação do homem é simplesmente a sua iniciativa, tomada em virtude da sua natureza, com o fim de salvar a humanidade.
A soberania divina não é apenas uma manifestação da sua vontade. É uma manifestação de todo o ser [de Deus] e não apenas da vontade divina.
A iniciativa de Deus na salvação não priva ninguém de salvar-se, porque ele visa à salvação de todos (João 3.16). Verdade é que Deus predestina que aquele que crê será salvo, assim como o que não crê já está condenado. É verdade também que predestinou o meio da salvação, um único meio, com exclusão de qualquer outro; mas Deus não predestinou os que haviam ou os que  não haviam de crer. Decretado está que todo aquele que crer será salvo, assim como o que não crer será condenado.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Missiologia, o que é isso?

Resultado de imagem para foto de missiologiaExistem várias definições de missiologia. Algumas são mais simples, por exemplo, é "a ciência ou estudo de missões". Outras são mais “substanciosas”, mais completa, tais como a de Orlando Costa que acerca de missiologia diz que é "a crítica sobre a práxis da missão que interpreta e questiona o passado e o agora da fé, buscando e se projetando para o futuro a fim de corrigir, fortalecer, suster ou totalmente mudar o desempenho missionário da igreja".
Uma definição sugestiva vem da parte de Verkuyl: "é o estudo das atividades salvíficas do Pai, Filho e Espírito Santo através do mundo, orientadas para trazer o reino de Deus à existência".
A missiologia é uma ciência interdisciplinar. Abrange disciplinas bíblicas, teológicas e históricas, a ética, a hermenêutica, a ciência da religião e ainda disciplinas seculares como a antropologia, a sociologia, a estatística e a comunicação. Ela emprega cada uma destas, a fim de refletir sobre a identidade e tarefas missionárias da igreja em dado momento histórico e cultural.
Depois destas definições surge outra pergunta: para que serve a missiologia?
Ela ajuda a igreja e o missionário a levar em conta o seu contexto missionário, de tal modo que o evangelho seja transmitido mais claramente em relação a audiência e mais fielmente em relação a Deus.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Esperança

A América latina foi alvo da ação evangelística por parte da igreja católica e dos protestantes no passado.
Atualmente vemos nominalismo, sincretismo e uma série de "ismo" dentro do cristianismo latino-americano.
Não obstante ao quadro recente tenho esperança numa América Latina conhecedora do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo. Uma igreja genuinamente evangélica cuja práxis seja coerente com os ensinamentos do Senhor Jesus. Sim, tenho esperança... 
Espero em Deus, pois aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o glorioso dia de Jesus. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Vocare



Ziel Machado com a mensagem final do #vocare2015 - "Deus não nos chama para lugares ideais, mas para lugares de obediência. Não existem vidas heróicas, mas vidas de obediência. Não se iluda com o cartão postal do seu campo missionário".

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ore por mim, sim, ore...

Uma coisa é a função pastoral exercido pelo indivíduo. Outra coisa é a função missionária. No entanto, no campo missionário nem sempre o obreiro consegue separar bem as coisas. O serviço dele se fundi nas duas áreas descritas.
Quando fui para o campo missionário já era consagrado ao ministério pastoral. Confesso que muitas vezes  atuei mais como pastor do que como missionário. Isso acabou atrapalhando a ação missionária na comunidade. Hoje sei que devia servir com mais intensidade pelo viés missionário. Contudo, não posso ficar reclamando do leite derramado. 
Relendo o livro do professor Dr. Sebastião Lúcio - Crônicas Missionárias* , vejo a seguinte observação do autor: "O missionário, não pode ser, nem convém que seja, pastor de uma igreja local por muito tempo. Ou ele cumpre o seu chamado missionário ou finca raízes com um trabalho pastoral local. Em circunstâncias missionárias, o missionário tem de avançar. avançar sempre!". 
Será que apendi a lição tarde demais?  Respondo com um sonoro, "não". É possível a aplicação deste ensinamento, pois desejo profundamente servir o Senhor num contexto transcultural. Para tanto, pretendo finalizar o meu curso de mestrado em missiologia pelo CIEM.
Pausa para um pedido de oração: irmãos, como disse quero atuar num campo transcultural. Estou literalmente à disposição do Senhor, porém, ainda não tenho o valor a ser pago à instituição para poder dar entrada na dissertação e, portanto, ter um orientador. Por isso, peço-os que rogue a Deus pela provisão divina. Eu mesmo custeei todos os módulos de meu próprio bolso, além de todas as despesas durante o curso. Investi o meu tempo, dinheiro e tantas coisas mais para ter uma formação missiológica com o único intuito de servir as pessoas. Então, peço-lhes de novo, ore para que Deus, o Senhor da seara, supra mais essa necessidade em minha vida.
Sou um pastor batista, porém, tenho na veia um DNA missionário. Desde muito cedo me empolguei pela obra missionária. Sempre a vi, não como algo aventureira, mas sobretudo como uma resposta ao clamor do mundo. 
A minha oração é semelhante aquela feita pela missionária Analzira Nascimento: " Deus não me deixe de fora do que o Senhor está fazendo no mundo".

Ps: e-mail para contato - pr.gustavoluiz@yahoo.com.br
Se desejar solicite o meu telefone residencial

domingo, 19 de abril de 2015

Servo, apenas servo...

Registrei no blog  que neste mês completei sete anos de ministério pastoral. Foi um dia de júbilo ao Senhor que me chamou para um serviço tão especial. Digo serviço, pois é assim que entendo. Não é uma questão de título ou de status eclesiástico. É algo meramente funcional.
Apenas servo, nada mais. Nas palavras de meu Senhor que ecoa em meus ouvidos até hoje, depois de eu servir durante o período: " Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer" (Lucas 17.10). Então, assim sou, um servo inútil.
Servo que se deixa "gastar" em prol do outro. Que ama o próximo e se doa. Que serve a Deus não apenas no culto de domingo. Afinal, frequentar igreja não me faz ser um crente. O que me faz ser crente ( em Jesus) são as atitudes fora do templo. Porque no templo posso usar "máscara".
No entanto, numa vida de dedicação e serviço ao próximo as pessoas podem ver Jesus  na minha vida. E podem ouvir as boa novas.
À propósito, o chamado de servo não acaba nunca.

sábado, 18 de abril de 2015

Outro

Assisti um vídeo da missionária Analzira Nascimento na internet e escuto ela afirmar que o missionário precisa se importar com o outro. Analzira é uma pessoa a qual admiro bastante. Acompanho notícias sobre o ministério dela há muitos anos.
Infelizmente, alguns se aventuram no ministério pastoral ou missionário sem ligar muito para o ser humano. O que mostra uma incoerência tremenda, pois quem alega amar a Deus consequentemente precisa amar o próximo.
Um professor de seminário dizia que pastor tinha que gostar de gente. Jesus gostava de pessoas, porém, parece que uns não gostam tanto assim de gente, não. Da mesma forma, o missionário deve se importar com as pessoas.
Tanto pastor quanto o missionário precisa se interessar pelas pessoas. Todas as pessoas são importantes para Deus. Por acaso, não seria para um pastor e um missionário?
Apelo aos colegas de ministério que venha ter um propósito bem definido em mente: se importar verdadeiramente com o outro. Ame pessoas e sirva-as.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

As Aparências Enganam ( Flávio Ramos)

aparências2
A todo o momento recebemos uma nova informação sobre o que está acontecendo nos países árabes/muçulmanos. Diversas redes sociais, jornais, reuniões de oração nas igrejas, todos andam falando das barbáries que o grupo ISIS tem cometido naquela região e ao redor do mundo.
Qualquer pessoa de paz e sensata, independentemente de seu credo, há de concordar que um grupo terrorista em nada pode contribuir para nenhum seguimento da sociedade. Todavia, tudo isso que está acontecendo no mundo, principalmente quando envolve cristãos morrendo por causa da fé, deveria nos ensinar muitas coisas. Eu gostaria que a Igreja Ocidental aprendesse algumas lições de suma importância com a Igreja Oriental.
Portanto, de maneira breve e sucinta, quero apontar duas lições que, em meio a essa situação de caos e sofrimento, deveríamos aprender do lado de cá.
Primeiramente, gostaria que a Igreja Brasileira percebesse que há uma Igreja milenar no Oriente Médio que milita pela causa de Cristo há longos anos. Eles não são muitos, não são abastados financeiramente, não são famosos (quase não se ouve falar sobre eles), mas sempre estiveram ali. Por mais difícil que seja e por mais que haja pressão e perseguição, eles permanecem firmes, constantes e pagando um alto preço para servir o Cordeiro.
Em segundo lugar, gostaria que aprendêssemos com esses valentes do Senhor o que já sabemos: “As aparências enganam”. Os que aparentam ser fracos são fortes! E os que aparentam ser forte, são débeis. Quem são os fortes e quem são os fracos? Somos nós ou a igreja num contexto minoritário no mundo muçulmano? Quem precisa de ajuda? Aparentamos ser fortes porque somos muitos, e somos providos de muitos recursos financeiros e humanos. Mas, numa análise mais aprofundada, talvez descubramos que os fracos estão do lado de cá. Fracos porque muitos estão vivendo uma fé medíocre, rejeitando as provações e tribulações como se elas fossem sempre algo satânico. Fracos porque muitos estão acomodados, vivendo uma “religiosidade domingueira” e perdendo a cada dia a natureza do verdadeiro evangelho; enquanto que, do lado de lá, muitos deles estão recuperando a verdadeira fé.
Acredito que esses acontecimentos estão nos mostrando que eles não são tão fracos assim como pensávamos. Será que estamos prontos a abraçar a perseguição por causa do nome de Jesus, entendendo que pode ser a porta para a entrada no Reino? Nossos irmãos precisam de ajuda, SIM. Precisam de oração, apoio e muito mais. Porém, sejamos humildes e deixemos toda arrogância de pensarmos que somos os fortes e eles os fracos. Não se esqueça, as aparências enganam!
Porém, diante de tudo que os terroristas estão fazendo contra os nossos irmãos, vale lembrar uma frase de John McArthur em seu livro, “A Morte de Cristo”:
“Não é porque Deus usa um ato mau para os seus propósitos santos que esse mal pode ser chamado de bom.”
Flávio é casado com Carla e pai da Victoria. É fundador e presidente executivo da MEAB (Missão Evangélica Árabe do Brasil), onde trabalha com mobilização missionária, despertando igrejas e vocacionados para o mundo muçulmano, além de treinar novos missionários que irão para Oriente Médio e Norte da África.
Fonte: http://tuporem.org.br/

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Afinal de contas: qual é o papel do missiólogo?

Sou discente de um curso de mestrado em missiologia no CIEM. O meu objetivo é num tempo hábil conquistar o título de mestre. A partir daí, vou me tornar um missiólogo de fato e de direito. 
A atribuição do missiólogo é a reflexão de forma crítica e sistemática sobre a tarefa missionária.  Este se propõe de forma habilidosa numa ativa interpretação e avaliação de observação, comunicação, informação e argumentação missionária. Consiste, portanto, numa atividade de examinar e avaliar detalhadamente a obra de missões.
A formação missiológica tem como alvo formar missiólogo, pensador dos princípios que regem a missão. Neste caso, precisa compreender visualizar e traçar estratégias missionárias. Por causa disto tem os olhos voltados para a sistematização. A reflexão missiológica não é mero exercício acadêmico e sim parte da obediência missionária.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Pr. Rinaldo de Mattos

Os missionários pastor Rinaldo de Mattos e a sua esposa Gudrun de Mattos, convivem com indígenas Xerente desde meados de 1961, quando tiveram a sua primeira casinha missionária feita de palha a 6km da hoje extinta Aldeia Xerente Baixão, localizada a 30km da cidade de Tocantínia- Tocantins. Na época não era permitido que missionários morassem dentro de aldeias, então construíram a sua casa um pouco distante, mas a casa de trabalho foi instalada dentro da aldeia para estágios periódicos.

Essas informações são do próprio missionário que resolveu divulgar duas fotos que mostram o tempo da sua chegada à missão e como estão hoje instalados em uma aldeia vizinha à que começaram o seu trabalho missionário.

Na primeira foto ele relata uma saída a pé da casinha juntamente com sua esposa Gudrun e sua filha Débora, nascida em 11 de junho de 1961, no seu colo.

Já a segunda foto foi registrada em 02 de janeiro de 2015, este ano. “A foto mostra a nossa saída de um culto realizado numa aldeia vizinha à aldeia Salto, nossa atual aldeia de trabalho. Era um culto de gratidão devido a cura milagrosa de um irmão que precisou fazer uma cirurgia do coração. Nós estávamos passando o Natal e Ano Novo na aldeia Salto, e tivemos a oportunidade abençoada de participarmos desse culto. Foi uma bênção! O irmão mais velho do rapaz curado, é membro de nossa igreja da aldeia Salto, nosso fiscal da tesouraria. Seu nome: Valteir Tpêkru. Ele testemunhou, no culto, que quer levantar uma casa própria para a igreja e começar os cultos sistemáticos, agora, em sua aldeia. ALELUIA!”, declara. 
O pastor se mostrou entusiasmado em compartilhar esses dois momentos dentro dos 50 anos de trabalho missionário batista entre os Xerente. Agradece aos que acompanham o seu trabalho e e que os abençoam com o sustento e oração, e ainda declara: “Não sou participante de nenhuma rede social. Acho que o meu tempo dá muito pouco para ler meus e-mails, quando posso, e para responder os que exigem resposta. Isso, sim, eu faço sempre, e com muito prazer. Tenho, no entanto, duas fotos, minhas e da Gudrun, que bem mereceriam uma rede social e até uma publicação, modéstia à parte. Elas fazem parte da nossa história missionária. Ei-las aí, em anexo".
Os missionários fazem parte dos tradutores da Bíblia para a língua Xerente e mesmo não sendo linguistas com curso de formação, tanto o Pastor Guenther Carlos Krieger como o Pr. Rinaldo de Mattos, com os conhecimentos adquiridos nos cursos intensivos da Sociedade Internacional de Lingüística (SIL), aprenderam a falar a língua Xerente, fizeram estudos fonológicos e gramaticais da mesma, elaboraram a ortografia, produziram literaturas como o Dicionário Xerente (Pr. Guenther e Da. Wanda), a Fonêmica Xerente (Pr. Rinaldo), por exemplos, e várias outras. (infomações: MissõesNacionais.org)
Contatos dos missionários:
Rinaldo e Gudrun de Mattos
Missionários de Missões Nacionais entre os índios Xerente, no Tocantins
Celulares: (61) 8218-0638–TIM; (61) 8605-0662–OI; (61) 9291-3026-Claro; (61) 9609-3296-Vivo (sem telefone fixo)
Endereço de Brasília: Caixa postal 7534, Sobradinho, DF - 73005-970
Endereço do Tocantins: Aldeia Salto, Etnia Xerente - 14 km de Tocantínia - 85 km de Palmas
Fonte: http://www.batistasnotocantins.com.br/

Capas, Livros e Pergaminhos Missionários

Por Rinaldo de Mattos
Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos (2 Timóteo 4.13)
Missionário não pode viver sem capa, sem livros e sem pergaminhos. Livros e pergaminhos de um bom preparo missionário e capa de um sustento digno. Elementos esses que, aliás, não faltam à igreja de Cristo no Brasil. O que falta é a consciência da necessidade de disponibilizá-los a nossos missionários e candidatos.
Quanto ao preparo, progredimos bastante. A partir do Congresso Internacional de Evangelização Mundial de Lausanne, 74, na Suíça, passamos a visualizar com maior clareza a dimensão da tarefa missionária da igreja e das estratégias a serem adotadas para se alcançar pessoas de todas as línguas e culturas do mundo, em todos os lugares e em qualquer situação e tempo. Com o surgimento da disciplina Missiologia, seguida de sua rica literatura, aprendemos como preparar melhor nossos missionários. Escolas especializadas em preparo missiológico e agências missionárias transculturais, começaram a surgir, uma após outra, em nosso País. Seminários e institutos bíblicos passaram a inserir em seus currículos a disciplina Missiologia. Começou-se aí uma onda de preparo missionário que não pode jamais ser detida.
Dias atrás, por exemplo, falei a um grupo de 38 alunos do Curso de Linguística e Missiologia da Missão ALEM, em Brasília. Eles estão fazendo a última parte de seu treinamento missionário antes de seguirem para o campo. Estão aprendendo Linguística para traduzirem a Bíblia para povos de línguas ágrafas. Já vieram para o curso com o preparo teológico completo. Todos fizeram também, de uma forma ou de outra, o curso de Missiologia e alguns deles possuem Mestrado nessa disciplina. No final, farão o curso de Sobrevivência nas Selvas, num treinamento in loco nas cercanias de uma aldeia indígena. Esses seguirão para o campo bem preparados…
Menos do que isso, diria eu, é pouco. Entretanto, ainda há igrejas e até agências missionárias em nosso País enviando obreiros para os campos missionários com treinamentos de curta duração, com a agravante de aventurarem-se a mandar esses missionários para trabalhos transculturais. Isso hoje já não é mais um simples erro, mas chega a ser uma afronta ao que o Senhor nos tem concedido até aqui.
Mas a nossa maior falha está na questão do sustento dos missionários. Estamos negando a eles a capa que os protege do frio e das chuvas de sua sobrevivência. Estamos tratando-os aquém da dignidade que o obreiro e o próprio ministério requerem.
Em minha vivência missionária de mais de cinquenta anos, tenho me encontrado com muitos colegas que vivem com salários abaixo da média, com missionários que nunca conseguiram levantar a quantia exata do sustento exigido pela sua Missão e com um grande número, senão a maioria deles, que não possuem qualquer Plano de Saúde e não são inscritos no INSS.
Numa certa ocasião perguntei a um missionário veterano, amigo meu, se ele sabia quem eram os obreiros de sua Missão que estavam trabalhando com sustento incompleto e ele me sussurrou ao pé do ouvido dizendo: Rinaldo, como somos velhos amigos, posso lhe dizer: – Eu sou um deles!… Doutra feita, falava com um candidato ao trabalho no Exterior a respeito do seu sustento e quando cheguei à questão do INSS ele me disse: – Pastor, não pago o INSS há mais de dois anos e não tenho nenhuma previsão de como irei resolver o problema daqui para frente… Mas o que mais me chocou, em meio a essas confissões, foi o que ouvi certa vez de um colega pastor batista. Ele me disse que tem conhecimento de situação em que obreiros nossos estão sendo enviados ao campo, em grande número, sem qualquer critério sobre nível de salário e absolutamente sem qualquer previsão para Plano de Saúde e INSS.
Enquanto você lê esse artigo, um número enorme de missionários e candidatos estão fazendo seus giros pelas igrejas do Brasil em busca de comissionamento e sustento. São obreiros dignos de seu salário (1 Timóteo 5.18) que estão buscando, eles mesmos, a sua dignidade. Mas será que não estamos fazendo as coisas ao inverso? Se a tarefa da evangelização do mundo foi dada à igreja e não a indivíduos em particular, não seriam as igrejas que deveriam estar correndo atrás de missionários e de candidatos para enviá-los ao campo? Se a tarefa da evangelização do mundo foi dada à igreja e não a indivíduos em particular, não seriam as igrejas que deveriam estar correndo atrás de missionários e de candidatos para oferecer-lhes o sustento e não eles correndo atrás das igrejas? Se o obreiro é digno de seu salário, não seriam as igrejas que teriam a obrigação de atribuir-lhes essa dignidade?
Este é o fenômeno, queridos irmãos: Indivíduos estão atendendo o chamado de Deus, pessoalmente e em grande escala hoje no Brasil, mas a igreja do Senhor, o povo de Deus, não está acompanhando esse movimento. Já se tem escrito bastante, produzido manuais e até realizado cursos para orientar missionários e candidatos na arte de obter sucesso no levantamento pessoal de sustento junto às igrejas. Mas, parece que está na hora de se escrever livros (e muitos livros) em letras garrafais, diretamente às igrejas, mostrando-lhes que a responsabilidade no sustento de missionários é delas e não do missionário, em si. Agências missionárias do mesmo modo precisam ser conscientizadas do seu quinhão de responsabilidade no sustento de seus missionários. As agências que costumam assalariar seus obreiros devem oferecer a eles um salário digno. As agências do tipo Missão de Fé, por sua vez, devem fornecer ao missionário todo o suporte de sua Sede para ajudá-lo a alcançar (e manter) seu sustento. Na minha ótica, uma agência missionária, na qualidade de instituição e pessoa jurídica que convoca, contrata e envia um missionário ao campo, é co-responsável pelo sustento desse missionário.
Mas, permitam-me registrar aqui meu testemunho pessoal e fazer jus a algumas igrejas que guardo com muito carinho em meu coração. Pela graça a Deus, nunca precisei fazer giro algum pelas igrejas para levantar meu próprio sustento. Em meu tempo de seminarista, ainda nos anos 50, fui sustentado pela minha querida Igreja Batista da Casa Verde, em São Paulo, minha igreja de origem, onde fui batizado. Quando fomos para o campo, Gudrun e eu, em 1960, fomos adotados pela nossa segunda igreja de membresia, a Igreja Batista Alemã de São Paulo, numa parceria que durou 36 anos, incluindo o pagamento do INSS com o qual sou aposentado hoje, na qualidade de autônomo. O detalhe foi que visitamos essa igreja atendendo a seu convite, e a questão do sustento nem sequer passava pela nossa mente. Mas a igreja, ela sim, estava procurando missionários e nós chegamos lá na hora certa. De lá pra cá, vieram outras igrejas: Terceira Batista de Brasília, Primeira Batista de Santo André, Segunda Batista de Campos e tantas outras, acrescidas de irmãos e irmãs queridos que nos adotam individualmente nas quais igrejas e para as quais pessoas jamais falamos sobre nosso sustento pessoal. Fico perguntando: Por que não foi e não é assim com todos? Por que nossas igrejas não estão procurando missionários? Por que a Bíblia diz que o obreiro é digno de seu salário e o obreiro hoje precisa correr atrás dessa dignidade? Meu Deus! Onde foi que erramos?
Mais de dois mil anos se passaram desde aquele pedido de Paulo a Timóteo, mas a voz do grande apóstolo ainda está ecoando no clamor dos missionários de hoje em todos os cantos da terra: Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos. Quem irá atender a esse clamor? Torne-se um sustentador de missionários. Devolva a eles a sua dignidade. Honre seus ministérios. Deus o (a) abençoe!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Herança

Graças a Deus que o protestantismo veio até nós. Trouxe muita coisa boa, porém, deixou uma herança ruim. Logicamente, que as  coisas boas foram inúmeras, muito mais do que algumas poucas ruins. Não quero ser negativista. Apenas menciono o seguinte: na terra de Vera Cruz não foi produzida teologia a partir de nossa brasilidade. Toda teologia era importada. Dentro desta questão histórica, os missionários pensavam por nós. Os evangélicos não foram ensinados a pensar, mas a fazer. Foram treinados para trabalhar, não para pensar. A constatação é uma falta de reflexão teológica e missiológica nos evangélicos brasileiros.

Praxiologia Missionária

Quando cito praxiologia missionária refiro-me a causa e a norma que conduz a ação humana em missões.
No arraial batista há poucos mestres e doutores em missiologia. As Juntas Missionárias nem sempre são assessoradas por pessoas qualificadas, missiológicamente falando. Com tal afirmação não quero dizer que não haja pessoas gabaritadas. E, sim, que a denominação não acordou ainda para  a reflexão e atividade missiológica.
No cenário evangélico em geral não é diferente. A deficiência missiológica é imensa. Tem tido uma melhoria nos últimos anos, mas está ainda à ano-luz  do ideal.
O Brasil batista é forte em missões, porém, é muito deficiente missiológicamente. Há um verdadeiro disparate. É um contrassenso  diante  dos desafios que encontra-se nos campos transculturais. 
Repito aqui algo que aprendi com o reverendo Lidório. O tripé de missões ( transculturais) é: missiologia, antropologia e linguística. E, poucos missionários utilizam tal tripé no campo de atuação. Para se ter uma ideia, os tradutores de Bíblia que atuam entre os indígenas no Brasil na sua maioria, quase esmagadora, são estrangeiros. 
Que Deus levante homens e mulheres dispostos a se especializar em missiologia, linguística e antropologia cultural para agir de modo profícuo nos campos transculturais.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Me engana que eu gosto!

Temos muitos missionários transculturais retornando ao Brasil depois de décadas de serviço e dedicação exclusiva ao redor do mundo. Esse pessoal tem um "caminhão de experiência", porém, não são ouvidos nas igrejas locais. Conheço pessoalmente, uma dezena deles, que não tem espaço nas igrejas apesar de possuir uma "bagagem"  ministerial enorme! 
O povo evangélico é amante de missões?  Quanto do orçamento eclesiástico é destinado à obra missionária transcultural? Quantos missionários pregam em média na sua igreja por ano?  Quantos vocacionados são enviados para escolas missionárias?   E apesar disto, a igreja evangélica alega amar a obra missionária?  Me engana que eu gosto!

domingo, 12 de abril de 2015

Desafios

Ouvi certa vez que uma escola de treinamento muçulmano começa com criança decorando o alcorão. Não é algo apenas cognitivo, é uma interioração da palavra de Alá na mente e no coração do pequenino.
Os pais evangélicos atuais tem um grande desafio no que tange ao ensino bíblico: ensinar todo o conselho de Deus aos seus filhos. Não se trata de mera comparação nem de fomentar uma "guerra santa", mas apenas de obediência aos propósitos de Deus. 
Ainda, outra informação que tive foi de que há várias famílias muçulmanas que investem até 80% da sua renda para o treinamento e  trabalho missionário do islamismo ao redor do mundo.
Atualmente entre os evangélicos há um debate sobre se é bíblico ou não o ato de dar dízimo. Logo, 10% da renda. Diante do desafio missionário mundial penso que cada crente em Jesus deve oferecer ou dar muito mais do que o dízimo. Deve colocar todos os seus bens à serviço do Reino de Deus.

Alguém consegue explicar?

Alguém consegue explicar: por quê algumas pessoas alegam ter muito amor por missões, mas demonstra pouco interesse em conhecer tanto a história de missões quanto em conhecer a obra de Deus?

sábado, 11 de abril de 2015

Dependência de Deus

Aprendi a ser totalmente dependente de Deus no campo missionário. Até hoje sou. Não há auto suficiência em mim. sei literalmente que sem Jesus não posso fazer absolutamente nada. Não é retórica. É convicção. É experiência de vida tanto ordinária quanto extraordinária com Deus.
No campo não há missionário autossuficiente. O missionário aprende a depender de Deus no campo missionário de uma maneira ou de outra.
O missionário está num local estranho e de cultura diferente. Sente-se inseguro e por isso necessita constantemente saber se está agindo certo ou errado. Além disto, está longe do aconchego da família, da igreja enviadora. Talvez se sente vulnerável. É um alvo fácil de hostilidade. Sente-se muitas vezes incompreendido e solitário no campo.
O apoio financeiro que recebe nunca  é suficiente. Certamente se virará de alguma forma.
Se  o prezado leitor que saber o que é depender de Deus vá para o campo missionário e permaneça um período mínimo de tempo. Geralmente a igreja esquece do obreiro com o passar do tempo. Penso até que esquece muito facilmente. E quando se der conta estará sozinho. Aí, sim, buscará em Deus tudo o que necessita e passará a ser totalmente dependente do Eterno.

Dica Missionária

Tive o privilégio de ter o Dr. Sebastião Lúcio como professor no mestrado em missiologia no CIEM. Ele foi missionário em Moçambique e África do Sul através da Junta de Missões Mundiais.
Veja a orientação missionária que tive da parte dele para reflexão:
"O missionário brasileiro em contexto transcultural, não pode ser, nem convém que seja, pastor de uma igreja local por muito tempo. Ou ele cumpre o seu chamado missionário ou finca raízes com um trabalho pastoral local. Em circunstâncias missionárias transculturais, o missionário tem de avançar. avançar sempre!" (adaptado)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Oração

Ano: 2000. Congresso Missionário da Igreja Batista Missionária do Maracanã/RJ.
Entre os preletores eu daria uma palavra em um dos dias do evento à igreja. No entanto, não chamo a atenção para mim. Estava ansioso para ouvir o Pr. Jorge Schütz.
Chegada a hora de sua preleção fez menção ao texto bíblico de Atos 2. Disse que falaria sobre um dos segredos de missões. Na verdade, deixaria de ser segredo após a exposição. Pensei em várias coisas e julguei que sairia algo mirabolante. Digamos, inovador. Para minha surpresa e decepção momentânea, afirmou que o segredo era a oração. Como assim? Oração, pensei com os meus botões...
Hoje sei  perfeitamente como a oração é importante na obra missionária! Quando fui para o campo missionário contei com a oração por parte de minha mãe, da irmã Maria José, que até hoje ora todos os dias pela minha vida, família e ministério sempre a partir das 5 horas da manhã, entre outras irmãs de oração que dão suporte espiritual e emocional.    
A oração era essencial para o ministério missionário do apóstolo Paulo. Paulo fazia oração de gratidão e de suplica, continuamente. 
Ao compulsar as páginas do Novo Testamento verifica-se que Paulo ora e faz missões. Faz missões e intercede. São duas coisas que andam juntas no ministério dele. Não podia  ser separadas. era uma dupla inseparável: oração e missões.
Não acredito num movimento de oração sem envolvimento missionário. Nem acredito no movimento missionário sem um forte movimento de intercessão. São coisas que devem andar de mãos dadas, juntas.

Prioridade

Uma das coisas que mais os missionários se descuidam são relacionadas a área espiritual e de modo específico o aspecto devocional.
Diante de tantos desafios num campo transcultural torna-se comum o ativismo religioso. Eu disse "comum" no sentido de ser frequente. 
O missionário em atuação precisa aprender a ouvir a voz de Deus e seguir suas orientações. A obre é dele e com certeza conhece bem melhor do que a gente. Por isso, deve redobrar o seu tempo em oração e estudo cuidadoso das Escrituras. Lembrando-se sempre que primeiro alimenta-se a sua própria alma para depois alimentar outras famílias.
A questão no campo não é somente a gente servir com a "cara e a coragem", mas permitir que Ele aja em nós, através e por nós. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Não Confunda Alho Com Bugalho

Uma coisa é evangelismo, outra coisa é missões.
Evangelismo é aquilo que a igreja faz na comunidade na qual está inserida, no que tange a proclamação do evangelho.
Missões é fazer o evangelismo num contexto transcultural. Isto é, anuncia o evangelho num lugar e cultura diferente.
Realizar tarefa evangelística dentro do mesmo contexto transcultural não é missões. Repito, nada mais é do que evangelismo. Não há nesse caso barreira linguística, cultural, etc.
Missões é realizável de modo sadio e bíblico num outro local transcultural através de ferramentas indispensáveis, tais como: missiologia, antropologia e linguística. Alguém que realiza um trabalho missionário sem estas ferramentas poderá realizar algo com bons resultados numéricos, dependendo é claro do contexto étnico e geográfico. Todavia, não poderá fazer um trabalho profundo. Por isso mesmo, duradouro. Há trabalho missionário que após mais de décadas de atuação do obreiro após a sua saída do campo a obra local simplesmente desmorona ou ainda desvia completamente daquilo que foi proposto.
A obra missionária requer urgência, mas não se pode confundir com pressa. O brasileiro é tipicamente afobado e tem um mau hábito de deixar tudo para a última hora. Não é preciso apressar a ida para o campo sem antes obter um preparo missionário adequado. Neste aspecto, o brasileiro é muito imediatista.
Um modelo de educação missiológica que vejo com bons olhos é o proposto pela Drª Barbara Burns. Um método que integra teologia bíblica, missiologia, antropologia e sociologia, aplicando as  a situações da vida real. Eu acrescento: linguística.
O candidato a missões precisa está aberto para aprender disciplinas tidas como seculares, na medida em que descobrem princípios fixados nas Escrituras Sagradas. Necessário é ter a mente aberta para ferramentas que serão úteis num local étnico e geográfico diferente do nosso.
Depois de equipado poderá partir para o campo com o máximo de material acumulado que ajude-o a entender a cosmovisão do povo, o aspecto cultural, noção acerca da língua falada entre outras coisas. Tudo isso, não para realizar evangelismo, mas sim, missões.

Fator sine qua non: obediência

Sine qua non é uma locução adjetiva, do latim, que significa “sem a qual não”.  É uma expressão frequentemente usada no nosso vocabulário e faz referência a uma ação ou condição que é indispensável, que é imprescindível ou que é essencial.
Gênesis 12.1-4: " Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã".
O primeiro parâmetro da pessoa em missão é a obediência. Abrão ouviu Deus e obedeceu. 
Jesus disse certa feita que: " As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem" ( João 10.27). Também fica claro que as ovelhas ouvem e obedecem. 
Aprendo com os dois textos bíblicos que nós não temos vontade!  A nossa vontade é vinculada, manobrada, dirigida por Deus. 
O desdobramento do ouvir a voz divina implica na oração. Quem ouve e obedece com certeza ora. A pessoa em missão deve decidir com a orientação divina separar um tempo de oração cotidianamente. É essencial a Bíblia para ouvir as diretrizes divinas e a oração para falar com o Deus Triúno. 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ofensa Cultural

Tomei conhecimento de um grupo de pastores "elitizados" que foi visitar um país asiático que tem um excelente crescimento evangélico. Ao chegar numa igreja foi oferecido aos pastores brasileiros uma iguaria. Sendo que os pastores recusaram a saborosa comida, pois não tinham "estômago".
Resultado, a ofensa gerou um mal estar tremendo entre os irmãos em Cristo daquela comunidade de fé. Infelizmente, muitas indelicadezas são feitas por aí a fora. Um verdadeira afronta verde-amarela na terra dos tigres asiáticos.

Tempo de ....

Há um tempo determinado para tudo!
Tive um tempo para dedicar-me aos estudos  teológicos durante quatro anos. E também, outro tempo para servir como missionário pelo período integral de seis anos.
No último ano dedico-me a família, estudo (mestrado em missiologia, fase de dissertação) e ao trabalho, chamado secular. Nesse período me deleito com os dois meses de vida do meu filho, Gabriel. Além da presença de minha filha Caroline e de minha esposa Ester.
Por muito tempo fui muito ativo nas coisas religiosas. O ativismo religioso na minha vida se fez presente por longos anos. Servi como pastor, missionário, na associação, em convenção estadual, lecionando em seminário, estudando numa pós graduação, etc.  Depois, cansei-me destas coisas e dei um tempo. Passei, então, a intensificar a minha vida de leitura e oração. 
Entendi a partir de uma aula com o Professor Ronald Rutter, missionário aposentado da Junta de Missões Mundiais, que Deus não queria tanto ativismo de minha parte, mas sim o meu tempo e atenção. Desde daquele dia tenho separado não meros minutos, porém, período maiores com o Senhor Deus em oração e leitura bíblica.
Hoje mesmo adentrei o meu quarto, fechei a porta (literalmente) e tive a convicção de que o Senhor Deus estava lá, me esperando. Ele queria relacionar mais comigo. Ouvi-o e falei com ele, um diálogo de fato. Não um monólogo. Passado um tempo passei a contemplá-lo. Eu que era tão "falativo", agora contemplativo! Momento ímpar.
O período, chamado devocional, é sumamente importante. E, sua duração precisa ser por toda a minha vida.