segunda-feira, 30 de março de 2015

Por que os não alcançados são não alcançados

Nik Repkin trabalha há mais de 30 anos como missionário transcultural. Certa vez escreveu um artigo baseado em sua observação de pessoas dedicadas a Deus durarem não mais de seis meses a um ano entre os não alcançados. Segundo, ele, os obreiros não eram capazes de suportar o isolamento, a perseguição, o perigo e, sem um sistema de apoio pastoral, eles muitas vezes sucumbiam ao esgotamento.
Ele mencionou alguns obstáculos que impedem que os grupos éticos não alcançados sejam atingidos eficácia. Tais dificuldades não estão em ordem de importância. 
Primeiro, há uma mentalidade de colheita que revela impaciência em áreas que aparentemente não respondem.
Segundo, há uma dependência de construções e grupos. 
Terceiro, falta de segurança que causa grande estresse.
Em quarto lugar, a ignorância e o preconceito para com o cristianismo por parte dos moradores locais, que consideram todos os ocidentais de liberais.
Por último, um clima inóspito que pode desmotivar missionários promissores. 
A consequência disso tudo é que há uma alta rotatividade de missionários, pois muitos não conseguem resistir a todos esses obstáculos. A conclusão de Nik Repkin, é a seguinte: "Viver na frente de luta consome rapidamente o pessoal missionário".

quinta-feira, 26 de março de 2015

JUVEP

Temos a alegria de informar a respeito do Congresso Juvep 2015, evento que acontecerá nos dias 02 a 04 de abril (semana da Páscoa), no Espaço Gospel em João Pessoa-PB, e que terá como tema O Triunfo da Mensagem da Cruz, o Evangelho e a Evangelização.
Num esforço especial estamos trazendo ao Congresso um dos principais líderes de missões da Europa, autor de vários livros, alguns disponíveis às igrejas brasileiras, Dr. Johannes Reimer, ex-ateu e ex-militante do comunismo, alcançado pela graça de Deus. Também estará conosco o médico-missionário americano e líder de um grande trabalho missionário de transformação social na China, Dr.  Rob Chelley. Completarão o time de preletores das principais plenárias o teólogo e pensador cristão, editor da Ed. Vida Nova, Jonas Madureira, Dr. Russell Shedd e Dra. Barbara Burns (ambos dispensam apresentações, apesar da grandeza no Senhor, para a igreja brasileira).
Nossa programação constará de encontros de líderes, mulheres e jovens no período da manhã, cursos e seminários nas tardes e culto de celebração no período noturno.  No congresso também haverá uma área de estandes com a presença de várias organizações missionárias.
A entrada no congresso é gratuita com exceção dos cursos oferecidos no período da tarde. Para os congressistas que vêm de outras cidades e Estados, estamos com uma parceria com um hotel que está oferecendo preços diferenciados para os participantes do congresso.
Gostaríamos de contar com as suas orações e a sua presença, bem como, apoio na divulgação.
Atenciosamente, no amor de Cristo
Coordenação do Congresso
congresso@juvep.com.br            Telefone: 83 32482095

quarta-feira, 25 de março de 2015

Deus de Israel ou da Igreja?

"No princípio criou Deus os céus e a terra."(Gênesis 1.1)
O palco de missões não é apenas o povo de Israel e muito menos o povo da Igreja. O palco missionário é o mundo inteiro!  Por isso, a preocupação divina não é somente com Israel ou a Igreja Cristã, mas é basicamente universal.
Como afirmou Timóteo Carriker: "Antes de ser o Deus de Israel, ele é o Deus do universo. Antes de ser o Deus da igreja, é o Senhor de tudo".
No Antigo Testamento o título atribuído a Deus é "Adonai"  cujo sentido é Senhor de tudo ou Senhor absoluto. 
Verdade seja dita, embora a igreja continue sendo o centro do plano de Deus, não é de maneira alguma a sua totalidade, seu limite e sua circunscrição. Pois, a esfera da apreensão de Deus é universal. Sem falar no fato de que o mundo todo pertence, por direito, a Deus, por ser sua criação.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Missiologia

A missiologia é relegada na maioria dos seminários teológicos. Tal afirmação é uma constatação inegável. Basicamente é tida como uma disciplina que pode ser comparada ao apêndice, todo mundo sabe que existe, mas não sabe para quê serve. Explicado está, portanto, por que a igreja não faz o dever de casa como devia no que tange a obra missionária.
Indubitavelmente a mãe da teologia é a missiologia e, não vice-versa. O motivo é obvio, a missão vem primeiro, para depois ter reflexão teológica. Essencialmente a  teologia só tem sentido quando está voltada para a Missão de Deus. Que fique bem claro, teologia é um ato posterior, posto que o ato primeiro é Deus que age na história humana. Nesta perspectiva a teologia é a resposta ao  agir de Deus no mundo.
Ao estudar a missiologia compreenderá melhor tanto a missão de Deus quanto a missão da igreja. A missão de Deus não é primordialmente uma atividade da igreja, mas um atributo de Deus. A missão, segundo David Bosch, é um movimento de Deus para o mundo. A missão tem origem no coração de Deus. É uma atividade do próprio Deus. Deus é um Deus missionário. 
No entanto, a missão da igreja não é simplesmente a implantação de igrejas ou a salvação de almas; pelo contrário, é o serviço à Missio Dei, representar a Deus no e diante do mundo, apontar para Deus. Portanto, a missão da igreja está à serviço da missão de Deus. 
Uma missiologia genuinamente calcada na Bíblia será sem sombra de dúvida uma ferramenta indispensável na obra missionária. Não há mais motivo para desprezá-la por causa de seu grande valor.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Missões

Sala do Seminário Teológico Batista. Era mais uma noite agradável de estudo bíblico-teológico. De repente chega o diretor do Campus acompanhado  de um pastor, executivo de  uma Convenção Batista Estadual.
Naquela noite  o visitante deu uma palavra de saudação e expôs o motivo de sua viagem até ao Rio de Janeiro.  Veio com o intuito de convocar obreiros para atuar como missionários através da junta de missões estaduais no sertão nordestino. Desafiou os presentes durante um bom tempo para dedicarem suas vidas à obra missionária num estado da federação brasileira tão necessitado. Informou ainda que cada missionário teria uma remuneração mensal, casa alugada e alguns benefícios (que não são "artigos de luxo", mas necessidades básicas).
O meu coração bateu acelerado pelo desafio e com a cogitação de realizar um trabalho missionário noutro lugar.  Logo que cheguei em casa conversei com a minha esposa; depois com alguns amigos e um pastor conselheiro.
Contudo, após contato por e-mail e telefone não foi possível  a admissão no quadro de obreiros daquela junta missionária, por outros motivos (que não vem ao caso neste momento, mas poderá ser detalhado em outra ocasião).
Término do curso de bacharel em teologia, fui o representante da turma como orador e cada colega continuou o serviço cristão em sua respectiva comunidade. Dos formandos fui o primeiro a ser consagrado ao ministério pastoral, após quatro meses da formatura. Depois, outros passaram pelo mesmo processo. E, alguns ainda não foram consagrados até o momento, passado 7 anos.
Nenhum formando da turma a não ser eu foi para o campo missionário. Tive uma experiência de quase seis anos de muita luta, sofrimento, mas também, de alegria.
Escrevi tudo isso para chamar a atenção para uma realidade: "Na minha denominação batista há um "inchaço" de candidatos ao ministério pastoral, mas não ocorre tal fenômeno em relação a missões". Naturalmente que Deus continua chamando pessoas  para a obra, mas a porcentagem dos que servem em missões é pequeníssima.
Sei perfeitamente que Deus pode chamar alguém para um local específico ou até mesmo numa igreja local, mas acho que cada candidato pastoral devia cogitar a possibilidade de ir para o campo missionário. E cada pastor de igreja podia considerar a possibilidade de realizar missões.
Conheço centenas de pastores-membros que ficam, literalmente, sentados nos bancos nas igrejas, porém, não realizam nenhum trabalho evangelístico. Nesse caso, são portadores de títulos pastorais. No entanto, não são pastores de fato.
Ouvi certa vez um pastor renomado no Brasil afirmar que ele não teve um chamado "dramático" e que não sabia dizer com precisão o momento de sua chamada. Contudo, o seu ministério ao longo de mais de quarenta anos não deixa dúvida quanto ao chamado de Deus. Sofia Muller deixou Nova Iorque e serviu os indígenas do Amazonas. Em resposta ao interlocutor disse certa vez sobre o chamado: " Não tenho um chamado. Entretanto, tenho bem claro uma ordem!". Ela, verdadeiramente não precisava de tal chamado, pois tinha uma ordem (ir pregar o evangelho e fazer discípulos). A obediência da parte dela ao Senhor Jesus fez uma enorme diferença entre os indígenas.
Naquela ocasião não pude ir ao campo, porém, dois anos depois realizei tanto o meu sonho quanto o de Deus. Afinal, Deus tem um coração missionário!
Aprendi que o mais importante é fazer algo que valha a pena, que tenha um real significado dentro do propósito divino. Kierkegaard sintetizou bem o assunto: “A questão é entender a mim mesmo, para ver o que Deus realmente quer que eu faça; a questão é achar uma verdade a qual é verdadeira para mim, achar uma ideia para a qual eu possa viver e morrer". 

quinta-feira, 19 de março de 2015

A Missão Tridimensional da Igreja

Você sabe qual é a Missão da Igreja?
O Dr. Pr. Lourenço  Stélio Rega fala em uma missão tríplice: missão para Deus; missão para o mundo; missão para si mesma ( Igreja). 
Como é evidenciada a Missão? 
Missão para Deus demostrada para a adoração.
Missão para o Mundo demostrada pelo evangelismo, missões e ação social.
Missão para si mesma demostrada pela comunhão, serviço e discipulado. 
Com base em vários textos bíblicos ( 1 Coríntios 10.31; Hebreus 10.25; Mateus 28.19,20; Efésios 4.11,12; Gálatas 6.1-10; Atos 2.42-47, 32; Romanos 12.8; 1 Coríntios 12.28) mostra-se que algumas atividades da igreja são contínuas, tais como: adorar a Deus, admoestar os crentes quanto à vontade de Deus, ensinar aos crentes, capacitar os crentes para uma vida frutífera e operacional, dar assistência aos crentes materialmente e espiritualmente, promover comunhão, proclamar o evangelho, ação social, etc.
As tarefas mencionadas não são opcionais. A igreja é a comunidade do povo de Deus. Em seu ambiente cada crente em Jesus desenvolve sua vida para viver para o serviço ao próximo e a glória de Deus. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Três Perigos

Conheço alguns missionários que servem em missões transculturais. Admiro-os muito e tento imitá-los, também. 
Entre todos os que atuam no cenário evangélico mundial o que mais admiro é o Rev. Ronaldo Lidório. É um dos missionários mais completos que há na atualidade. Deus agraciou o irmão presbiteriano com alguns dons essenciais na obra missionária, os quais tem sido desenvolvidos à serviço do Reino.
Há em missões um tripé que é indispensável para um trabalho profícuo: missiologia, antropologia e linguística. E o Ronaldo Lidório utiliza as três ferramentas no campo transcultural. 
Após a menção honrosa, agora sim, cito os três perigos que o Ronaldo alertou a igreja nordestina, num congresso quando afirmou o seguinte:
"Vejo três grandes perigos, no Brasil, em nossa presente missiologia... Resultados substituírem o caráter no perfil do obreiro, capacidade humana substituir a procura por dependência de Deus e estratégias substituírem a motivação bíblica para a obra missionária".
Se os perigos descritos não forem "controlados" vão conduzir a igreja evangélica a ocorrências prejudiciais e nocivas na próxima geração. O alerta foi dado.

terça-feira, 17 de março de 2015

Campo missionário, apenas reflexo da igreja local (enviadora)

Infelizmente foi desenvolvido em nosso meio evangélico uma teologia mais pragmática, estratégica e humanista, conforme relatou acertadamente o Rev. Ronaldo Lidório, no que tange ao chamado, em detrimento do conteúdo bíblico mais enraizado.
Em muitos casos o que a igreja leva em consideração são resultados numéricos, muitas vezes fruto de relatórios "camuflados". Quantos dados divulgados na igreja são irreais!
Geralmente a igreja  local diante de um relatório tido como pouco expressivo ignora o caráter, o esforço, a dedicação e a fidelidade do obreiro às Escrituras frente ao desafio hercúleo de servir num campo transcultural, quase sempre desprovido de recurso básico para desenvolver um projeto na comunidade.
O que a igreja não pode deixar de ter é a centralidade de Deus na missão, pois agindo desta forma perderá a direção divina e as motivações corretas para o trabalho missionário.
Temos visto várias coisas nocivas dentro da igreja que são produzidas pelos distúrbios humanos e carnais. O triunfalismo no cotidiano da igreja que exige resultados imediatos em lugares que requerem paciência e atuação em futuro não próximo. O narcisismo que  converge a missão da igreja ao redor de personalidades eclesiásticas e não em torno do Senhor Jesus. O hedonismo que dá origem a vocacionados dispostos a trabalhar  desde que este trabalho supra suas necessidades e expectativas pessoais, descartando completamente o conteúdo do sofrimento e da cruz. Desta maneira percebe-se que a mazela eclesiástica é vivida no campo missionário. O campo reflete a igreja.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Fator Determinante

Há pessoas que serviram num contexto transcultural ora num local geográfico, ora noutro. O chamado de cada um continuou o mesmo, apenas o que mudou foi a posição geográfica.
O que eu percebo que apesar de uma pessoa ter um chamado para um local especifico, isto não é determinante para a atuação missionária.
É o dom espiritual que vai ser determinante. Por exemplo, seu possuo o dom de ensino posso utilizá-lo em Nova Friburgo, São José dos Campos, Angola ou qualquer outro lugar. Desde é claro, que busque uma capacitação adequada para desempenhar o dom espiritual nos contextos diversos. Parece-me, portanto, que o aspecto mais importante não é o geográfico, mas o funcional.

domingo, 15 de março de 2015

Onde vou servir como missionário?

Na década de 90 certo obreiro disse que na capital do Quênia, Nairóbi, a pessoa esbarrava em um missionário a cada esquina.
Teve um período que a maior parte dos missionários enviados para o continente africano queriam ir apenas à parte de fala inglesa. Era muito difícil conseguir obreiros para a parte portuguesa.
Olson diz que se tivermos a escolha, a não ser por razões de força maior, o missionário deve escolher o lugar onde a necessidade é maior.
O que temos visto é uma tremenda desigualdade na distribuição dos missionários. Por isso, tenho certeza que Olson atingiu em cheio o âmago da questão: o local onde a exigência é maior.

sábado, 14 de março de 2015

Eis, uma grande necessidade: Preparo Missionário

Depois que iniciei um curso de pós graduação em missiologia passei a consultar algumas agências enviadoras de missionários ao redor do mundo. Além de "vasculhar" os sites conversei com inúmeros obreiros sobre a capacitação missionária oferecida, também.
Verifiquei que temos ótimas agências missionárias, porém, algumas oferecem um preparo missionário inadequado para o tamanho da responsabilidade em proclamar o evangelho no contexto transcultural. No caso, algumas coisas devem ser revistas. E constatei ainda, que algumas destas não fazem mais coisas e melhor por não ter recursos financeiros suficientes. Portanto, não é uma questão de boa vontade, mas porque os recursos são parcos. 
Uma  determinada agência enviadora tem um curso muito simplório. É um preparo de missões versão "miojo". E apesar disto, envia um bom número de obreiro, mas com pouca capacitação missiológica.
Conversei há cerca de um ano com uma candidata à missões transculturais, cujo destino dela  era o continente asiático. Aconselhei-a sobre algumas áreas específicas, mas na ocasião a moça cristã não deu atenção devida para o que foi dito. Confesso que após a orientação fiquei bastante preocupado e fiquei em oração. Alguns meses depois obreiros foram enviados pela agência e, pela graça e misericórdia de Deus, aquela jovem não seguiu para o campo. A direção entendeu que ela devia se preparar um pouco mais e que ainda não era a sua hora.
Diante do exposto qual o tempo de preparo adequado? Quando tempo deve durar um curso de missões para um candidato à obra ser enviado para o campo? Nesse assunto, penso que não tem um tempo fixo determinado. Agora, cada caso é um caso. Tem que ser visto caso a caso. Algumas pessoas vão precisar de menos tempo , outros mais. 
O candidato à missões tem que assimilar que o tempo de preparo é antes do envio. Quando estiver no campo terá pouco tempo pois a demanda é enorme. Então, prepare-se bem e bastante, pois é sumamente importante.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Três condições imprescindíveis de um missionário

Centro Integrado de Educação e Missões, ano de 2013. O local era a capela onde aguardava ansioso pela palestrante Drª Barbara Burns, missionária americana radicada no Brasil desde 1969. Até aquele momento só tinha lido livros de sua autoria e assistido vídeos de entrevistas daquela serva de Jesus Cristo. O tempo passava. Finalmente a professora Barbara começa a falar sobre algumas condições de um missionário. A primeira delas não sai até hoje de minha mente: conversão genuína. 
O missionário deve ser alguém regenerado pelo Espírito Santo. A vida precisa evidenciar o fruto do Espírito que é uma marca incontestável da sua nova natureza.
A segunda condição é a santidade. Não refiro a uma vida  de perfeição, mas santa. Sem a santificação nenhum candidato de missões pode cogitar ir para um campo missionário.
E a última é uma condição de servo. Se não tiver o "espírito" de servo não pode realizar a obra missionária em nenhum lugar. 
As condições mencionadas de forma sucinta são indispensáveis para cada missionário atuar num mundo hostil, que jaz no maligno.

Tem coisa que não entendo...

Tem muita coisa nesta vida que eu não compreendo. Penso até que muitas delas é devido a minha própria ignorância. De qualquer forma não consigo conceber na minha mente algumas coisas.
Não entendo quando uma igreja evangélica ao realizar o evangelismo numa outra localidade  denomina-se de "missões". Detalhe, a mesma ação evangelística feita, por exemplo, em outro estado da federação brasileira é chamada de missões, porém, na comunidade onde a igreja está inserida é chamada de evangelismo.
Outra coisa que não entendo é o fato de alguns missionários brasileiros serem enviados para um campo transcultural, mas ao chegar lá comportam-se como "estrangeiros". Nesse caso, a comida é muito parecida com o seu país natal; a roupa utilizada é a mesma que era utilizada no Brasil; a casa é um pequenino "pedaço brasileiro" semelhante pelo menos internamente com a casa que vivia antes. Enfim, não se identifica culturalmente e nem se interessa em aprender a língua ou o dialeto do povo, mas ao retornar ao país para divulgar o trabalho usa o tempo todo roupas típicas e ainda faz questão de entoar um "corinho" na língua nativa.
Tem muita coisa que não entendo, mas por enquanto deixa pra lá....

Meus Projetos

Tenho dois projetos para o ano de 2015. Careço de oração em ambos. E no segundo de parcerias.
O primeiro é iniciar a dissertação do mestrado em missiologia. Pretendo completar o curso e ter o título de mestre na área somente com o intuito de servir as igrejas e as agências missionárias. O meu objetivo é trabalhar no campo transcultural com os indígenas. Paralelamente tenho dedicado-me aos estudos antropológicos e linguísticos. 
O segundo projeto é conseguir parcerias para viabilizar um serviço de curto prazo, de agosto à novembro, lecionando num instituto bíblico para indígenas convertidos. São índios de três etnias que estão se preparando melhor para comunicar o evangelho entre os respectivos povos. Servirei como missionário voluntário.
E-mail para maiores informações: pr.gustavoluiz@yahoo.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2015

Qual a sua motivação para realizar a obra missionária?

Participei de várias conferências missionárias sobre os trabalhos transculturais realizados no Brasil e no Mundo. Fui a outros congressos de missões, também. Em ambos os eventos sempre era utilizados vídeos para de alguma forma motivar as pessoas deixarem a sua parentela e dedicarem à obra missionária em outros locais. Sei muito bem que o recurso audiovisual é importante, porém, algumas vezes na utilização do vídeo havia uma “apelação” ao invés de apelo. Os vídeos motivacionais têm o seu lugar dentro da medida certa, mas qual deve ser a motivação para fazer discípulos?
Em dois mil e oito deixei a igreja, o emprego, o lar aconchegante, os pais e fui junto com a família servir numa área enorme dentro da segunda maior reserva de mata atlântica do Estado do Rio de Janeiro. Cheguei à região inóspita com a “cara e a coragem” com a finalidade de apregoar o evangelho de Jesus Cristo.
Apesar do desafio hercúleo vi pessoas rendendo-se aos pés de Jesus, recebendo-o como Senhor e Salvador. Outros poucos descendo as águas batismais. Servi aos moradores em várias áreas, porém, dando sempre prioridade a proclamação do evangelho. Uma senhora partiu para a eternidade, vítima de uma doença tida como incurável. Nesse caso, o câncer corroeu o seu corpo, mas não a sua alma. Ela aceitou a Cristo como Salvador e poucos dias depois da decisão foi morar com ele nos céus.
Não podia permanecer somente ali e por isso fui fazer um trabalho evangelístico e social num município com cerca de trinta mil habitantes. Nesse lugar também servi ao Senhor Jesus com os meus bens, talentos e dons. Compartilhei com os necessitados e os amei profundamente. Dediquei-me a auxiliar as pessoas tanto na área espiritual quanto material. Vi pessoas desviadas retornando para a igreja de Cristo. Outras o aceitando e submetendo ao batismo. Vi lares antes desunidos viverem harmoniosamente. Enfim, vi o Senhor agindo através de minha vida. Quanto privilégio ao servir ao Senhor Jesus!  E quanta felicidade em vê-lo reconhecido e exaltado.
Durante seis anos tive algumas decepções, lágrimas tanto de alegria quanto de tristeza, sofrimentos, desafios enormes, lutas constantes, vitórias (todas creditadas ao Senhor Jesus).
Qual a minha motivação nisso tudo?   O amor a Cristo. Por amor a Jesus permiti ser “gasto” neste mundo numa vida de serviço e dedicação aos outros. E, você, qual a sua motivação?

quarta-feira, 11 de março de 2015

Tarefa Missionária

Resultado de imagem para foto de pregação do evangelhoAndrew Kirk afirmou que quando a igreja deixa de realizar a obra missionária ela não deixou de cumprir apenas uma de suas tarefas, deixou de ser igreja, pois a natureza dela é missionária.
Apesar de a igreja apregoar que evangelismo e missões são tarefas importantes pouco do orçamento é direcionado para a obra missionária.
A igreja cristã deve investir em missões de maneira séria e responsável e, sobretudo em obediência ao Senhor Jesus. Não se verifica um empenho no que tange a tarefa missionária por meio da igreja local diante da necessidade urgente da proclamação do evangelho em todo o mundo. Tenho visto que para muitas igrejas, missões não passam de uma vaga e supérflua contribuição financeira a alguma agência ou junta missionária. Isso torna a grande comissão em a grande omissão da igreja. Demostrando desta forma a visível desobediência ao mandato de Jesus. Penso que a igreja local deve ser submissa ao Senhor Jesus, de fato. É perceptível em muitas igrejas que não tem dado ouvido à voz do Espirito Santo.
A terceira maior igreja evangélica do mundo, a brasileira, contribui em média US$ 1,30 per capita na obra missionária. Ou seja, cerca de quatro reais e dez centavos por membro. Isso mostra que a igreja no Brasil está num sono profundo e, apesar de em alguns momentos parecer despertar, logo depois volta a mesma condição.
Oswald J. Smith disse: "Ninguém tem o direito de ouvir o Evangelho duas vezes, enquanto houver alguém que nunca ouviu uma única vez.

terça-feira, 10 de março de 2015

Eu, um missionário...

Quando era adolescente, após ouvir um testemunho de uma missionária da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira, decidi que seria um missionário.
Assim que conheci a Ester, então namorada em 1996, disse-lhe que tinha o ideal de servir as pessoas.
Depois que assumi o ministério pastoral (2008) lancei-me de corpo e alma em missões. Permaneci no campo por cerca de seis anos. Fazia as coisas com paixão e sem nenhum apego material. Aprendi a compartilhar no campo missionário e desenvolvi o dom da hospitalidade recebendo centenas de pessoas em minha casa.
Passei a amar as pessoas e aprendi amar socialmente, também. Amava o povo da localidade e nela servia com os meus bens, talentos e dons. Entendia que tudo que eu tinha em mãos era do Senhor Jesus e por isso colocava à serviço do Reino. Nunca nesse período busquei status social/denominacional ou agi por interesse pessoal. Levava sempre em consideração a necessidade espiritual e material das pessoas.  Literalmente, fui um servo de Jesus entre as pessoas.
Num determinado momento alguns irmãos em Cristo considerava-me um herói. Era bastante admirado por muitos, mas pouco imitado pelos mesmos.  A maioria não queria viver uma vida simples e, pasme o leitor, de serviço ao próximo e abnegação. Descobri mais adiante que tinha verdadeiramente um herói no campo missionário: Deus.
Dependi unicamente de Deus e sei o que é viver pela fé. Há quase um ano dedico-me a duas tarefas: uma remunerada numa empresa a fim de sustentar a família e a outra tarefa gratificante que é a dissertação de mestrado em missiologia. Ano que vem pretendo dedicar- me integralmente mais uma vez num contexto transcultural.
Houve um tempo que eu achei que o campo missionário precisava de mim. Hoje, sei que eu é que preciso do campo missionário.
Confesso, para espanto de alguns, que não tenho uma chamada específica. O que eu tenho é uma ordem de fazer discípulos. Portanto, quero apenas agradar ao meu Senhor Jesus.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A Imputação do Pecado de Adão à Posteridade

A Bíblia ensina que o homem foi feito à imagem de Deus (Gênesis 1.27). Esta semelhança tem duas significações, a saber, natural e moral.
Pecado no sentido mais amplo do termo é o estado mau da alma ou da personalidade. O resultado deste estado são os atos pecaminosos.
O pecado é o maior e o mais terrível inimigo da alma humana. O pecado sempre destrói e nunca edifica.
A Bíblia ensina que, ao cair Adão, caiu com ele toda a raça (Romanos 5.12). No entanto, surge uma pergunta inquietante: Porque os pecados de Adão passaram à sua Posteridade? Temos que estudar a conexão entre pecado de Adão e o pecado da raça.
Ensina-nos as Escrituras sagradas que a transgressão de Adão constituiu a todos os seus descendentes em pecadores. Em Romanos 5.19 temos a seguinte expressão: “Porque, como pela desobediência de um só homem. Muitos foram feitos pecadores...”. Deus criou somente uma raça humana e Adão era o primeiro homem, e constituía, portanto, a raça humana naquela ocasião. Por isso, quando ele pecou e caiu, a raça humana caiu também com ele. Quando se fala da imputação do pecado à sua posteridade, quer-se dizer que Deus reconhece o homem como responsável por uma coisa que realmente lhe cabe.

Teoria de Armínio:
Segundo esta teoria, todas as pessoas nascem destituídas de justiça original e, portanto, estão expostas à morte. Por causa desta enfermidade da alma, propagada por Adão, ninguém é capaz de obedecer a Deus sem o auxílio seu. Quando a raça caiu, todos caíram com ela, de maneira que não há possibilidade de o homem levantar-se, senão com o auxílio divino. Mas, segundo esta teoria, o homem não é responsável por este estado mau de desobediência a Deus, isto é, os descendentes de Adão não têm culpa na sua queda, porém, mesmo sem culpa, herdaram esta incapacidade de obedecer a Deus. Por isso Deus deve a cada indivíduo, em nome da justiça, uma influência especial do Espírito Santo, de modo que o homem possa vencer essa incapacidade de obedecer-lhe. Ensina esta teoria que o indivíduo deve ter a mesma oportunidade que teve Adão, de decidir-se ao lado de Deus. Porém, por causa da queda, o homem não tem a mesma oportunidade que Adão teve. Os seus descendentes têm que lutar com as desvantagens herdadas do próprio Adão. O indivíduo não tem culpa disso, portanto, deve receber de Deus uma influência que anule esta desvantagem.
Já se vê que, conforme os ensinamentos desta teoria, o pecado da raça não envolve culpa. Não há, pois, razão alguma de o homem estar condenado, antes mesmo de praticar o mal. Assim sendo, Deus imputa o pecado de Adão ao homem só quando ele voluntariamente peca contra a Sua vontade.

Teoria Congregacionalista:
Esta teoria ensina que os homens nascem naturalmente corrompidos. E a prova disso é que ao chegarem à idade de discernir o bem e o mal, praticam atos contra a vontade de Deus. A esta natureza corrupta, que o homem herdou da raça, pode chamar-se pecado, porque conduz o homem ao pecado, mas realmente não o é. Pecado, segundo esta teoria, está no ato voluntário contra a lei e contra a pessoa de Deus. Segundo esta teoria, o que herdamos de Adão é apenas uma tendência para o pecado, uma tendência para a morte. Por isso Deus imputa ao homem somente os atos pecaminosos que o indivíduo pratique, e não o pecado de Adão quando este ainda representava a raça. Conforme acabamos de ver dos ensinos desta teoria, não herdamos de Adão o pecado nem a morte, visto que essa natureza corrompida e a morte física não são resultado, pena ou consequência do pecado de Adão. Estas coisas revelam apenas a ira de Deus contra a transgressão de Adão.

Teoria de Condenação por contrato:
Segundo esta teoria, Adão foi constituído por Deus o representante da raça. E este representante da raça fez com Deus um contrato, nas seguintes condições: Se o homem fizesse o bem, receberia a vida eterna; porém, se fizesse o mal. Deus lhe daria a morte eterna. Sabemos que Adão não fez o bem, e daí Deus fez que cada um dos seus descendentes herdasse a natureza corrompida. Segundo esta teoria. Deus imputa imediatamente a culpa de Adão à posteridade.

Teoria de Agostinho:
A teoria de Agostinho ensina que Deus imputa o pecado de Adão, imediatamente, à sua posteridade por causa da relação orgânica e vital entre Adão e os seus descendentes. Por ocasião da queda, a raça era Adão e Adão era a raça. No ato livre de Adão, a vontade da raça revoltou-se contra Deus. A raça humana pecou e caiu, e o pecado de Adão era o pecado da raça. Deus reconhece-nos pecadores, membros da mesma raça humana decaída, por se haver revoltado contra ele. A raça, que era a unidade no começo da sua existência, pecou e caiu, e, naturalmente, todos quantos dela descendem nascem com uma natureza corrompida, isto é, debaixo da condenação de Deus, porque toda a raça estava condenada. E, não obstante estarmos tão distantes de Adão quanto ao tempo, somos filhos dele tanto quanto o eram os seus primeiros filhos. Não há duas raças humanas, e, sim, uma só, que caiu, e da qual fazemos parte. Quando se diz, pois, que Deus imputa a nós o pecado de Adão, afirma-se que Deus reconhece a nossa íntima relação com Adão, assim como também reconhece o estado moral em que nos achamos. Esta teoria baseia-se nas Escrituras, e é aceita pelos batistas.

domingo, 8 de março de 2015

Instrução Religiosa

Era membro de uma igreja. Estava comprometido com algumas funções e cargos eclesiásticos. Desempenhei num determinado ano a função de introdutor ou recepcionista.  Numa reunião prévia fui orientado por uma irmã piedosa da seguinte forma: “você precisa tratar bem o visitante para que ele possa voltar mais vezes”.
Hoje, independente de o visitante voltar ou não para assistir uma programação na igreja eu recebo-o bem, porque gosto de gente. Eu trato-o bem, porque ele também é feito a imagem e semelhança de Deus e disso decorre a sua dignidade.

sábado, 7 de março de 2015

"Isca Evangelística"

Isca é uma espécie de engodo que os pescadores põem no anzol para pescar. Pode ser um pedaço de febra de bacalhau; tira de fígado temperado e frita. É um chamariz que se coloca no anzol para atrair o peixe.
A “isca religiosa” é uma forma figurada de algo que sirva para atrair alguém. É uma prática frequente no meio evangélico. Eu mesmo já utilizei algumas “iscas” para atrair pessoas, evangelisticamente falando. Não as uso mais. 

"Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino".

sexta-feira, 6 de março de 2015

Amor Social

A igreja local precisa aprender a amar socialmente. A frase inicial eu ouvi da missionária Braulia Ribeiro em um congresso de missões.
A igreja local precisa aprender amar o bairro. Precisa aprender a amar o município, o estado e o país. Ela precisa amar o povo!
Jesus de Nazaré ama gente. E a igreja precisa gostar de pessoas, também.
Eis, a necessidade da igreja: amor social.  

quinta-feira, 5 de março de 2015

Impacto Evangelístico (?)

Impacto é uma impressão muito forte. É justamente isso que as igrejas pretendem ao realizar um impacto evangelístico num determinado local.
Por quase seis anos no campo missionário fiz parcerias com várias igrejas com o objetivo de evangelizar as pessoas nas localidades onde eu atuei. Parecia ser de muita valia, mas com o passar do tempo mostrou-se ineficaz como estratégia evangelística.
No campo missionário morava eu, esposa e minha filha, ainda pequena. A família missionária tinha sustento por parte da agência enviadora, porém, não tinha recursos humanos e financeiros suficientes para realizar e manter um trabalho profícuo.
Quando se fechava uma parceria sentia-se  uma alegria enorme, porque, ninguém mais do que a família missionária queria ver o trabalho desenvolver de modo saudável e bíblico.
No dia do impacto evangelístico era tudo muito bom. E consequentemente tinha uma repercussão tremenda na comunidade.
Passado aqueles dias de impacto evangelístico tudo voltava a ser como era antes. Pior, não havia “estrutura” para continuar àquilo que tinha sido oferecido durante dias e em algumas vezes, a semana inteira!
Ressalto alguns aspectos positivos nos impactos evangelísticos: era gratificante ver crentes de faixas etárias diferentes, juntos, realizarem a obra de Deus. Tinha muito esforço, responsabilidade e criatividade envolvidos no projeto evangelístico. A igreja enviadora saia de suas quatro paredes. E cumpria desta forma o IDE de Jesus. Além disto, empregava recursos humanos e financeiros em prol do Reino de Deus.
Agora, alguns aspectos negativos: durante o evento realizado havia bastante "euforia", interesse e motivação com a comunidade “alvo”, mas, após a partida do campo missionário por parte da igreja não demostrava-se a mesma atitude. Pouco contato era mantido posteriormente e por fim, não tinha mais nenhum tipo de relacionamento. 
Deixo claro que o fato de eu não ter tido êxito com os impactos evangelísticos não invalida a prática destes. 
No entanto, ao invés do Impacto Evangelístico sugiro que a igreja local faça o trabalho de “plantação” de igreja. Plantar igreja é muito mais vantajoso e benéfico para a comunidade “receptora”. Certamente o resultado deste investimento (humano e financeiro) vai ter um retorno muito mais duradouro e consistente. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Pacto de Lausanne

Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.

1. O Propósito de Deus
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

2. A Autoridade e o Poder da Bíblia
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se ofereceu a si mesmo como único resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e os homens. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como “o Salvador do mundo” não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

4. A Natureza da Evangelização
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

5. A Responsabilidade Social Cristã
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

6. A Igreja e a Evangelização
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

7. Cooperação na Evangelização
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua efetividade como parte da missão da igreja.

9. Urgência da Tarefa Evangelística
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

10. Evangelização e Cultura
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

11. Educação e Liderança
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

12. Conflito Espiritual
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes à aceitação do mundanismo em nossos atos e ações, ou seja, ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. Tudo isto é mundano. A igreja deve estar no mundo; o mundo não deve estar na igreja.

13. Liberdade e Perseguição
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem quaisquer interferências. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que têm sido injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Nós não nos esquecemos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável.

14. O Poder do Espírito Santo
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

15. O Retorno de Cristo
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a ideia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

CONCLUSÃO
Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!
[Lausanne, Suíça, 1974]

terça-feira, 3 de março de 2015

Pais espirituais ou irmãos espirituais?

Sou casado com Ester de Freitas. Tenho dois filhos com ela: a Caroline (13 anos) e Gabriel (1 mês de vida). Sou pai deles e sempre serei. Não deixarei de sê-lo, nunca.
Durante um bom tempo na minha peregrinação eclesiástica cheguei a pensar que seria para sempre pai espiritual de alguns homens e mulheres que foram conduzidos à salvação. Eu considerava-me “pai vitalício”: uma vez pai espiritual, sempre pai espiritual. Aprendi com Paul Hiebert que estava equivocado.
Hiebert disse que um papel particularmente difícil de lidar é o do “pai espiritual”. De um lado, o missionário é o “pai” ou a “mãe” que conduz as pessoas à Cristo e implanta uma nova igreja. Do outro lado, ninguém deseja ser tratado como criança para sempre.
Stanley Jones ressalta que o relacionamento de muitos missionários pioneiros com seus convertidos deve passar por vários estágios. O primeiro é o da dependência. No começo o missionário tem a responsabilidade pelo crescimento dos convertidos. No entanto, depois os “filhos espirituais” devem caminhar por sua conta e aprender o segundo estágio que é a independência. Somente depois de terem estabelecido sua identidade pessoal podem mudar para o relacionamento de interdependência.
Com base nisto, vejo que por um período fui “pai espiritual” de alguns, porém, não permaneço, pois hoje, são meus irmãos na fé.  
O perigo para nós (missionários) é manter um papel paternal por muito tempo por medo de acontecerem coisas erradas. Outra coisa, o objetivo é aprendermos trabalhar em igualdade com aqueles que uma vez foram nossos dependentes.
Pais espirituais ou irmãos espirituais?  Os três estágios de Jones pode nos ajudar a entender nosso relacionamento com cristãos individualmente, mas também o relacionamento da organização missionária com a igreja local.
Ao estudar um pouco o assunto trazido à tona por Paul Hiebert entendi que o relacionamento começa com uma dependência, mas deve logo amadurecer para a independência e finalmente para a interdependência.

segunda-feira, 2 de março de 2015

JUVEP 2015


Temos a alegria de informar a respeito do Congresso Juvep 2015, evento que acontecerá nos dias 02 a 04 de abril (semana da Páscoa), no Espaço Gospel em João Pessoa-PB, e que terá como tema O Triunfo da Mensagem da Cruz, o Evangelho e a Evangelização.
Num esforço especial estamos trazendo ao Congresso um dos principais líderes de missões da Europa, autor de vários livros, alguns disponíveis às igrejas brasileiras, Dr. Johannes Reimer, ex-ateu e ex-militante do comunismo, alcançado pela graça de Deus. Também estará conosco o médico-missionário americano e líder de um grande trabalho missionário de transformação social na China, Dr.  Rob Chelley. Completarão o time de preletores das principais plenárias o teólogo e pensador cristão, editor da Editora Vida Nova, Jonas MadureiraDr. Russell Shedd e Dra. Barbara Burns (ambos dispensam apresentações, apesar da grandeza no Senhor, para a igreja brasileira).
Nossa programação constará de encontros de líderes, mulheres e jovens no período da manhã, cursos e seminários nas tardes e culto de celebração no período noturno.  No congresso também haverá uma área de estandes com a presença de várias organizações missionárias.
A entrada no congresso é gratuita com exceção dos cursos oferecidos no período da tarde. Para os congressistas que vêm de outras cidades e Estados, estamos com uma parceria com um hotel que está oferecendo preços diferenciados para os participantes do congresso.
Gostaríamos de contar com as suas orações e a sua presença, bem como, apoio na divulgação.
Atenciosamente, no amor de Cristo
Coordenação do Congresso
Maiores Informações: http://juvep.com.br/congressojuvep/
congresso@juvep.com.br                       Telefone: 83 3248.2095