segunda-feira, 18 de maio de 2015

Meus medos...

Quando menino morava numa chácara. Havia um casarão enorme que era a sede e outra onde eu vivia. A casa que eu morava era velha e com um aspecto sombrio. Vivi nesse local até os oito anos de idade. Naquela época o folclore brasileiro permeava a conversa cotidiana. Por isso, morria de medo de alguns personagens folclóricos. 
Anos mais tarde, já em outra região do estado do Rio de Janeiro convivi com outro tipo de medo: perder a minha mãe. A saúde dela era débil. Inúmeras eram as internações hospitalares e por fim, um diagnóstico assustador: o médico deu apenas 100 dias de vida!  Eu ficava todos os dias ao seu lado chorando e rezando pela vida dela.
Hoje em dia não moro numa chácara e nem mesmo tenho mais a minha mãe, falecida há dois anos, mas tenho um novo medo. Tenho "medo" da atual igreja evangélica brasileira. O que deveria ser um motivo de orgulho, para mim, tem sido um motivo de preocupação e medo, também. 
Uma igreja onde muitos membros consideram-se superiores aos demais só pelo fato de serem crentes. Uma igreja cada vez mais nominal e sincrética. Uma igreja dita evangélica, mas que não apregoa uma mensagem verdadeiramente evangélica, isto é, bíblica. Uma igreja cada vez mais distanciada da Bíblia e dos valores do Reino de Deus. Igreja influenciada grandemente pela pseudo teologia, chamada de teologia da prosperidade.
Tenho medo desta igreja que está à ano luz da  dos ensinos de Jesus. 

Igreja

A igreja cristã deve ser relevante na sociedade brasileira.
Deve  ser agência de transformação e não apenas de mudança.
Ser uma instituição de ação pedagógica na comunidade. Ensina-se mudança comportamental, mas deve ir além, ensinar mudança de mentalidade. O objetivo é que haja transformação de consciência.
Deus deve ministrar na igreja evangélica brasileira. Tem muitas igrejas locais exuberantes, mas não são igrejas. Parecem igrejas, mas não tem essência de igreja.
A verdadeira espiritualidade da igreja não está em como ela busca a Deus, porém, em como ela conhece a Deus e busca o homem. O conhecimento de Deus revela a fé que ela tem.  
A glória da igreja não está em como ela se enche, mas em como ela se esvazia. Não é a forma de encher mais e mais os templos espalhados pelo país.

(Baseado na pregação do pr. Paulo Jr, Igreja Sal da Terra, Goiânia)

domingo, 17 de maio de 2015

Pregação

A pregação do evangelho é o meio pelo qual Deus chama o homem ao arrependimento ( I Co 1.21). E a pregação do evangelho consta de duas coisas, a saber: pregação e apelo.
Pregação: pregar é anunciar a verdade evangélica. É explicar ao homem o que a Bíblia ensina acerca das coisas essenciais a  salvação. É ensinar a verdade que há em Cristo Jesus.
Apelo: Outro elemento da pregação é o apelo que faz ao homem, tendo por fim induzi-lo a aceitar o evangelho e a viver de acordo com os ensinamentos de Cristo.
Tanto a pregação quanto o apelo deve ser feito sob o auxílio do Espírito Santo. 
O pastor Fausto Aguiar disse que sermão que não for bíblico não é sermão. A proclamação genuína do evangelho deve derivar-se das Escrituras! Portanto, não tem nada a ver com esse "evangelho" que tem sido apresentado em alguns canais televisivos. Temos visto na TV uma deturpação generalizada do evangelho de Jesus, infelizmente. As boas novas não tem sido apregoada na mídia ( e em muitas igrejas), com suas exceções.
Uma pregação clara, simples e bíblica parece em extinção. Temos ouvido muito blá blá blá e quase nada da Bíblia!   E no que tange aos dois elementos da pregação há quase um século, Langston disse algo que é atual: " que há pregadores que não passam de explanadores da Palavra de Deus e, às vezes maus explanadores; quando deviam não só explicar, como também apelar com veemência ao indivíduo a fim de induzi-lo a a aceitar a verdade cristã".

Recomendo os seguintes programas aos leitores:

*Programa Palavra e Vida da Igreja Presbiteriana do Brasil: sábado às 8:00hs na Rede TV e domingo às 11:45hs na Bandeirantes.

*Programa Reencontro, sábado às 8:00 hs na TV Brasil 

sábado, 16 de maio de 2015

Religião

Nesses dias li um artigo que afirmava que a religião é um mal necessário.  Não vou entrar no mérito da questão. Apenas deixar registrado de forma concisa seis necessidades sociais e psicológicas universais que a religião responde:
1- Psicológica- provê apoio, consolo e reconciliação.
2-Transcendental- provê  segurança, consolo.
3- Sacralização - legitima normas  e valores.
4- Profecia- critica normas e valores.
5- Identificação- nos informa quem somos. 
6- Maturação- marca a passagem do individuo pela sua própria vida e pela vida da sua sociedade.
A religião ensina o ser humano a submeter-se, reverenciar ou adorar o sobrenatural. É uma das instituições sociais encontradas em todas as culturas. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Conselho

Uma vez chamado por Deus o candidato a missões num contexto transcultural precisa compreender que é necessário algumas coisas:
Uma boa fundamentação bíblica e teológica fará diferença no campo. Antes, porém, o diferencial será na própria vida do missionário. 
O treinamento missionário é imprescindível, pois desta forma terão as ferramentas à serviço do Reino.
Já a capacitação missionária é uma ação de Deus. O missionário não pode fazer o trabalho sem a dependência divina.
De nada adianta fazer a obra de maneira apressada e afobada e sem as condições descritas. Antes de ir para o campo considere tais coisas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Hospitalidade

Em Hebreus 13.2  o autor alerta-nos a não esquecermos da hospitalidade, não apenas em relação aos irmãos em Cristo locais, mas igualmente em relação a irmãos visitantes de outras localidades. No contexto do verso em questão a hospitalidade fazia-se necessária por causa da falta de lugares públicos de hospedagem.
Segundo 1 Timóteo 3.2 o pastor deve ser hospitaleiro, isto é, receber bem as pessoas. É mais do que abrir as portas do lar para os convidados. 
É a habilidade especial dada por Deus para carinhosamente receber pessoas, especialmente estranhas, e ajudá-las a se sentirem bem-vindas e aceitas na família da igreja e em suas casas. 
D.A. Carson ao analisar o termo afirma que o pastor não deve ser um ermitão ou um monge, não deve ser alguém que sempre quer ficar isolado das pessoas. Acrescenta que não adianta ter um pastor que é um grande leitor de livros e um pensador disciplinado, mas que só ama a igreja em teoria, ao mesmo tempo que não suporta as pessoas. O ministério é algo ligado a tocar as vidas das pessoas, assevera. 
Outra observação relevante é a de  Matthew Henry quando  afirma que é estar pronto a recebê-los de acordo com suas habilidades, como alguém que não põe seu coração sobre as riquezas deste mundo e que ama de verdade a seus irmãos. 
Durante os seis anos no campo missionário a minha família teve a grata felicidade de hospedar centenas de irmãos em Cristo. Foram muitos grupos de cristãos que foram recebidos pela família missionária. Certa vez uma amiga e irmã em Cristo disse que a nossa casa parecia mais uma pousada!
Posso afirmar categoricamente que hospitalidade é, em suma, amor aos estranhos. É ser generosos para as visitas. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

De repente (...)

Eu, pastor batista, servindo no campo missionário.
Início do mês. Fui a agência bancária receber a prebenda ministerial.
Ao chegar na calçada do banco vi um pedinte e, propositalmente, passei de largo. Ignorei-o na chegada da agência bancária.
Feita a transação bancária, dinheiro no bolso, saí da agência, mas de repente aquele homem olhou dentro dos meus olhos e fez novamente um pedido.
Não tive como desvencilhar-me dele. Olhando dentro dos meus olhos pude entender a sua angústia, sua dor, seu sofrimento. Não podia mais fugir! Então, parei, conversei com ele e pude ajudá-lo dentro da minha possibilidade.
Não tem como fugir de alguém quando este encara você, quando olha fixamente dentro dos seus olhos. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

Teologia sistemática não faz mal a ninguém

Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, é o dito popular.
Tanto no púlpito quanto no campo missionário teologia sistemática também não faz mal nenhum. Ao contrário, traz benefício para o expositor das Escrituras como para os ouvintes dela.
Não se encontra na Bíblia uma teologia sistemática já feita e organizada, mas encontra-se fatos com os quais podemos organizá-la, dar lhe forma, sistematizá-la.
O objetivo da teologia sistemática não é criar fatos, mas descobri-los e organizá-los num sistema. 
Entre as teologias sistemáticas existentes recomendo dos seguintes autores: Augustus Strong, Louis Berkhof, Alister McGrath, Charles Hodge, Wayne Grudem, Erickson Millard, Lewis Chafer e Paul Tillich.  
A teologia sistemática é parte da história da Igreja e está indissoluvelmente ligada a ela. Pode contribuir para o esclarecimento de temas importantes da teologia, por isso torna-se imprescindível para todo pastor e missionário.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Constatação

Não quero ser pessimista. Tenho que ser realista. 
O que escrevo é nada mais do que uma constatação de minha parte. Caso desejar é só verificar em alguns ambientes eclesiásticos.
Vou numa igreja denominada batista e o pastor no momento da pregação lê o texto, esquece dele e não volta mais pra ele [texto]. Fala de várias coisas com aparência de "espiritualidade", mas não prega a Bíblia. Disse tanta coisa que acabou que Deus não falou nada, mediante a exposição ( que deveria ser bíblica).
Desta vez vou noutra igreja, chamada batista, o pastor auxiliar lê o texto bíblico, permanece nele durante uns 10 minutos, porém, depois começa falar sobre vários assuntos atuais de cunho escolar. Detalhe: o pastor em questão é professor secular e começa literalmente, a dar aula, naquele ambiente.
Ligo a televisão e sintonizo alguns poucos canais com programação, dita evangélica, porém assisto estarrecido  vendas de indulgências. A teologia da prosperidade está impregnada nas programações televisivas. É uma outra triste constatação.
Tenho em mente dezenas e, pasme, centenas de situações anacrônicas desta natureza. Entristeço-me com o cenário evangélico brasileiro atual. 
O momento é difícil. O evangelho de modo claro e cristalino é apregoado em poucos locais. O que vejo é um outro "evangelho", que não é de Deus.
Em meio a crise vejo pessoas dispostas a manterem-se fiéis as Escrituras e leais a Jesus Cristo. Parece-me que são poucos.
Nesse universo de cerca de 40 milhões de evangélicos no Brasil o nominalismo e o sincretismo permeia vasto terreno.
Que Deus tenha misericórdia do povo dele. Sim, tenha misericórdia de nós.

domingo, 10 de maio de 2015

Práxis Cristã

Na  década de 90 tomei conhecimento da existência de um livro da pena do pastor David Gomes - Teologia Prática I. Nunca li o referido exemplar da autoria deste saudoso pastor, que foi sem dúvida um baluarte da denominação batista. (tempo depois, li outras duas obras dele, ambas publicadas pela EBAR). 
No entanto, sempre tive necessidade de uma teologia mais prática. Uma teologia aplicável nas vidas das pessoas [e inclusive na minha própria]. 
As vezes ouvia uma pregação de assunto atual, mas sem relevância para a comunidade cristã. Outras vezes, escutava um mero discurso teológico sem praticidade alguma. 
Teologia sem a práxis cristã é pura ilusão. A  teologia deve está associada a vida de piedade, de serviço. Não foi por acaso que o apóstolo Tiago, provavelmente no ano 44 d.C, escreveu: " sede praticantes da Palavra e não simplesmente ouvintes, iludindo a vós mesmos" (Tiago 1.22).

Ps: Os livros publicados pela EBAR (Escola Bíblica do Ar) poderão ser adquiridos no site oficial da própria editora: http://www.ebaronline.com.br/

sábado, 9 de maio de 2015

Eu também vos envio...

E Jesus lhes disse mais uma vez: “A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, Eu também vos envio.” (João 20.21)
Gosto do Pacto de Lausanne. É um documento sumamente importante. Afirma que Deus tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. 
Jesus neste versículo se identifica com seu Pai. E fala aos seus discípulos para que difundissem as boas novas de salvação ao redor do mundo. 
Note bem, envia-os para sua missão mundial e sopra sobre eles o Espírito Santo. Não trata-se de uma missão meramente local. É uma missão abrangente. 
Outra coisa, a autoridade de Cristo não se limita aos pastores consagrados das igrejas, mas abrange todos os membros.
Fico triste ao ver muitas igrejas locais investindo tempo, dinheiro, talentos e dons, apenas dentro de suas quatro paredes. E algumas delas quando investem em missões destinam parcos recursos. 
No entanto, alegro-me em ver outras igrejas desempenhando um trabalho missionário, não como um apêndice, mas como parte integrante da missão de cada uma delas. 
Andrew Kirk disse que a igreja tem a natureza missionária. E se ela deixar de fazer missões, não deixa de cumprir uma de suas tarefas. Segundo ele, deixa de ser igreja. Então, quando uma igreja local não realiza a obra evangelística e missionária, ela não está doente, ela está morta. É um cadáver insepulto.
Que o mesmo Deus que nos tirou do mundo, envie-nos novamente a ele como servos de Jesus Cristo; leais a Jesus e fiéis as Escrituras. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Filho Predileto, Eu?

Teria Deus preferência por alguns filhos em detrimentos de outros?  Ou Deus ama seus filhos igualmente?
Tudo indica que Deus ama a todos de igual modo. 
Segundo Tomás de Aquino o amor de Deus é sua essência. Por isso, não ama mais uns do que outros.
Nesse mesmo sentido, Agostinho de Hipona diz que Deus não ama mais uns do que outros, pois ama a todos com um único e simples ato da vontade e sempre da mesma maneira. 
D.A. Carson na Conferência Fiel de 2013  apresentou o que ele chamou de “A Difícil Doutrina do Amor de Deus” mostrando as cinco formas em que a Bíblia fala do amor de Deus. Todavia, neste espaço tratei apenas de uma forma. O próprio Agostinho fala de um outro sentido de amor, que não foi mencionado aqui.  
O saudoso pastor Mauro Israel Moreira acometido por um câncer, disse certa vez, para  a igreja orar por ele. Acrescentou que se a igreja não visse a glória de Deus (manifestada na cura daquela enfermidade), ele é que veria a glória de Deus ( iria para o céu). E disse ainda: por quê não eu?  por quê outra pessoa pode ter câncer e eu não?  Deus não tem filhos prediletos!- asseverou.   
Deus não tem predileção. Ele ama você tanto quanto eu.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Oração

Alguém certa vez disse que a reunião de oração na igreja é semelhante ao dízimo. Ele referia ao fato de apenas uns dez  por cento da membresia participar dela. 
Na denominação que faço parte sempre ouvi falar da importância da oração, porém, eu mesmo nunca atentei para isto até que certo professor de seminário, ex- missionário da Junta de Missões Mundiais disse que Deus queria o meu tempo e atenção. 
Numa ocasião perguntaram a Madre Teresa de Calcutá sobre o que ela falava com Deus quando estava orando. Ela respondeu: Eu não digo nada. Eu só escuto. Novamente perguntaram: Então o que a senhora escuta Deus falar? A idosa cristã responde: Nada, Ele só escuta.
Aprendi a lição. E desde então, dedico mais tempo em oração. Descobri que oração é mais do que palavras. Eu que era tão "falativo" passei a ser mais contemplativo. Hoje em dia a oração não é um monólogo, mas um diálogo.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Agora é comigo...

Vivo e convivo no meio evangélico há cerca de 30 anos. Acompanhei diversos fatos nessas décadas. Alguns bons; outros, nem tanto. 
Nunca me envergonhei do Evangelho de Jesus. Todavia, já me envergonhei quer das minhas próprias atitudes [erradas] ou de outros crentes. 
Já fui muito crítico com a chamada igreja evangélica, e pasme, comigo mesmo. Nunca poupei-me de autocrítica.  
Atualmente, diante de um cenário [evangélico] nada animador mantenho em meu coração a esperança de dias melhores. E sinceramente, espero algo melhor a começar por mim.
Estava na aula de pós graduação em missiologia no CIEM e perguntei algo ao professor de uma das disciplinas e entre a resposta dele disse-me: " agora  é com você". Tremi na base. Como assim? Logo eu, uma pessoa tão falha e limitada, pensei. Passado alguns anos entre acertos e erros cometidos quer no campo missionário ou no ministério pastoral, parei e pensei, sim agora é comigo! Chamei a responsabilidade pra mim. Sei que o Senhor Jesus estará comigo todos os dias contanto que eu anuncie as boas novas e faça novos discípulos. Deus pode contar comigo. O meu maior prazer é agradar ao meu Senhor, fazer a vontade dele. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Consulta Nacional Povos Minoritários do Brasil


Informações Gerais

Consulta Nacional Povos Minoritários do Brasil acontecerá de 15 a 18 de junho de 2015 em Cabedelo, na grande João Pessoa, Paraíba, na sede da Missão Juvep.
É uma realização da Aliança Evangélica Pró-Indígenas do Nordeste, da Aliança Evangélica Pró-Quilombolas do Brasil, da Associação de Missões Transculturais do Brasil (AMTB), do Instituto Antropos e da Missão Juvep.
A Consulta reunirá vários líderes nacionais para tratarem da evangelização de cinco segmentos tradicionais menos evangelizados de nosso país: ciganos, indígenas do Nordeste, quilombolas, ribeirinhos e sertanejos.
A coordenação geral dos trabalhos da consulta será feita por Ronaldo Lidório

Objetivos
Alguns dos objetivos da Consulta Nacional Povos Minoritários do Brasil são:

1. Proporcionar aos participantes um panorama dos segmentos menos evangelizados;
2. Conhecer os principais desafios missionários envolvendo esses segmentos;
3. Discutir estratégias de evangelização em cada segmento;
4. Encorajar um maior envolvimento das organizações presentes com os menos evangelizados;
5. Estimular a cooperação e a mobilização missionária;
6. Promover integração entre os movimentos missionários e a AMTB.
7. 
Elaborar um documento com as contribuições dos participantes para ser compartilhado com a Igreja Brasileira.
Público Alvo

O público alvo da consulta são líderes denominacionais e de agências missionárias, plantadores de igrejas, professores de missões, pesquisadores, pastores, obreiros e missionários que estejam engajados ou queiram se engajar na evangelização dos segmentos que serão abordados na consulta.

Valor da Inscrição

O valor para participação na 
Consulta Nacional Povos Minoritários do Brasil será de R$ 205,00 (duzentos e cinco reais). Este valor inclui hospedagem econômica, alimentação e a taxa de inscrição.
Quem preferir pode optar apenas pela taxa de inscrição que será no valor de R$ 80,00 (oitenta reais). Nesse caso, não está incluído nem hospedagem e nem alimentação.

As vagas são limitadas.

domingo, 3 de maio de 2015

Mãos dadas

O casamento é algo fantástico!  Uma verdadeira benção de Deus para a humanidade. É um vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade.
Eu sou casado com Ester de Freitas e deste matrimônio tivemos a Caroline (13 anos) e o Gabriel ( 3 meses).  Ambos, frutos, portanto, deste relacionamento. 
Da mesma forma a missiologia e a teologia devem relacionar-se intimamente. É como um casamento, onde ambas as partes decidem  não apenas viver, mas conviver. Se isto acontecer frutos excelentes serão gerados nesta geração.
Tenho o hábito saudável de andar de mãos dadas com a minha esposa. Espero em Deus que tanto a missiologia quanto a teologia andem de igual modo.
Detalhe, no casamento não há espaço para ciúme, competição e rivalidade. É um espaço onde há companheirismo, respeito e cumplicidade.  

sábado, 2 de maio de 2015

Evangelismo

Evangelismo é falar o evangelho a qualquer um em qualquer lugar, especialmente aqueles em sua cultura. O evangelismo acontece mesmo quando ninguém se converte.
Algumas igrejas tem por hábito [saudável] fazer trabalhos evangelísticos e sociais em outros locais, normalmente apoiando uma igreja local.  Alguns denominam tais eventos como "Impacto ou Projeto" Evangelístico. 
Quando isso ocorre verifica-se uma equipe bem treinada e harmoniosa. Também constata-se que há uma boa infraestrutura. Inclusive a alimentação é servida em horários programados e em abundância para os participantes.
Na maioria das vezes o grupo é composto por jovens dispostos a dormirem em colchonetes e viver um período intenso de grande aventura. São dias gratificantes, sem dúvida, para cada participante.
Alguns pastores alegam que tais trabalhos são "missionários", mas no fundo são evangelísticos ( escrevi a diferença entre missões e evangelismo noutra postagem).
Outra coisa que verifiquei conversando e convivendo por diversos dias seguidos com os participantes  de  vários grupos, que geralmente a igreja local não realiza a mesma ação [ evangelística] no bairro onde está inserida. 
O evangelismo realizado pela igreja local não deve ser uma ação isolada e esporádica. É parte integrante da igreja. Deve ser uma coisa natural. Se não realizar o evangelismo não  falha em uma de suas tarefas, deixa de ser igreja. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Serviço Cristão

Iniciei a digitação com o único intuito de ser útil à igreja cristã. Confesso que tenho muita coisa a escrever, mas serei "misericordioso" com o meu dileto leitor não sendo, portanto, enfadonho. 
Comecei a minha jornada evangélica há mais de 24 anos. Lembro-me que desde o meu primeiro ano de vida cristã exerci função na igreja. Desempenhei diversas funções, diria: de tudo um pouco. Há 7 anos culminou com a função pastoral com a imposição de mãos por parte do presbitério.
Recordo-me que num determinado ano tinha numa igreja batista nada mais do que 7 cargos!  No todo, foi um período de bastante aprendizado, serviço, porém, de muito desgaste físico, emocional e espiritual.
Durante os meus primeiros anos ministeriais servi como pastor, missionário, professor de seminário, além de estudante em teologia na pós-graduação.
O serviço cristão é relevante para qualquer discípulo de Jesus. Com certeza há uma grande satisfação em servir à Deus e ao próximo. Todavia, o perigo enorme é o ativismo religioso. Todo extremo é nocivo. O excesso de atividades traz prejuízos em outras áreas da vida do crente. 
Algo importante no seio da igreja é reconhecer que Deus dá dons diferentes aos membros do Corpo de Cristo. Ora, entendo que eu não sou responsável pelo "dom" que Deus deu ao meu irmão ou a minha irmã em Cristo. Eu sou responsável pelo dom ( ou dons) que Deus me concedeu graciosamente. E aprendo que quando o outro não exerce o dom espiritual acaba gerando um dano a obra de Deus.
Outra lição é a de que todos são úteis na igreja e nela precisa desenvolver os dons espirituais. Portanto, não tem motivo para uma "elite" realizar a obra enquanto a quase totalidade da membresia fica de braços cruzados.  
Se cada crente em Jesus exercer uma função de acordo com o dom espiritual recebido da parte de Deus não terá espaço para ativismo religioso nem para ociosidade na igreja local.
Ainda bem que não aprendi isso tarde demais...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Paz

Uma ideia comum é a de que o Brasil é um país pacifico, pois não está em guerra com nenhum outro. Nesse caso,  a ausência de guerra é tida como paz.
Outro conceito negativo de paz é a ausência de problemas ou conflitos. Por isso, a sensação de tranquilidade e repouso é interpretada como paz, também.
A gente sabe que há anseio de paz em todo lugar do mundo. Mas o que é paz afinal?
No Antigo Testamento o termo hebraico shalon, é muito rico e amplo. A ideia é de um bem estar  em toda a existência cotidiana, um estado que é emocional, espiritual e existencial, simultaneamente. Significa uma realização plena que leva a pessoa a se sentir bem localizada, encontrada e ajustada, no mundo. 
Não importam as circunstancias exteriores Deus tem paz pra gente. Tudo está sobre o controle divino, inclusive nossa vida e destino. Tudo está nas mãos do Senhor.

sábado, 25 de abril de 2015

Salvação

Resultado de imagem para foto de salvaçãoA soberania de Deus relativamente à salvação do homem significa que é Deus quem toma a iniciativa da realização da obra. A iniciativa está com Deus e não com o homem. Se Deus não tomasse a iniciativa ninguém seria salvo.
A soberania de Deus, com respeito à salvação do homem é simplesmente a sua iniciativa, tomada em virtude da sua natureza, com o fim de salvar a humanidade.
A soberania divina não é apenas uma manifestação da sua vontade. É uma manifestação de todo o ser [de Deus] e não apenas da vontade divina.
A iniciativa de Deus na salvação não priva ninguém de salvar-se, porque ele visa à salvação de todos (João 3.16). Verdade é que Deus predestina que aquele que crê será salvo, assim como o que não crê já está condenado. É verdade também que predestinou o meio da salvação, um único meio, com exclusão de qualquer outro; mas Deus não predestinou os que haviam ou os que  não haviam de crer. Decretado está que todo aquele que crer será salvo, assim como o que não crer será condenado.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Missiologia, o que é isso?

Resultado de imagem para foto de missiologiaExistem várias definições de missiologia. Algumas são mais simples, por exemplo, é "a ciência ou estudo de missões". Outras são mais “substanciosas”, mais completa, tais como a de Orlando Costa que acerca de missiologia diz que é "a crítica sobre a práxis da missão que interpreta e questiona o passado e o agora da fé, buscando e se projetando para o futuro a fim de corrigir, fortalecer, suster ou totalmente mudar o desempenho missionário da igreja".
Uma definição sugestiva vem da parte de Verkuyl: "é o estudo das atividades salvíficas do Pai, Filho e Espírito Santo através do mundo, orientadas para trazer o reino de Deus à existência".
A missiologia é uma ciência interdisciplinar. Abrange disciplinas bíblicas, teológicas e históricas, a ética, a hermenêutica, a ciência da religião e ainda disciplinas seculares como a antropologia, a sociologia, a estatística e a comunicação. Ela emprega cada uma destas, a fim de refletir sobre a identidade e tarefas missionárias da igreja em dado momento histórico e cultural.
Depois destas definições surge outra pergunta: para que serve a missiologia?
Ela ajuda a igreja e o missionário a levar em conta o seu contexto missionário, de tal modo que o evangelho seja transmitido mais claramente em relação a audiência e mais fielmente em relação a Deus.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Esperança

A América latina foi alvo da ação evangelística por parte da igreja católica e dos protestantes no passado.
Atualmente vemos nominalismo, sincretismo e uma série de "ismo" dentro do cristianismo latino-americano.
Não obstante ao quadro recente tenho esperança numa América Latina conhecedora do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo. Uma igreja genuinamente evangélica cuja práxis seja coerente com os ensinamentos do Senhor Jesus. Sim, tenho esperança... 
Espero em Deus, pois aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o glorioso dia de Jesus. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Vocare



Ziel Machado com a mensagem final do #vocare2015 - "Deus não nos chama para lugares ideais, mas para lugares de obediência. Não existem vidas heróicas, mas vidas de obediência. Não se iluda com o cartão postal do seu campo missionário".

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Ore por mim, sim, ore...

Uma coisa é a função pastoral exercido pelo indivíduo. Outra coisa é a função missionária. No entanto, no campo missionário nem sempre o obreiro consegue separar bem as coisas. O serviço dele se fundi nas duas áreas descritas.
Quando fui para o campo missionário já era consagrado ao ministério pastoral. Confesso que muitas vezes  atuei mais como pastor do que como missionário. Isso acabou atrapalhando a ação missionária na comunidade. Hoje sei que devia servir com mais intensidade pelo viés missionário. Contudo, não posso ficar reclamando do leite derramado. 
Relendo o livro do professor Dr. Sebastião Lúcio - Crônicas Missionárias* , vejo a seguinte observação do autor: "O missionário, não pode ser, nem convém que seja, pastor de uma igreja local por muito tempo. Ou ele cumpre o seu chamado missionário ou finca raízes com um trabalho pastoral local. Em circunstâncias missionárias, o missionário tem de avançar. avançar sempre!". 
Será que apendi a lição tarde demais?  Respondo com um sonoro, "não". É possível a aplicação deste ensinamento, pois desejo profundamente servir o Senhor num contexto transcultural. Para tanto, pretendo finalizar o meu curso de mestrado em missiologia pelo CIEM.
Pausa para um pedido de oração: irmãos, como disse quero atuar num campo transcultural. Estou literalmente à disposição do Senhor, porém, ainda não tenho o valor a ser pago à instituição para poder dar entrada na dissertação e, portanto, ter um orientador. Por isso, peço-os que rogue a Deus pela provisão divina. Eu mesmo custeei todos os módulos de meu próprio bolso, além de todas as despesas durante o curso. Investi o meu tempo, dinheiro e tantas coisas mais para ter uma formação missiológica com o único intuito de servir as pessoas. Então, peço-lhes de novo, ore para que Deus, o Senhor da seara, supra mais essa necessidade em minha vida.
Sou um pastor batista, porém, tenho na veia um DNA missionário. Desde muito cedo me empolguei pela obra missionária. Sempre a vi, não como algo aventureira, mas sobretudo como uma resposta ao clamor do mundo. 
A minha oração é semelhante aquela feita pela missionária Analzira Nascimento: " Deus não me deixe de fora do que o Senhor está fazendo no mundo".

Ps: e-mail para contato - pr.gustavoluiz@yahoo.com.br
Se desejar solicite o meu telefone residencial

domingo, 19 de abril de 2015

Servo, apenas servo...

Registrei no blog  que neste mês completei sete anos de ministério pastoral. Foi um dia de júbilo ao Senhor que me chamou para um serviço tão especial. Digo serviço, pois é assim que entendo. Não é uma questão de título ou de status eclesiástico. É algo meramente funcional.
Apenas servo, nada mais. Nas palavras de meu Senhor que ecoa em meus ouvidos até hoje, depois de eu servir durante o período: " Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer" (Lucas 17.10). Então, assim sou, um servo inútil.
Servo que se deixa "gastar" em prol do outro. Que ama o próximo e se doa. Que serve a Deus não apenas no culto de domingo. Afinal, frequentar igreja não me faz ser um crente. O que me faz ser crente ( em Jesus) são as atitudes fora do templo. Porque no templo posso usar "máscara".
No entanto, numa vida de dedicação e serviço ao próximo as pessoas podem ver Jesus  na minha vida. E podem ouvir as boa novas.
À propósito, o chamado de servo não acaba nunca.

sábado, 18 de abril de 2015

Outro

Assisti um vídeo da missionária Analzira Nascimento na internet e escuto ela afirmar que o missionário precisa se importar com o outro. Analzira é uma pessoa a qual admiro bastante. Acompanho notícias sobre o ministério dela há muitos anos.
Infelizmente, alguns se aventuram no ministério pastoral ou missionário sem ligar muito para o ser humano. O que mostra uma incoerência tremenda, pois quem alega amar a Deus consequentemente precisa amar o próximo.
Um professor de seminário dizia que pastor tinha que gostar de gente. Jesus gostava de pessoas, porém, parece que uns não gostam tanto assim de gente, não. Da mesma forma, o missionário deve se importar com as pessoas.
Tanto pastor quanto o missionário precisa se interessar pelas pessoas. Todas as pessoas são importantes para Deus. Por acaso, não seria para um pastor e um missionário?
Apelo aos colegas de ministério que venha ter um propósito bem definido em mente: se importar verdadeiramente com o outro. Ame pessoas e sirva-as.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

As Aparências Enganam ( Flávio Ramos)

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A todo o momento recebemos uma nova informação sobre o que está acontecendo nos países árabes/muçulmanos. Diversas redes sociais, jornais, reuniões de oração nas igrejas, todos andam falando das barbáries que o grupo ISIS tem cometido naquela região e ao redor do mundo.
Qualquer pessoa de paz e sensata, independentemente de seu credo, há de concordar que um grupo terrorista em nada pode contribuir para nenhum seguimento da sociedade. Todavia, tudo isso que está acontecendo no mundo, principalmente quando envolve cristãos morrendo por causa da fé, deveria nos ensinar muitas coisas. Eu gostaria que a Igreja Ocidental aprendesse algumas lições de suma importância com a Igreja Oriental.
Portanto, de maneira breve e sucinta, quero apontar duas lições que, em meio a essa situação de caos e sofrimento, deveríamos aprender do lado de cá.
Primeiramente, gostaria que a Igreja Brasileira percebesse que há uma Igreja milenar no Oriente Médio que milita pela causa de Cristo há longos anos. Eles não são muitos, não são abastados financeiramente, não são famosos (quase não se ouve falar sobre eles), mas sempre estiveram ali. Por mais difícil que seja e por mais que haja pressão e perseguição, eles permanecem firmes, constantes e pagando um alto preço para servir o Cordeiro.
Em segundo lugar, gostaria que aprendêssemos com esses valentes do Senhor o que já sabemos: “As aparências enganam”. Os que aparentam ser fracos são fortes! E os que aparentam ser forte, são débeis. Quem são os fortes e quem são os fracos? Somos nós ou a igreja num contexto minoritário no mundo muçulmano? Quem precisa de ajuda? Aparentamos ser fortes porque somos muitos, e somos providos de muitos recursos financeiros e humanos. Mas, numa análise mais aprofundada, talvez descubramos que os fracos estão do lado de cá. Fracos porque muitos estão vivendo uma fé medíocre, rejeitando as provações e tribulações como se elas fossem sempre algo satânico. Fracos porque muitos estão acomodados, vivendo uma “religiosidade domingueira” e perdendo a cada dia a natureza do verdadeiro evangelho; enquanto que, do lado de lá, muitos deles estão recuperando a verdadeira fé.
Acredito que esses acontecimentos estão nos mostrando que eles não são tão fracos assim como pensávamos. Será que estamos prontos a abraçar a perseguição por causa do nome de Jesus, entendendo que pode ser a porta para a entrada no Reino? Nossos irmãos precisam de ajuda, SIM. Precisam de oração, apoio e muito mais. Porém, sejamos humildes e deixemos toda arrogância de pensarmos que somos os fortes e eles os fracos. Não se esqueça, as aparências enganam!
Porém, diante de tudo que os terroristas estão fazendo contra os nossos irmãos, vale lembrar uma frase de John McArthur em seu livro, “A Morte de Cristo”:
“Não é porque Deus usa um ato mau para os seus propósitos santos que esse mal pode ser chamado de bom.”
Flávio é casado com Carla e pai da Victoria. É fundador e presidente executivo da MEAB (Missão Evangélica Árabe do Brasil), onde trabalha com mobilização missionária, despertando igrejas e vocacionados para o mundo muçulmano, além de treinar novos missionários que irão para Oriente Médio e Norte da África.
Fonte: http://tuporem.org.br/

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Afinal de contas: qual é o papel do missiólogo?

Sou discente de um curso de mestrado em missiologia no CIEM. O meu objetivo é num tempo hábil conquistar o título de mestre. A partir daí, vou me tornar um missiólogo de fato e de direito. 
A atribuição do missiólogo é a reflexão de forma crítica e sistemática sobre a tarefa missionária.  Este se propõe de forma habilidosa numa ativa interpretação e avaliação de observação, comunicação, informação e argumentação missionária. Consiste, portanto, numa atividade de examinar e avaliar detalhadamente a obra de missões.
A formação missiológica tem como alvo formar missiólogo, pensador dos princípios que regem a missão. Neste caso, precisa compreender visualizar e traçar estratégias missionárias. Por causa disto tem os olhos voltados para a sistematização. A reflexão missiológica não é mero exercício acadêmico e sim parte da obediência missionária.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Pr. Rinaldo de Mattos

Os missionários pastor Rinaldo de Mattos e a sua esposa Gudrun de Mattos, convivem com indígenas Xerente desde meados de 1961, quando tiveram a sua primeira casinha missionária feita de palha a 6km da hoje extinta Aldeia Xerente Baixão, localizada a 30km da cidade de Tocantínia- Tocantins. Na época não era permitido que missionários morassem dentro de aldeias, então construíram a sua casa um pouco distante, mas a casa de trabalho foi instalada dentro da aldeia para estágios periódicos.

Essas informações são do próprio missionário que resolveu divulgar duas fotos que mostram o tempo da sua chegada à missão e como estão hoje instalados em uma aldeia vizinha à que começaram o seu trabalho missionário.

Na primeira foto ele relata uma saída a pé da casinha juntamente com sua esposa Gudrun e sua filha Débora, nascida em 11 de junho de 1961, no seu colo.

Já a segunda foto foi registrada em 02 de janeiro de 2015, este ano. “A foto mostra a nossa saída de um culto realizado numa aldeia vizinha à aldeia Salto, nossa atual aldeia de trabalho. Era um culto de gratidão devido a cura milagrosa de um irmão que precisou fazer uma cirurgia do coração. Nós estávamos passando o Natal e Ano Novo na aldeia Salto, e tivemos a oportunidade abençoada de participarmos desse culto. Foi uma bênção! O irmão mais velho do rapaz curado, é membro de nossa igreja da aldeia Salto, nosso fiscal da tesouraria. Seu nome: Valteir Tpêkru. Ele testemunhou, no culto, que quer levantar uma casa própria para a igreja e começar os cultos sistemáticos, agora, em sua aldeia. ALELUIA!”, declara. 
O pastor se mostrou entusiasmado em compartilhar esses dois momentos dentro dos 50 anos de trabalho missionário batista entre os Xerente. Agradece aos que acompanham o seu trabalho e e que os abençoam com o sustento e oração, e ainda declara: “Não sou participante de nenhuma rede social. Acho que o meu tempo dá muito pouco para ler meus e-mails, quando posso, e para responder os que exigem resposta. Isso, sim, eu faço sempre, e com muito prazer. Tenho, no entanto, duas fotos, minhas e da Gudrun, que bem mereceriam uma rede social e até uma publicação, modéstia à parte. Elas fazem parte da nossa história missionária. Ei-las aí, em anexo".
Os missionários fazem parte dos tradutores da Bíblia para a língua Xerente e mesmo não sendo linguistas com curso de formação, tanto o Pastor Guenther Carlos Krieger como o Pr. Rinaldo de Mattos, com os conhecimentos adquiridos nos cursos intensivos da Sociedade Internacional de Lingüística (SIL), aprenderam a falar a língua Xerente, fizeram estudos fonológicos e gramaticais da mesma, elaboraram a ortografia, produziram literaturas como o Dicionário Xerente (Pr. Guenther e Da. Wanda), a Fonêmica Xerente (Pr. Rinaldo), por exemplos, e várias outras. (infomações: MissõesNacionais.org)
Contatos dos missionários:
Rinaldo e Gudrun de Mattos
Missionários de Missões Nacionais entre os índios Xerente, no Tocantins
Celulares: (61) 8218-0638–TIM; (61) 8605-0662–OI; (61) 9291-3026-Claro; (61) 9609-3296-Vivo (sem telefone fixo)
Endereço de Brasília: Caixa postal 7534, Sobradinho, DF - 73005-970
Endereço do Tocantins: Aldeia Salto, Etnia Xerente - 14 km de Tocantínia - 85 km de Palmas
Fonte: http://www.batistasnotocantins.com.br/