sábado, 25 de julho de 2015

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa!

Alguns meses atrás estava num hospital aguardando o atendimento de minha esposa. Na ocasião, ela - gestante, precisava de cuidados médicos. Enquanto esperava  o resultado do exame reparei que havia uma placa com a descrição atendimento de emergência e urgência.  Embora, pareça termos parecidos são distintos.
Emergência é quando há uma situação crítica ou algo iminente, com ocorrência de perigo; incidente; imprevisto. No âmbito da medicina, é a circunstância que exige uma cirurgia ou intervenção médica de imediato. Por sua vez, urgência é quando há uma situação que não pode ser adiada, que deve ser resolvida rapidamente, pois se houver demora, corre-se o risco até mesmo de morte. Na medicina, ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e muitas vezes de cirurgia, contudo, possuem um caráter menos imediatista. 
Dito isto, observo que em alguns púlpitos brasileiros há mensagens contemporâneas, mas não relevantes.
Relevância e contemporaneidade não são a mesma coisa. Tem programa de TV que é contemporâneo, porém, não é relevante. A medicina como ciência não é contemporânea, mas é relevante. Por isso, que escrevi no título, uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.
Repito, tem muita pregação contemporânea que, infelizmente, não é importante e significativa. Lamentavelmente é assim.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Evangelização

Evangelização tornou-se uma programação para boa parte das igrejas ditas cristãs. Contudo, ao compulsar as páginas do Novo Testamento vejo que a evangelização não  é uma questão de método, mas de compromisso! A evangelização é um estilo de vida.
Dionísio Pape disse que evangelizar não é algo complicado. Ele diz que para evangelizar é preciso conversar com as pessoas e aproveitar oportunidades para compartilhar a fé, além de viver junto a Cristo contagiando as pessoas com a vida que Ele proporciona. 
Concordo plenamente com a seguinte frase: " A igreja que não evangeliza precisa ser evangelizada".

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Dons Espirituais

Um assunto bíblico que prendeu minha atenção na década de 90 foi dons espirituais. Li muitos livros sobre eles. E com o passar dos anos fui atualizando-me sobre a temática.
Há cristãos que são denominados de cessacionistas, pois acreditam que alguns dons  espirituais cessaram no fim da era apostólica. Por outro lado, há cristãos chamados de continuístas, já que acreditam que todos os dons espirituais mencionados na Bíblia estão disponíveis hoje à Igreja.
Não vou entrar no mérito da questão, mas chamar atenção para uma coisa que julgo ser importante considerando o ensino Neotestamentário. A Bíblia deixa claro que cada membro do Corpo de Cristo é importante. E que por sua vez cada crente tem pelo menos um dom espiritual.
Ora, por que grande parte da membresia não conhece o dom que foi outorgado por Deus ou por que não utiliza tal dom no seio da igreja? 
Se reparar bem, apenas poucas pessoas trabalham nas igrejas com os seus respectivos dons. Outros tantos, trabalham exercendo funções ou cargos que não tem nenhuma relação com os dons recebidos da parte divina. 
E ainda, tem aqueles que não exercem ou desenvolvem seus dons, pois não fazem absolutamente nada a não ser "esquentar bancos".
Penso que há uma distorção bíblica no que tange aos dons. Tem uma "elite" realizando as tarefas, enquanto a maioria dos membros não tem trabalhado para edificar a igreja de Cristo. 
Também percebo que continua tendo bastante ignorância no tocante aos dons espirituais. Tanto na conceituação quanto no exercício deles. 
Outra coisa que verifico é que tem muita gente utilizando na igreja talentos naturais, que não são necessariamente dons espirituais. Pode-se perfeitamente utilizar os talentos, desde que não negligenciem os dons espirituais.
Algumas pessoas alegam ter supostos dons espirituais que mais causam danos às igrejas. Em outras palavras, não edificam em nada. Só sabem gerar confusão e causar prejuízo à obra de Deus. 
Termino com as seguintes observações: a) Deus é que concede os dons espirituais conforme sua vontade e de acordo com a necessidade da igreja.
b) Cada crente tem pelo menos um dom espiritual e deve utilizá-lo para edificação da igreja. Logo, todo o crente pode servir na igreja, visto que, está habilitado para tal coisa. Não é privilégio de uma minoria, mas responsabilidade de todos os membros.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Fé na Bíblia ou fé em Deus?

A canonicidade foi a ratificação oficial da autoridade da Bíblia, de seu caráter normativo, e o reconhecimento da origem dessa autoridade, a inspiração divina. 
A fé não é fé na Bíblia, isto é, um conjunto de escritos, mas naquele a quem a Bíblia nos refere: Deus.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Escutatória

Gosto dos escritos de Rubens Alves. Tenho alguns deles. Além disto, gostava dele como pessoa (faleceu em 14 de julho de 2014). 
Aprendi coisas profundas de maneira muito simples com ele. Certa ocasião, disse que sempre via anúncios de cursos de oratória, mas nunca visto anunciado curso de escutatória. E concluiu, todo mundo quer  aprender a falar, porém, ninguém quer aprender a ouvir.
No seminário teológico é a mesma história. Há muita falação e pouca "escutação". Boa parte dos alunos não tem paciência para escutar o que está sendo dito. Na verdade, não foram ensinados a ouvir ou dar atenção as palavras citadas [ em sala de aula].
Escutar não é fácil. Confesso que é algo complicado e sútil, porém, é imprescindível. Aprendi com o tempo. Contudo, envolveu a decisão de minha parte em se dispor a ouvir. Portanto, não foi uma atitude passiva.
Não basta ter ouvidos para ouvir, é necessário que haja silêncio lá no fundo da alma. Quando se faz silencio dentro da alma, a gente começa a ouvir as coisas que não ouvia. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Apocalipse

Manhã de domingo. Numa escola bíblica a professora diz que o livro de apocalipse é "mistério". Retruquei-a: "Apocalipse não é mistério e sim, revelação".
O termo apocalipse significa " tirar o véu", ou seja, revelar algo que estava oculto e que agora não é mais. O livro de  Apocalipse é revelação de Jesus. O livro testifica de Jesus. Como disse meu professor no seminário, não é um horóscopo evangélico, é uma revelação teológica acerca de Jesus. 
Tem muita gente que procura eventos contemporâneos no livro, mas não consegue enxergar a pessoa bendita de Jesus Cristo. Da próxima vez que ler a obra, recomendo, procure Jesus. A razão de tal conselho: Jesus é pessoa central do apocalipse. 
Sim, Jesus é a Fiel Testemunha, o Primogênito, Soberano e Príncipe dos Reis da terra, o Alfa e o Ômega, o Todo -Poderoso, o Deus da graça e paz.

domingo, 19 de julho de 2015

Gêneros Literários

Existem vários tipos de gêneros literários. E a Bíblia, como coleção de livros, não é diferente. Nem poderia ser, pois ela é a Palavra de Deus em linguagem humana.
É muito importante a identificação do gênero nos livros das Escrituras Sagradas, pois cada um tem formas próprias, linguajar e estilo literário. Tal identificação é fundamental para a compreensão do texto bíblico.
O reconhecimento do estilo literário ajuda muito no entendimento do texto e na sua interpretação. 
Eis alguns gêneros encontrados na Bíblia: jurídicos - encontrados em boa parte do pentateuco; narrativo,  poesia; proféticoapocalíptico e literário sapiencial.

sábado, 18 de julho de 2015

Vida

Resultado de imagem para vida - fotoO homem nasce, cresce, vive e morre. No entanto, tem gente que passa por esses estágios da vida sem deixar sua marca.                             
****************************************** A vida é muito boa, pena que é curta. Por isso, que alguém já disse: " a vida é muito curta para ser pequena".

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Contemplação

Noite adentrando.
Saio de casa para caminhar numa "área verde" que tem no bairro.
Passo após passo e, de repente, passo a observar as árvores. Elevo o meu pensamento aos céus e agradeço pelas maravilhas.
Continuo a caminhada e vislumbro-me com a lua minguante. O céu estrelado desperta a minha atenção. Paro e, contemplo a obra das mãos divinas.
Depois de alguns minutos de apreciação retomo a caminhada em direção a minha casa.
A vida cristã por mais intensa que seja deve ter espaço para a contemplação. Esta contemplação consiste em fixar o olhar em Deus - majestoso, misericordioso, justo e fiel.
Eu, particularmente, sou muito "falativo". No entanto, regularmente tenho momento contemplativo. É uma busca de silêncio contemplativo diante do Eterno.
Isidoro acerca deste assunto disse: " a vida contemplativa é aquela que é desimpedida de todo negócio humano, e se delicia somente no amor de Deus". 
Eis, minha sugestão ao dileto leitor: uma vida menos "falativa" e mais contemplativa.  

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Templo do Espírito

Será que, de acordo com o Novo Testamento, cada crente em Jesus é templo do Espírito Santo?   
Vejamos 1ª Coríntios 6.19 em versões diferentes:

"Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" ( Almeida Corrigida e Revisada Fiel)

"Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (Almeida Revisada Imprensa Bíblica)

Com base neste versículo pode-se chegar a conclusão de que o meu [ou seu corpo], leitor, é templo do Espírito?  Voltarei ao verso depois, porém, antes quero citar outro texto, 1ª Pedro 2.5 :

"Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo".

"Sois vós também quais pedras vivas, edificados como casa espiritual para serdes um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo".

Neste verso a ideia é que cada crente em Jesus é pedra viva que vai sendo construída em templo [ ou igreja]. Em outras palavras, pedras vivas utilizadas na construção da igreja.

Em João 2. 19 Jesus disse em resposta aos judeus que ele destruiria o santuário ou templo e em três dias o reconstruiria. Ele falava do templo do seu corpo (v.21). Guarde isto na mente e no coração.

Volto ao texto de 1ª Coríntios. Não há afirmação de que cada corpo do crente é templo do Espírito Santo.
Vosso é segunda pessoa do plural. O significado é que  "vocês, juntos, são templo ou santuário".
Vosso é plural; corpo está no singular. Não diz que "vossos corpos são templos do Espírito Santo. Nunca se verifica na Bíblia templos do Espírito. Nem poderia existir, pois isto já negaria a igreja. Cada crente é parte do templo, é pedra viva. 
Nós, juntos, somos santuário ou templo. Individualmente somos "pedras".
É verdade que o Espírito Santo habita individualmente, mas isto não nos torna um templo. O corpo de Cristo é a igreja.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Igreja (local)

A igreja, segundo o Novo Testamento, não é uma casa, edifício ou prédio. Também, não é uma organização. Jesus Cristo não morreu para criar uma instituição. O Espírito Santo, por exemplo, não habita numa convenção ou associação de igrejas.
Amiúde, a igreja é descrita como congregação local ( 1ª Coríntios 1.2). Ela é um organismo vivo. É um corpo formado de membros vivos (1ª Coríntios 12.:12-27). Tais membros são relatados como "pedras vivas" utilizadas na construção da igreja (1ª Pedro 2.5).

terça-feira, 14 de julho de 2015

Rotulação Religiosa

Tenho ojeriza a rótulo. Causa-me náusea a rotulação no meio religioso do qual faço parte. Quer no convívio com os crentes ou nas redes sociais, vejo muita rotulação. Sinto tristeza com tal fato.
Numa conversa ou num debate o crente para sobressair coloca rótulo no seu irmão em Cristo, vendo-o como oponente.
Colocar rótulo é julgar, comparar. A rotulação é aplicada para desqualificar a pessoa; é uma prática preconceituosa e discriminatória. Geralmente, com a rotulagem atribui qualidades negativas sobre alguém. Por isso, sou veemente contra a rotulação religiosa em qualquer circunstancia. Até mesmo aquela que é feita em nome de Deus.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

EBD

Alguém já disse que a EBD (Escola Bíblica Dominical) é a melhor escola do mundo! Particularmente, tenho apreço pela EBD, porém, faço algumas ressalvas.
Na EBD o "objeto" de estudo é a Bíblia. Todavia, nem sempre ela ocupa o lugar central nessa escola. Já vi EBD que tornou se "escola revista dominical". Não havia a compreensão de que a revista utilizada era apenas um recurso didático, um auxílio do estudo bíblico. Nesse caso, lia-se e estudava em torno do conteúdo da revista.
Outra coisa frequente na EBD é a proliferação de causos, contos, historietas e ilustrações que muitas vezes não tem nada a ver com o ensino bíblico. Tanto a leitura quanto o estudo em si, das Escrituras, é algo escasso na EBD. Detenho-me por questão de espaço na ilustração, ela serve para esclarecer, elucidar, explicar. Portanto, a ilustração, na EBD deve tornar a mensagem ( bíblica) mais clara e compreensiva.
Além disto, vejo na EBD uma atitude passiva por parte do aluno, enquanto a ativa é do professor. Sei que há exceções, mas em geral é como foi descrito por mim, infelizmente.
As observações acima são para reflexão. Não tenho a intenção de denegrir a EBD, mas de aperfeiçoá-la. Fui aluno e professor de EBD e docente de teologia, também. Gosto de ler e estudar as Escrituras Sagradas. Em breve, segue algumas contribuições para que a EBD tenha um ambiente adequado para o estudo da Bíblia.

domingo, 12 de julho de 2015

Graça Comum

Nasci num lar católico. Sou grato pela providência divina, pois ali recebi os princípios cristãos. Frequentei as missas na tenra idade e muitos valores guardo-os até hoje. 
Aos oito anos, em virtude de mudança para outra região dentro do Estado do Rio de Janeiro, tive o meu primeiro contato com igreja de confissão evangélica. Aos 15 anos decidi fazer parte como membro de uma igreja cristã, denominada batista. Em todo o momento percebi o mover de Deus na minha vida. 
Atualmente, com os meus 39 anos, olho para trás e vejo o quanto Deus foi bondoso, misericordioso e amoroso comigo. Entendo, portanto, que a graça comum* foi constante em toda minha existência.

*Graça comum é um conceito teológico do protestantismo, primariamente em círculos reformados, que se refere à graça de Deus que é comum a toda a humanidade. Ela é comum porque seus benefícios se estendem a todos os seres humanos sem distinção. Ela é graça porque é concedida por Deus em Sua soberania.

sábado, 11 de julho de 2015

Despedida

Agora à pouco através do facebook assisti um vídeo emocionante de uma missionária despedindo-se de irmãos em Cristo numa aldeia africana. Fiquei muito comovido.
Despedida é ato ou efeito de despedir (-se); partida, saída, separação. E muitas vezes o missonário aprendeu tanto coisa, mas não a dizer adeus.
Nem sempre é fácil a despedida. Eu sei muito bem o que é isso. Também não há como prever a ação ou reação no momento.
Só sei que apesar das lágrimas derramadas fica aquela sensação, lá no fundo da alma, de que valeu a pena conviver com as pessoas durante o período no campo missionário.
Eu, particularmente, agradeço à Deus por cada pessoa que conheci e convivi nos seis anos dedicados a obra missionária. Foi uma experiência inigualável.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pastores e Missionários são diferentes dos demais mortais?

"Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra" (Tiago 5.17).

As vezes pensa-se que os homens bíblicos eram melhores do que os outros [ ou os de hoje]. O versículo 17 desmonta tal tese. Elias era tão humano quanto cada um de nós. 
Ocasionalmente os membros das igrejas locais pensam que os pastores e missionários são seres excepcionais.
Como pastor e missionário, digo à pleno pulmões, não somos pessoas extraordinárias, nem anormais. Somos pessoas comuns, sujeito às mesmas paixões. Somos todos iguais.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Direto ao ponto (3)

Deus tem dois povos ( cristão e judeu)?
De acordo com o ensino geral do Novo Testamento Deus tem um único povo: (Sugiro que leia os versículos dentro de cada contexto). 

“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestirdes de Cristo. Não há judeu nem grego... porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gálatas 3.27-30).

“Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos...” (1ª Coríntios. 12.13).

“Onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão... mas Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3.11).

“Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão” (Gálatas 3.7).

“Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos” (Romanos 10.12).

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio...” (Efésios 214).

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Direto ao ponto (2)

Eu sou a igreja?  Você é a igreja?
Não, eu não sou a igreja e você, também, não é a igreja.
Agora, sim, nós (cristãos) somos a igreja. O conceito de igreja no Novo Testamento é de uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas.
Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. É nesse sentido que a palavra “igreja” é empregada no maior número de vezes nos livros do Novo Testamento. Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas com finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho.
Não existe nenhum versículo na Bíblia que afirme que uma pessoa cristã é a igreja, individualmente.

“No NT, “igreja ”traduz a palavra grega ekklēsia. No grego secular, ekklēsia designava uma assembléia pública, e este significado ainda foi mantido no NT (At 19.32, 39, 41).
No AT hebraico a palavra qahal designa a assembléia do povo de Deus (e.g. Dt 10,4; 23.2-3; 31.30; Sl 22.23), e a LXX, a tradução grega do AT, traduz esta palavra por ekklēsia e synagōgē, igualmente. Até mesmo no NT, ekklēsia pode significar a assembléia dos israelitas (At 7.38; Hb 2.12); mas, à parte destas exceções, a palavra ekklēsia no NT designa a igreja cristã, tanto local (e.g. Mt 18.17; At 15.41; Rm 16.16; 1 Co 4.17; 7.17; 14.33; Cl 4.15) quanto universal (e.g. Mt 16.18; At 20.28; 1 Co 12.28; 15.9; Ef 1.22).

terça-feira, 7 de julho de 2015

Direto ao ponto (1)

Direto ao ponto. Sem nenhum tipo de enrolação.
Um pastor é ungido do Senhor?
Não, é a resposta Neotestamentária.
O único ungido que o Novo Testamento menciona e, portanto, reconhece é Jesus (Mateus 1.1; 1.16; 27.22). Cristo* é um título aplicado a pessoa dele, somente. 
Em nenhum lugar no Novo Testamento há a menção de que o pastor de uma igreja local é ungido do Senhor. O simples fato da omissão do termo quanto àqueles que são pastores nas igrejas locais já é motivo suficiente para não atribuí-lo a ninguém, exceto Jesus Cristo.

* Cristo é o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa "Ungido". O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quatro meses depois da finalização do curso teológico com ótimo aproveitamento, fui consagrado ao ministério pastoral. Nesta época auxiliava o pastor-presidente da igreja no ministério dos jovens e adolescentes. 
Antes, trabalhei durante seis anos numa empresa no setor operacional, mas alguns meses anterior a minha consagração fui chamado para exercer uma função administrativa. No entanto, decidi não aceitar, pois desejava servir integralmente no ministério. E assim fiz.
Fui para outra região dentro do Estado aonde não tinha nenhum parente ou amigo, disposto a cooperar com a obra de Cristo. O meu único desejo era servir na localidade por amor ao meu Salvador e Senhor. Literalmente, fui com a "cara e coragem". E permaneci no campo missionário por seis anos.
Durante esse tempo alguns irmãos em Cristo de várias igrejas viam-me como um "herói", pois servia como missionário num lugar inóspito. Todavia, o único herói que vi atuando no campo foi Deus.
Nunca fui um herói. E com relação a isto não se discute. Deus sabe muito bem disto!  Eu fui um abnegado. Isso posso  falar de peito aberto, isto é, francamente. No campo agi com as melhores das intenções, servi as pessoas, compartilhei os bens e tudo mais que recebi da parte de Deus. Esforcei-me bastante e uma das marcas ministeriais foram o serviço e a hospitalidade. 
Dediquei-me as pessoas na igreja, porém, não restringi o trabalho nela. Servi, de forma total, à comunidade. Em relação a hospitalidade recebi centenas de irmãos em Cristo e amigos durante a jornada missionária. Certa feita, uma amiga disse que a minha casa tornou-se uma "pousada".
Jamais utilizei o Evangelho para obter vantagem financeira. As coisas que recebia como prebenda e ofertas colocava-as à serviço de uma causa maior. 
Aproveitei e investi parte de minha remuneração e tempo em dois cursos de pós-graduação, teologia e missiologia. Tudo com o intuito de melhor servir.
Se pudesse voltar numa máquina do tempo faria tudo novamente, mas de maneira diferente. Cometi erros durante o trabalho missionário. E não gostaria de cometê-los caso tivesse tal oportunidade. Como não posso voltar atrás, escrevo com o objetivo de ajudar aqueles que estão indo para o campo missionário. Para tanto, que Deus me use através deste espaço. Caso contrário, não tem razão de existir este blog.

domingo, 5 de julho de 2015

Fator sine qua non

Algo que é indispensável ao obreiro no campo missionário é a perseverança. É o fator sine qua non.
Perseverança é persistência, qualidade de quem persevera, da pessoa que não desiste com facilidade. Sem isto o missionário não terá condição de realizar aquilo que o Senhor da seara pretende através de sua instrumentalidade. 
Como missionário passei muitas lutas e dificuldades. E não passei sozinho, pois a minha família sabe com bastante propriedade o que é trabalho árduo. No entanto, a perseverança foi minha companheira na jornada missionária. Sem ela teria desistido nos inúmeros "temporais" durante os anos de serviço missionário.

sábado, 4 de julho de 2015

Missionários

Algumas pessoas acham que os missionários são "heróis", pelo contrário , são feitos de "carne e osso", iguais aos demais seres mortais. 
Não são especiais, apesar de exercerem ministérios específicos. Deus não tem filhos prediletos, portanto, não faz nenhum tipo de acepção. A condição de missionários não torna-os privilegiados diante do Eterno. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sofrimento

Durante seis anos servi como missionário na área de plantação de igreja na região serrana do Rio de Janeiro. Foi um período intenso com misto de alegria e tristeza. 
No campo missionário  a gente rala bastante, sofre em demasia, decepciona -se muitas vezes, comete erros, frusta-se profundamente, mas não se pode jamais se "vitimizar". Por causa de quê digo isto?  Às vezes, o missionário sente-se "injustiçado", e inclusive, como afirmei, vitimizado. O missionário não é vitima em hipótese alguma, pois ele foi e permaneceu no campo por decisão própria. Ninguém o obrigou! Ele fez uma decisão e devia pesar o fato de sofrer por amor à Cristo no campo de trabalho, antes de se candidatar como missionário. 
Não obstante a isso tudo, servir no campo missionário, além da responsabilidade é um privilégio enorme concedido por Deus. No meu caso, pelo sofrimento, Deus me ensinou a orar. 
Falo por experiencia própria. Não se trata, portanto, de mera demagogia.
Deixo um conselho sincero para aquele que deseja servir como missionário: cogite a ideia de sofrer, literalmente, no campo missionário. Se não estiver disposto ao sofrimento por causa de Cristo melhor coisa é permanecer onde está. 
Henry Berguer disse certa feita: "Importa que o servo aprenda, pelo sofrimento, aquilo que, pelo sofrimento, o próprio Senhor teve de aprender". 
Francisco Xavier orou desta forma: "Mais ainda, ó meu Deus, mais labuta, mais agonia, mais sofrimento por ti!".
Sim, eu , Gustavo, devo padecer com Cristo e por amor de Cristo, se com Cristo quero reinar...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Leitura...

Li algures: “ler é o melhor caminho para novas descobertas”.
A leitura é para mim uma das melhores coisas da vida. É útil para basicamente tudo nessa vida.
Gosto de leitura. Leio de tudo um pouco. Sou um eclético literário.
Na verdade, sou um amante das letras! Estou enamorado com ela desde a minha tenra idade. Não sou poeta, embora goste de poesia. Sou um leitor apaixonado.
Com o tempo, de leitor passei a escritor. Não me preocupo com a métrica ou algo similar, porém, com as palavras que procedem do meu ser.
Não leio tudo que vejo pela frente, pois sou seletivo. Se iniciar um livro e no meio da leitura não gostar do conteúdo não me culpo por não terminar. Tem livros que não merecem ser lidos. Outros têm somente algumas partes de bom conteúdo. E ainda há aqueles que são lidos e relidos de tão bons que são.
Tenho uma quantidade relativa de livros (chamo-a, carinhosamente, de “micro” biblioteca). A questão não é quantos livros o individuo tem, mas sim quais são os livros que ele possui.
Antes, não gostava de emprestar livros. Confesso, ficava super chateado quando um livro não era devolvido. Quando tal coisa ocorria era pura lamentação por tempo indeterminado. Agora, não. Acabou aquela choradeira. Se alguém me pedir um exemplar qualquer eu empresto sem a pretensão de tê-lo de volta. Hoje em dia eu possuo livros, mas não os deixo me possuir.
O conhecimento livresco é bom demais, mas não substitui relacionamento humano. O homem é um ser gregário. Deve aprender a conviver em sociedade. Não é apenas viver, mas conviver. Viver juntos. Portanto, precisa relacionar com gente.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Todo extremo é perigoso!

Na minha tenra idade fui a uma igreja evangélica. Comecei a frequentar há mais de trinta anos
Converti-me numa igreja de confissão evangélica denominada batista. Na ocasião do batismo recebi um certificado que possuía no verso o pacto batista. Desde então, como membro desempenhei as mais diversas funções e cargos eclesiásticos.
Depois na juventude estudei teologia num seminário teológico confessional da convenção batista. Submeti ao concílio quando fui sabatinado para verificação do meu saber bíblico, teológico, e denominacional. Não parei por aí, fiz uma pós-graduação na área do novo testamento para um aprimoramento. E ainda, ingressei num outro curso de pós-graduação com um viés missiológico.
Meus estudos teológicos e missiológicos foram feitos em pelo menos três instituições teológicas vinculadas a Convenção. Instituições que estão, portanto, a serviço das igrejas.
Tenho verificado com bastante preocupação alguns desmandos em instituições por parte de pessoas fundamentalistas. O problema não é mais com os chamados liberais em nosso arraial batista, mas com fundamentalistas que relegam os princípios batistas em nome de um a pretensa “verdade” teológica.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Meu Jardim

Minha saudosa mãe, Aida Maria, tinha um pequeno jardim em sua casa. Desde a minha tenra idade recordo-me dela cuidando de seu jardim.
Ela cultivava o jardim e apreciava-o também. Tinha o hábito de conversar com as plantas...
Mãe está falando com quem?    Com as plantas, meu filho, respondia.
Mas as plantas não falam...   Sendo que elas "entendem" e "respondem", sim, meu filho.
Ora, plantas são seres vivos. Não são inertes. Nascem, crescem e morrem.
Aprendi com a minha mãe que devo ter o meu próprio jardim, isto é, o meu período devocional.
Devo cultivar o meu jardim. Regar todos os dias. Combater as pestes. Retirar as ervas daninhas que sufocam as plantas e impedem o crescimento delas.
Preciso conversar com Deus, pois além de me ouvir, ele me entende também. Não obstante a isso devo apreciá-lo. Ter prazer em estar na sua companhia [em oração]. Não um monólogo, porém, um diálogo. Aprendi que  Ele quer meu tempo e atenção. 
Cultivar hábitos saudáveis como de oração e leitura bíblica são essenciais na minha vida cristã. 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Futilidade

Assistia um programa televisivo quando passou uma reportagem sobre a atitude de um famoso que comeu cachorro quente com garfo e faca na Inglaterra. Permaneci mais alguns segundo e decidi desligar a TV.
Ora, qual a maneira correta de comer determinado alimento?  Com a mão? Com colher?  Com garfo e colher?  Com o  hashi ( palitinhos que os japoneses usam)?
Não existe uma maneira certa de ingerir alimento. Utilizar um utensílio ou as mãos, são apenas formas de comer.
Fiquei aborrecido com tamanha futilidade*. 
Aliás, o que tem de futilidade na mídia em geral não está no gibi. E infelizmente, também há muitas coisas fúteis no meio chamado evangélico. Que Deus nos livre de tanta futilidade!

* Coisa sem valor, pequena , insignificância.  

terça-feira, 16 de junho de 2015

Teólogos

A missiologia é tão importante quanto a teologia. Tenho esperança de ver as duas caminharem de mãos dadas. Neste blog de missiologia tem sempre uma "pitadinha" teológica e bíblica. Explico o motivo: toda ação missionária deve pautar-se nas Escrituras Sagradas. 
Percebo que muita gente séria e comprometida no campo missionário tem uma certa deficiência bíblica-teológica. Não há como generalizar, mas não pode-se negar tal fato. O resultado desta insuficiência escriturística é  o nominalismo e o sincretismo, entre outros "ismos". 
Aos candidatos à missões que podem se preparar sugiro obras de teólogos importantes. São leituras imprescindíveis de alguns autores que recomendo: Karl Barth, Emil Brunner, Paul Tillich, Dietrich Bonhoeffer, Reinhold Niebuhr,  Oscar Cullmann e  Jürgen Moltmann.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Contenda, porfia, rixa, dissenção, debate

Sempre que Cristo Jesus é destituído do lugar central de uma igreja, todos os relacionamentos desandam. Quando um homem começa a pregar,  não para glorificar a Cristo Jesus, mas para exaltar seu próprio conceito pessoal e particular sobre Jesus, ou seja: quando um homem ao prega uma teologia em lugar do evangelho, quando um homem começa a argumentar a fim de demolir seu oponente ao invés de ganhá-lo, então, entra o pecado que destrói a fraternidade cristã.

domingo, 14 de junho de 2015

Se Cristo não for o centro....

A igreja em Corinto estava dividida em partidos concorrentes entre si.
Na igreja em Filipos a  pregação se tornava em um meio de diminuir a Paulo ao invés de proclamar a Cristo.
Semelhante motivação é uma tragédia quando invade a Igreja. Há aqueles cuja obra na igreja visa exaltar sua própria proeminência e importância, e que ficam amargamente decepcionados quando não recebem a posição e as honrarias que acreditam ter merecidos.  
Há, ainda, aqueles que trabalham nas Convenções, Juntas e outras entidades denominacionais porque estes são o único lugar no mundo onde podem parecer ser alguém. O serviço deles, que parece ser voluntário, é um meio de gratificar um desejo pelo poder.
A única resposta a tudo isto é Cristo ficar no centro da vida do individuo, da Igreja e das suas entidades. Desta forma não haverá ambição pessoal, rivalidade partidária, ambições políticas, etc. 

sábado, 13 de junho de 2015

Pare & Pense (2)

Em nome da piedade e da crença cristã o homem tem se separado do seu próximo. O cristianismo nunca tencionou dividir os homens, mas uni-los.
O homem cristão reivindica o direito de escolher por si, mas deve conceber o mesmo direito ao homem que não é cristão. 
Há uma enorme diferença entre crer que os cristãos tem razão e crer que que todas as demais pessoas estão erradas.
O amor cristão deve ser capaz de amar aqueles cuja crença e conduta ele não pode concordar.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Não se esqueça disto!

Só existe uma maneira para o cristão evitar todos os prazeres carnais neste mundo. É simplesmente lembrando-se de que está perpetuamente na presença de Jesus, e, portanto, procurando, a cada passo, fazer que a vida, nos seus trabalhos e nos seus prazeres, seja digna de ser vista por Jesus Cristo.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pare & Pense

Estou anestesiado ou neutro em relação aos que estão fora da igreja?
Qual foi a última vez que teve contato com um não cristão? ( dentro de uma perspectiva evangelística).
Em prol de qual não cristão estou orando?

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Igreja Missional - O que é isso?

Ser uma igreja missional é mais do que evangelizar. Tem igreja que até faz algumas ações evangelísticas, porém, não é missional.
Para ser uma igreja missional é preciso se  relacionar.
Significa que a igreja se enxerga também como missionária onde vive.
Significa que nos enxergamos como representantes de Jesus "enviados" para nossas comunidades, e que a igreja alinha tudo o que faz com a "Missio Dei".
Ser missional significa que enxergamos a igreja não como um lugar para ir aos domingos, mas como algo que somos durante a semana toda.
Significa que estamos no mundo e somos engajados com a cultura, mas não nos conformamos com o mundo.
Significa ter a dependência  total de Jesus e do Espírito Santo mediante a oração, as Escrituras e a comunhão mútua.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Textos Bíblicos

Tem gente que gosta de tudo "mastigadinho". Tem preguiça de ler, estudar e pesquisar. E como tem gente com aversão as coisas mencionadas!  Isto está relacionado a negligência. Por isso, aquele que não quer moleza segue uns textos bíblicos: 

a) Deus só tem um povo escolhido
I Co 12.13; Gl 7.27,29; Ef2.14; Cl 3.11; I Pe 2.9

b) Judeus não são mais povo escolhido
Mt 21.33-45; Jo 8.47; Gl 3.16,22-29; 4.21-30; I Ts 2.14-16; Hb 1.2

c) Um só remanescente 
Is 10.22; Rm 9.27; 11.17,23

d) Reino de Deus e Reino dos Céus
Dn 2.44; Mt 4.17; Mc 1.15 vd Mt 19.23,24; Mt 5.8; Lc 6.20; Mt 11.11; Lc 7.23; Mt 13.11; Mc 4.11

e) Arrebatamento dos crentes - não secreto
Mt 24.27; I Co 15.52; I Ts 4.16-17; Ap 1.7; Jd 14

f) Ressurreição - Uma só e simultânea ( justos e ímpios) 
Dn 12.2; Jo 5.28,29

g) 1ª Ressurreição Ap 20.6; Jo 5.24-25     Corporal 5.28,29; Rm 6.4,11; Ef 2.1; Cl 3.1; Jo 3.14

h) Promessas proféticas - condicionais ( Israel)
Ex 19.5. Dt 28.15

i) Promessas cumpridas
Js 21.43-45; 23.11-16; Ne 9.7-8

J) Dois juízos 
Individual, após a morte 
II Co 5.1,8,10; Hb 9.27; Ap 14.13
Final universal - justos e ímpios
Mt 25.31-46; Mt 12.41-42; II Tm 4.1; Ap 20.13-15

l) Milênio
Dn 2.44 ( iniciado em Jesus) Mt 3.2;10.7; Lc 17.20; Mt 6.33; Mt 28.18; Rm 5.16

(Dt 1.11; 32.30; Js 23.10; Sl 90.4; I Pe 3.8)

m) Satanás limitado
Ap 20.1-3; Lc 10.17-18; Lc 11.20-22; Mt 12.29; Ap 12.10; Hb 2.14; I Co 10.13

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Não se enganem...

Para os cristãos a Bíblia é a única regra de fé e prática. Portanto, ela é normativa para os discípulos de Jesus. 
No entanto, muitos seguidores de Jesus não vivem de acordo com os ensinamentos do Mestre. Talvez, por isso, que certa feita Mahatma Gandhi disse: "Eu gosto do seu Cristo, mas não gosto de seus cristãos. Seus cristãos são tão diferentes do seu Cristo."
Todavia, o apóstolo Tiago já havia advertido os crentes em Jesus a não serem meros ouvintes da Palavra, mas praticantes ( Tg 1.22).
Em suma, ser apenas ouvinte [da Bíblia] é uma forma de engano próprio. Ilusão pura.

domingo, 7 de junho de 2015

Um bocadinho de história dos batistas

Sou um crente batista por convicção. Conheço e estudei os princípios e as doutrinas, além da história dos batistas. 
Nesta postagem escrevo, de forma sucinta, sobre a origem dos batistas. Eis as teorias:
  1. Teoria JJJ, Jerusalém, João e Jordão. A ideia é que os batistas começaram a existir no rio Jordão, com João Batista, quando este batizou Jesus. Esta teoria tenta ligar os batistas com João Batista e Jesus e traça uma linhagem espiritual e teológica daqueles tempos até o surgimento da primeira igreja batista no mundo.
  2. Teoria de que os batistas descenderiam dos anabatistas, como os anabatistas alemães, holandeses, suíços e seitas como novacianos, donatistas e outros. A sucessão não seria histórica, mas espiritual.
  3. Teoria histórica, os batistas surgiram entre os dissidentes ingleses, que defendiam o governo congregacional e o batismo apenas de adultos, convertidos. Historicamente, seria em 1609, na Holanda, quando John Smyth, Thomas Helwys e uma congregação de 40 pessoas ali se instalaram, fugindo da perseguição da Igreja anglicana.
A  primeira teoria é temerária. Já a segunda, também não há respaldo. A terceira é a historicamente correta. Não é uma questão de fé, mas sim de comprovação histórica. Não se faz história por decreto, a gente tem que aprender isto. 

sábado, 6 de junho de 2015

Teologia

O termo “teologia” foi cunhado pela primeira vez por Platão, cerca de 400 a.C, no diálogo “A República”. Surgiu, no contexto da filosofia grega, para significar um discurso sobre a existência e a natureza do divino.
É bem verdade que o termo teologia aparece em Platão, mas o conceito já existia nos pré-socráticos. Além disso, é importante salientar que foi Aristóteles que a sistematizou. Não posso deixar de frisar que a teologia em questão era rudimentar.
Comumente o vocábulo teologia é utilizado como “estudo acerca de Deus”.  Portanto, baseado na experiência do homem com Deus e na revelação divina. Trata-se não só da pessoa de Deus, mas também das suas relações com o universo. No entanto, o teólogo protestante Karl Barth definiu a Teologia como um "falar a partir de Deus", o que é bastante sugestivo.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Profetas

Jonas, Amós e Oséias eram profetas do Reino do Norte.
Obadias, Joel, Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ageu, Zacarias e Malaquias, eram profetas do Reino do Sul.

*Detalhe: Miquéias profetizou tanto para o Reino do Sul quanto para o Norte.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Jonas

Habitualmente ouço pregadores afirmando que Jonas foi chamado por Deus para ser profeta baseado no capítulo 1 versos 1-3.
Não encaro o texto desta forma. Pois, não há nada que comprove tal afirmação. Nesse episodio ( Jn 1.1-3) o personagem Jonas já era profeta! Ele já exercia tal ministério: "Também este restituiu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer" ( 2 Reis 14.25).
Ora, não é correto afirmar algo que o Deus não diz. A atitude daqueles pregadores é temerária. Não se deve pregar irresponsavelmente.

* O profeta Jonas cujo livro possuímos, não se diz se viveu antes do reinado de Jeroboão ou durante o mesmo.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Miquéias

O nome Miquéias significa " aquele que é semelhante a Yahweh". Este profetizava tanta para o Sul (Judá) quanto para o Norte (Israel). Ele foi contemporâneo do profeta Isaías. 
Miquéias foi citado por Jesus ( João 7.42 - cf. Miquéias 5.2). 
Destaco o verso 8 do capítulo 6 que mostra a religião verdadeira (cf. Tiago 1.27): " Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e o que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com teu Deus?" 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Criação Divina (Série Meditare)

"No princípio criou Deus..." ( Gênesis 1.1).
Houve uma criação. O universo não é eterno.
Não é obra do acaso, mas de um Deus criador.
Deus não criou pelo seu espírito, mas pelo/com seu sopro (ruach).

"Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, todo o exército deles pelo espírito da sua boca"(Salmo 33.6).
Pela palavra (dabhar) Deus criou todas as coisas!

"Quando vejo os teus céus, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste" ( Salmo 8.3).
A ideia no original é de uma obra artesanal. Deus é um grande artesão!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Recomendo

Amo a Palavra de Deus.
Dedico-me ao estudo da Bíblia com seriedade e temor.
Aprecio as traduções e versões dos exemplares bíblicos.
Recomendo a Edição revista revisada da Imprensa Bíblica Brasileira e a Bíblia de Jerusalém -  Nova edição, revista e ampliada, da Paulus. Utilizo-as sempre em meus estudos. Por isso, as indico.

domingo, 31 de maio de 2015

Princípios Batistas

Antes de entrar no seminário teológico tinha lido o livro de John Landers, Teologia dos Princípios Batistas, onde o autor afirma que "os princípios batistas são linhas mestras de interpretação da fé cristã que distinguem os batistas das demais denominações".  

A AUTORIDADE

1- Cristo como Senhor
A fonte suprema da autoridade cristã é o Senhor Jesus Cristo. Sua soberania emana da eterna divindade e poder – como o unigênito filho do Deus Supremo – de sua redenção vicária e ressurreição vitoriosa. Sua autoridade é a expressão de amor justo, sabedoria infinita e santidade divina, e se aplica à totalidade da vida. Dela procede a integridade do propósito cristão, o poder da dedicação cristã, a motivação da lealdade cristã. Ela exige a obediência aos mandamentos de Cristo, dedicação ao seu serviço, fidelidade ao seu reino e a máxima devoção à sua pessoa, como o Senhor vivo.
A suprema fonte de autoridade é o Senhor Jesus Cristo, e toda a esfera da vida está sujeita à sua soberania.

2- As Escrituras
A Bíblia fala com autoridade porque é a palavra de Deus. É a suprema regra de fé e prática porque é testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus através da revelação de si mesmo e da redenção, sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos e na obra salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de seu domínio. Na sua singular e una revelação da vontade divina para a humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem através de pesquisa e oração, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução.
A Bíblia como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo é a nossa regra autorizada de fé e prática.

3- O Espírito Santo
O Espírito Santo é a presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando sua pessoa e vontade ao homem. O Espírito, portanto, é a voz da autoridade divina. É o Espírito de Cristo, e sua autoridade é a vontade de Cristo. Visto que as Escrituras são produto de homens que, inspirados pelo Espírito, falaram por Deus, a verdade da Bíblia expressa a vontade do Espírito, compreendida pela iluminação do mesmo. Ele convence os homens do pecado, da justiça e do juízo, tornando, assim, efetiva a salvação individual, através da obra salvadora de Cristo. Ele habita no coração do crente, como advogado perante Deus e intérprete para o homem. Ele atrai o fiel para a fé e a obediência e, assim, produz na sua vida os frutos da santidade e do amor.
O Espírito procura alcançar vontade e propósito divinos entre os homens. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do reino e santifica e preserva os redimidos, para o louvor de Cristo; exige uma submissão livre e dinâmica à autoridade de Cristo, e uma obediência criativa e fiel à palavra de Deus.
O Espírito Santo é o próprio Deus revelando sua pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto, interpreta e confirma a voz da autoridade divina.
  
O INDIVÍDUO

1- Seu valor
A Bíblia revela que cada ser humano é criado à imagem de Deus; é único, precioso e insubstituível. Criado ser racional, cada pessoa é moralmente responsável perante Deus e o próximo. O homem, como indivíduo, é distinto de todas as outras pessoas. Como pessoa, ele é unido aos outros no fluxo da vida, pois ninguém vive nem morre por si mesmo.
A Bíblia revela que Cristo morreu por todos os homens. O fato de ser o homem criado à imagem de Deus, e de Jesus Cristo morrer para salvá-lo, é a fonte da dignidade e do valor humano. Ele tem direitos, outorgados por Deus, de ser reconhecido e aceito como indivíduo sem distinção de raça, cor, credo, ou cultura; de ser parte digna e respeitada da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcançar o seu potencial.
Cada indivíduo foi criado à imagem de Deus e, portanto, merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita.

2- Sua competência
O indivíduo, porque criado à imagem de Deus, torna-se responsável por suas decisões morais e religiosas. Ele é competente, sob a orientação do Espírito Santo, para formular a própria resposta à chamada divina ao evangelho de Cristo, para a comunhão com Deus, para crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor. Estreitamente ligada a essa competência está a responsabilidade de procurar a verdade e, encontrando-a, agir conforme essa descoberta, e partilhar a verdade com outros. Embora não se admita coação no terreno religioso, o cristão não tem a liberdade de ser neutro em questões de consciência e convicção.
Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas próprias decisões e questões morais e religiosas.

3- Sua liberdade
Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando direitos e convicções alheios; cultuar a Deus tanto a sós quanto publicamente; convidar outras pessoas a participarem nos cultos e outras atividades de sua religião; possuir propriedade e quaisquer outros bens necessários à propagação de sua fé. Tal liberdade não é privilégio para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado – nem pelo Estado, nem por qualquer outro grupo religioso – é um direito outorgado por Deus.
Cada pessoa é livre perante Deus em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.


 A VIDA CRISTÃ

1- A salvação pela graça
A graça é a provisão misericordiosa de Deus para a condição do homem perdido. O homem no seu estado natural é egoísta e orgulhoso; ele está na escravidão de Satanás e espiritualmente morto em transgressões e pecados. Devido à sua natureza pecaminosa, o homem não pode salvar-se a si mesmo. Mas Deus tem uma atitude benevolente em relação a todos, apesar da corrupção moral e da rebelião. A salvação não é o resultado dos méritos humanos, antes emana de propósito e iniciativa divinos. Não vem através de mediação sacramental, nem de treinamento moral, mas como resultado da misericórdia e poder divinos. A salvação do pecado é a dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pelo arrependimento em relação a Deus, pela fé em Jesus Cristo, e pela entrega incondicional a Ele como Senhor.
A Salvação, que vem através da graça, pela fé, coloca o indivíduo em união vital e transformadora com Cristo, e se caracteriza por uma vida de santidade e boas obras. A mesma graça, por meio da qual a pessoa alcança a salvação, dá certeza e a segurança do perdão contínuo de Deus e de seu auxílio na vida cristã.
A salvação é dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela fé em Cristo e rendição à soberania divina.

2- As exigências do discipulado
O aprendizado cristão inicia-se com a entrega a Cristo, como Senhor. Desenvolve-se à proporção que a pessoa tem comunhão com Cristo e obedece aos seus mandamentos. O discípulo aprende a verdade em Cristo, somente por obedecê-la. Essa obediência exige a entrega das ambições e dos propósitos pessoais e a obediência à vontade do Pai. A obediência levou Cristo à cruz e exige de cada discípulo que tome a própria cruz e siga a Cristo.
O levar a cruz, ou negar-se a si mesmo, expressa-se de muitas maneiras na vida do discípulo. Este procurará, primeiro, o reino de Deus. Sua lealdade suprema será a Cristo. Ele será fiel em cumprir o mandamento cristão. Sua vida pessoal manifestará autodisciplina, pureza, integridade e amor cristão, em todas as relações que tem com os outros. O discipulado é completo.
As exigências do discipulado cristão estão baseadas no reconhecimento da soberania de Cristo, relacionam-se com a vida em um todo e exigem obediência e devoção completas.

3- O sacerdócio do crente
Cada homem pode ir diretamente a Deus em busca de perdão, através do arrependimento e da fé. Ele não necessita para isso de nenhum outro indivíduo, nem mesmo da igreja. Há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus. Depois de tornar-se crente, a pessoa tem acesso direto a Deus, através de Jesus Cristo. Ela entra no sacerdócio real que lhe outorga o privilégio de servir a humanidade em nome de Cristo. Deverá partilhar com os homens a fé que acalenta e servi-los em nome e no espírito de Cristo. O sacerdócio do crente, portanto, significa que todos os cristãos são iguais perante Deus e na fraternidade da igreja local.
Cada cristão, tendo acesso direto a Deus através de Jesus Cristo, é seu próprio sacerdote e tem a obrigação de servir de sacerdote de Jesus Cristo em benefício de outras pessoas.

4- O cristão e seu lar
O lar foi constituído por Deus como unidade básica da sociedade. A formação de lares verdadeiramente cristãos deve merecer o interesse particular de todos. Devem ser constituídos da união de dois seres cristãos, dotados de maturidade emocional, espiritual e física e unidos por um amor profundo e puro. O casal deve partilhar ideais e ambições semelhantes e ser dedicado à criação dos filhos na instrução e disciplina divinas. Isso exige o estudo regular da Bíblia e a prática do culto doméstico. Nesses lares o espírito de Cristo está presente em todas as relações da família.
As igrejas têm a obrigação de preparar jovens para o casamento, treinar e auxiliar os pais nas suas responsabilidades, orientar pais e filhos nas provações e crises da vida, assistir àqueles que sofrem em lares desajustados, e ajudar os enlutados e encanecidos a encontrarem sempre um significado na vida.
O lar é básico, no propósito de Deus, para o bem-estar da humanidade, e o desenvolvimento da família deve ser de supremo interesse para todos os cristãos.

5- O cristão como cidadão
O cristão é cidadão de dois mundos – o reino de Deus e o estado político – e deve obedecer à lei de sua pátria terrena, tanto quanto à lei suprema. No caso de ser necessária uma escolha, o cristão deve obedecer a Deus antes que ao homem. Deve mostrar respeito para com aqueles que interpretam a lei e a põem em vigor, e participar ativamente na vida social, econômica e política com o espírito e princípios cristãos. A mordomia cristã da vida inclui tais responsabilidades como o voto, o pagamento de impostos e o apoio à legislação digna. O cristão deve orar pelas autoridades e incentivar outros cristãos a aceitarem a responsabilidade cívica, como um serviço a Deus e à humanidade.
O cristão é cidadão de dois mundos – o reino de Deus e o estado – e deve ser obediente à lei do seu país tanto quanto à lei suprema de Deus.
  
A IGREJA 
1- Sua natureza
No Novo Testamento o termo igreja é usado para designar o povo de Deus na sua totalidade, ou só uma assembléia local. A igreja é uma comunidade fraterna das pessoas redimidas por Cristo Jesus, divinamente chamadas, divinamente criadas, e feitas uma só debaixo do governo soberano de Deus. A igreja como uma entidade local – um organismo presidido pelo Espírito Santo – é uma fraternidade de crentes em Jesus Cristo, que se batizaram e voluntariamente se uniram para o culto, estudo, a disciplina mútua, o serviço e a propagação do evangelho, no local da igreja e até os confins da terra.
A igreja, no sentido lato, é a comunidade fraterna de pessoas redimidas por Cristo e tornadas uma só na família de Deus. A igreja, no sentido local, é a companhia fraterna de crentes batizados, voluntariamente unidos para o culto, desenvolvimento espiritual e serviço.

2- Seus membros
A igreja, como uma entidade, é uma companhia de crentes regenerados e batizados que se associam num conceito de fé e fraternidade do evangelho. Propriamente, a pessoa qualifica-se para ser membro de igreja por ser nascida de Deus e aceitar voluntariamente o batismo. Ser membro de uma igreja local, para tais pessoas, é um privilégio santo e um dever sagrado. O simples fato de arrolar-se na lista de membros de uma igreja não torna a pessoa membro do corpo de Cristo. Cuidado extremo deve ser exercido a fim de que sejam aceitas como membros da igreja somente as pessoas que dêem evidências positivas de regeneração e verdadeira submissão a Cristo.
Ser membro de igreja é um privilégio, dado exclusivamente a pessoas regeneradas que voluntariamente aceitam o batismo e se entregam ao discipulado fiel, segundo o preceito cristão.

3- Suas ordenanças
O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja. São símbolos, mas sua observância envolve fé, exame de consciência, discernimento, confissão, gratidão, comunhão e culto. O batismo é administrado pela igreja, sob a autoridade do Deus triúno, e sua forma é a imersão daquele que, pela fé, já recebeu a Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Por esse ato o crente retrata a sua morte para o pecado e a sua ressurreição para uma vida nova.
A ceia do Senhor, observada através dos símbolos do pão e do vinho, é um profundo esquadrinhamento do coração, uma grata lembrança de Jesus Cristo e sua morte vicária na cruz, uma abençoada segurança de sua volta e uma jubilosa comunhão com o Cristo vivo e seu povo.
O batismo e a ceia do Senhor, as duas ordenanças da igreja, são símbolos da redenção, mas sua observância envolve realidades espirituais na experiência cristã.

4- Seu governo
O princípio governante para uma igreja local é a soberania de Jesus Cristo. A autonomia da igreja tem como fundamento o fato de que Cristo está sempre presente e é a cabeça da congregação do seu povo. A igreja, portanto, não pode sujeitar-se à autoridade de qualquer outra entidade religiosa. Sua autonomia, então, é válida somente quando exercida sob o domínio de Cristo.
A democracia, o governo pela congregação, é forma certa somente à medida que, orientada pelo Espírito Santo, providencia e exige a participação consciente de cada um dos membros nas deliberações do trabalho da igreja. Nem a maioria, nem a minoria, tampouco a unanimidade, reflete necessariamente a vontade divina.
Uma igreja é um corpo autônomo, sujeito unicamente a Cristo, sua cabeça. Seu governo democrático, no sentido próprio, reflete a igualdade e responsabilidade de todos os crentes, sob a autoridade de Cristo.

5- Sua relação para com o estado
Tanto a igreja como o estado são ordenados por Deus e responsáveis perante ele. Cada um é distinto; cada um tem um propósito divino; nenhum deve transgredir os direitos do outro. Devem permanecer separados, mas igualmente manter a devida relação entre si e para com Deus. Cabe ao estado o exercício da autoridade civil, a manutenção da ordem e a promoção do bem-estar público.
A igreja é uma comunhão voluntária de cristãos, unidos sob o domínio de Cristo para o culto e serviço em seu nome. O estado não pode ignorar a soberania de Deus nem rejeitar suas leis como a base da ordem moral e da justiça social. Os cristãos devem aceitar suas responsabilidades de sustentar o estado e obedecer ao poder civil, de acordo com os princípios cristãos.
O estado deve à igreja a proteção da lei e a liberdade plena, no exercício do seu ministério espiritual. A igreja deve ao estado o reforço moral e espiritual para a lei e a ordem, bem como a proclamação clara das verdades que fundamentam a justiça e a paz. A igreja tem a responsabilidade tanto de orar pelo estado quanto de declarar o juízo divino em relação ao governo, às responsabilidades de uma soberania autêntica e consciente, e aos direitos de todas as pessoas. A igreja deve praticar coerentemente os princípios que sustenta e que devem governar a relação entre ela e o estado.
A igreja e o estado são constituídos por Deus e perante Ele responsáveis. Devem permanecer distintos, mas têm a obrigação do reconhecimento e reforço mútuos, no propósito de cumprir-se a função divina.

6- Sua relação para com o mundo
Jesus Cristo veio ao mundo, mas não era do mundo. Ele orou não para que seu povo fosse tirado do mundo, mas que fosse liberto do mal. Sua igreja, portanto, tem a responsabilidade de permanecer no mundo, sem ser do mundo. A igreja e o cristão, individualmente, têm a obrigação de opor-se ao mal e trabalhar para a eliminação de tudo que corrompa e degrade a vida humana. A igreja deve tomar posição definida em relação à justiça e trabalhar fervorosamente pelo respeito mútuo, a fraternidade, a retidão, a paz, em todas as relações entre os homens, raças e nações. Ela trabalha confiante no cumprimento final do propósito divino no mundo.
Esses ideais, que têm focalizado o testemunho distintivo dos batistas, choca-se com o momento atual do mundo e em crucial significação. As forças do mundo os desafiam. Certas tendências em nossas igrejas e denominação põem-nos em perigo. Se esses ideais servirem para inspirar os batistas, com o senso da missão digna da hora presente, deverão ser relacionados com a realidade dinâmica de todo o aspecto de nossa tarefa contínua.
A igreja tem uma posição de responsabilidade no mundo; sua missão é para com o mundo; mas seu caráter e ministério são espirituais.

A NOSSA TAREFA CONTÍNUA


1- A centralidade do indivíduo
Os batistas, historicamente, têm exaltado o valor do indivíduo, dando-lhe um lugar central no trabalho das igrejas e da denominação. Essa distinção, entretanto, está em perigo nestes dias de automatismo e pressões para o conformismo. Alertados para esses perigos, dentro das próprias fileiras, tanto quanto no mundo, os batistas devem preservar a integridade do indivíduo.
O alto valor do indivíduo deve refletir-se nos serviços de culto, no trabalho evangelístico, nas obras missionárias, no ensino e treinamento da mordomia, em todo o programa de educação cristã. Os programas são justificados pelo que fazem pelos indivíduos por eles influenciados. Isso significa, entre outras coisas, que o indivíduo nunca deve ser usado como um meio, nunca deve ser manobrado, nem tratado como mera estatística. Esse ideal exige, antes, que seja dada primordial consideração ao indivíduo, na sua liberdade moral, nas suas necessidades urgentes e no seu valor perante Cristo.
De consideração primordial na vida e no trabalho de nossas igrejas é o indivíduo, com seu valor, suas necessidades, sua liberdade moral, seu potencial perante Cristo.

2- Culto
O culto a Deus, pessoal ou coletivo, é a expressão mais elevada da fé e devoção cristã. É supremo tanto em privilégio quanto em dever. Os batistas enfrentam uma necessidade urgente de melhorar a qualidade do seu culto, a fim de experimentarem coletivamente uma renovação de fé, esperança e amor, como resultado da comunhão com o Deus supremo.
O culto deve ser coerente com a natureza de Deus, na sua santidade: uma experiência, portanto, de adoração e confissão que se expressa com temor e humildade. O culto não é mera forma e ritual, mas uma experiência com o Deus vivo, através da meditação e da entrega pessoal. Não é simplesmente um serviço religioso, mas comunhão com Deus na realidade do louvor, na sinceridade do amor e na beleza da santidade.
O culto torna-se significativo quando se combinam, com reverência e ordem, a inspiração da presença de Deus, a proclamação do evangelho, a liberdade e a atuação do Espírito. O resultado de tal culto será uma consciência mais profunda da santidade, majestade e graça de Deus, maior devoção e mais completa dedicação à vontade de Deus.
O culto – que envolve uma experiência de comunhão com o Deus vivo e santo – exige uma apreciação maior sobre a reverência e a ordem, a confissão e a humildade, a consciência da santidade, majestade, graça e propósito de Deus.

3- O ministério cristão
A igreja e todos os seus membros estão no mundo a fim de servir. Em certo sentido, cada filho de Deus é chamado como cristão. Há, entretanto, uma falta generalizada no sentido de negar o valor devido à natureza singular da chamada como vocação ao serviço de Cristo. Maior atenção neste ponto é especialmente necessária, em face da pressão que recebem os jovens competentes para a escolha de algum ramo das ciências e, ainda mais devido ao número decrescente daqueles que estão atendendo à chamada divina, para o serviço de Cristo.
Os que são chamados pelo Senhor para o ministério cristão devem reconhecer que o fim da chamada é servir. São, no sentido especial, escravos de Cristo e seus ministros nas igrejas e junto ao povo. Devem exaltar suas responsabilidades, em vez de privilégios especiais. Suas funções distintas não visam à vanglória; antes, são meios de servir a Deus, à igreja e ao próximo.
As igrejas são responsáveis perante Deus por aqueles que elas consagram ao seu ministério. Devem manter padrões elevados para aqueles que aspiram à consagração, quanto à experiência e ao caráter cristãos. Devem incentivar os chamados a procurarem o preparo adequado ao seu ministério.
Cada cristão tem o dever de ministrar ou servir com abnegação completa; Deus, porém, na sua sabedoria, chama várias pessoas de um modo singular para dedicarem sua vida de tempo integral ao ministério relacionado com a obra da igreja.

4- Evangelismo
O evangelismo é a proclamação do juízo divino sobre o pecado, e das boas novas da graça divina em Jesus Cristo. É a resposta dos cristãos às pessoas na incidência do pecado, é a ordem de Cristo aos seus seguidores, a fim de que sejam suas testemunhas frente a todos os homens. O evangelismo declara que o evangelho, e unicamente o evangelho, é o poder de Deus para a salvação. A obra de evangelismo é básica na missão da igreja e no mister de cada cristão.
O evangelismo, assim concebido, exige um fundamento teológico firme e uma ênfase perene nas doutrinas básicas da salvação. O evangelismo neotestamentário é a salvação por meio do evangelho e pelo poder do Espírito. Visa à salvação do homem todo; confronta os perdidos com o preço do discipulado e as exigências da soberania de Cristo; exalta a graça divina, a fé voluntária e a realidade da experiência de conversão.
Convites feitos a pessoas não salvas nunca devem desvalorizar essa realidade imperativa. O uso de truques de psicologia das massas, os substitutivos da convicção e todos os esquemas vaidosos são pecados contra Deus e contra o indivíduo. O amor cristão, o destino dos pecadores e a força do pecado constituem uma urgência obrigatória.
A norma de evangelismo exigida pelos tempos críticos dos nossos dias é o evangelismo pessoal e coletivo, o uso de métodos sãos e dignos, o testemunho de piedade pessoal e dum espírito semelhante ao de Cristo, a intercessão pela misericórdia e pelo poder de Deus, e a dependência completa do Espírito Santo.
O evangelismo, que é básico no ministério da igreja e na vocação do crente, é a proclamação do juízo e da graça de Deus em Jesus Cristo e a chamada para aceitá-lo como Salvador e segui-lo como Senhor.

5- Missões
Missões, como usamos o termo, é a extensão do propósito redentor de Deus através do evangelismo, da educação e do serviço cristão além das fronteiras da igreja local. As massas perdidas do mundo constituem um desafio comovedor para as igrejas cristãs.
Uma vez que os batistas acreditam na liberdade e competência de cada um para as próprias decisões, nas questões religiosas, temos a responsabilidade perante Deus de assegurar a cada indivíduo o conhecimento e a oportunidade de fazer a decisão certa. Estamos sob a determinação divina, no sentido de proclamar o evangelho a toda a criatura. A urgência da situação atual do mundo, o apelo agressivo de crenças e ideologias exóticas, e nosso interesse pelos transviados exigem de nós dedicação máxima em pessoal e dinheiro, a fim de proclamar-se a redenção em Cristo, para o mundo todo.
A cooperação nas missões mundiais é imperativa. Devemos utilizar os meios à nossa disposição, inclusive os de comunicação em massa, para dar o Evangelho de Cristo ao mundo. Não devemos depender exclusivamente de um grupo pequeno de missionários especialmente treinados e dedicados. Cada batista é um missionário, não importa o local onde mora ou posição que ocupa. Os atos pessoais ou de grupos, as atitudes em relação a outras nações, raças e religiões fazem parte do nosso testemunho favorável ou contrário a Cristo, o qual, em cada esfera e relação da vida, deve fortalecer nossa proclamação de que Jesus é o Senhor de todos.
As missões procuram a extensão do propósito redentor de Deus em toda parte, através do evangelismo, da educação, e do serviço cristão e exige de nós dedicação máxima.

6- Mordomia
A mordomia cristã é o uso, sob a orientação divina, da vida, dos talentos, do tempo e dos bens materiais, na proclamação do Evangelho e na prática respectiva. No partilhar o Evangelho, a mordomia encontra seu significado mais elevado: ela é baseada no reconhecimento de que tudo o que temos e somos vem de Deus, como uma responsabilidade sagrada.
Os bens materiais em si não são maus, nem bons. O amor ao dinheiro, e não o dinheiro em si, é a raiz de todas as espécies de males. Na mordomia cristã o dinheiro torna-se o meio para alcançar bens espirituais, tanto para a pessoa que dá, quanto para quem recebe. Aceito como encargo sagrado, o dinheiro torna-se não uma ameaça e sim uma oportunidade. Jesus preocupou-se em que o homem fosse liberto da tirania dos bens materiais e os empregasse para suprir tanto às necessidades próprias como as alheias.
A responsabilidade da mordomia aplica-se não somente ao cristão como indivíduo, mas, também, a cada igreja local, cada convenção, cada agência da denominação. Aquilo que é confiado ao indivíduo ou à instituição não deve ser guardado nem gasto egoisticamente, mas empregado no serviço da humanidade e para a glória de Deus.
A mordomia cristã concebe toda a vida como um encargo sagrado, confiado por Deus, e exige o emprego responsável de vida, tempo, talentos e bens – pessoal ou coletivamente – no serviço de Cristo.

7- O ensino e treinamento
O ensino e treinamento são básicos na comissão de Cristo para os seus seguidores, constituindo um imperativo divino pela natureza da fé e experiência cristãs. Eles são necessários ao desenvolvimento de atitudes cristãs, à demonstração de virtudes cristãs, ao gozo de privilégios cristãos, ao cumprimento de responsabilidades cristãs, à realização da certeza cristã. Devem começar com o nascimento do homem e continuar através de sua vida toda. São funções do lar e da igreja, divinamente ordenadas. E constituem o caminho da maturidade cristã.
Desde que a fé há de ser pessoal, e voluntária cada resposta à soberania de Cristo, o ensino e treinamento são necessários antecipadamente ao Discipulado Cristão, e a um testemunho vital. Este fato significa que a tarefa educacional da igreja deve ser o centro do programa. A prova do ministério do ensino e treinamento está no caráter semelhante ao de Cristo e na capacidade de enfrentar e resolver eficientemente os problemas sociais, morais e espirituais do mundo hodierno. Devemos treinar os indivíduos a fim de que possam conhecer a verdade que os liberta, experimentar o amor que os transforma em servos da humanidade, e alcançar a fé que lhes concede a esperança no reino de Deus.
A natureza da fé e experiência cristãs e a natureza e necessidades das pessoas fazem do ensino e treinamento um imperativo.

8- Educação cristã
A fé e a razão aliam-se no conhecimento verdadeiro. A fé genuína procura compreensão e expressão inteligente. As escolas cristãs devem conservar a fé e a razão no equilíbrio próprio. Isto significa que não ficarão satisfeitas senão com os padrões acadêmicos elevados. Ao mesmo tempo, devem proporcionar um tipo distinto de educação – a educação infundida pelo espírito cristão, com a perspectiva cristã e dedicada aos valores cristãos.
Nossas escolas cristãs têm a responsabilidade de treinar e inspirar homens e mulheres para a liderança eficiente, leiga e vocacional, em nossas igrejas e no mundo. As igrejas, por sua vez, têm a responsabilidade de sustentar condignamente todas as suas instituições educacionais.
Os membros de igrejas devem ter interesse naqueles que ensinam em suas instituições, bem como naquilo que estes transmitem. Há limites para a liberdade acadêmica; deve ser admitido, entretanto, que os professores das nossas instituições tenham liberdade para erudição criadora, com o equilíbrio de um senso profundo de responsabilidade pessoal para com Deus, a verdade, a denominação, e as pessoas a quem servem.
A educação cristã emerge da relação da fé e da razão e exige excelência e liberdade acadêmicas que são tanto reais quanto responsáveis.

9- A autocrítica
Tanto a igreja local quanto a denominação, a fim de permanecerem sadias e florescentes, têm que aceitar a responsabilidade da autocrítica. Seria prejudicial às igrejas e à denominação se fosse negado ao indivíduo o direito de discordar, ou se fossem considerados nossos métodos ou técnicas como finais ou perfeitos. O trabalho de nossas igrejas e de nossa denominação precisa de freqüente avaliação, a fim de evitar a esterilidade do tradicionalíssimo. Isso especialmente se torna necessário na área dos métodos, mas também se aplica aos princípios e práticas históricas em sua relação à vida contemporânea. Isso significa que nossas igrejas, instituições e agências devem defender e proteger o direito de o povo perguntar e criticar construtivamente.
A autocrítica construtiva deve ser centralizada em problemas básicos e assim evitar os efeitos desintegrantes de acusações e recriminações. Criticar não significa deslealdade; a crítica pode resultar de um interesse profundo do bem-estar da denominação. Tal crítica visará ao desenvolvimento à maturidade cristã, tanto para o indivíduo quanto para a denominação.
Todo grupo de cristãos, para conservar sua produtividade, terá que aceitar a responsabilidade da autocrítica construtiva.


Estes são pontos principais balizadores dos batistas. Um conjunto de convicções que definem o perfil das crenças e práticas batistas.